
Os rígidos soldados não estavam bem. Ali, imóveis, guardando a sua missão, eles estavam aos poucos resvalando e a ponto de desmaiar. Havia algo de sinistro e funesto no seu trabalho ali, mas a coisa estava saindo do controle. O mal-estar, a sombra de algo tóxico e horrível tomando conta do ambiente e a face horrível que ali estava traduzia o nauseabundo local que causava um esgar de nojo e horror que tomava conta ali. Barulhos suspeitos, desmaios sucessivos e o culminar horrendo daquilo seria algo que selaria o destino de muitas pessoas.
A morte de um Papa é, por definição, um evento solene. Há incenso, há cardeais, há multidão compungida na Praça de São Pedro e há, naturalmente, um cadáver que precisa aguentar firme durante dias de exposição pública antes de ser definitivamente depositado na Eternidade. É um protocolo milimétrico, cheio de simbolismo e, em teoria, de dignidade. Em teoria, claro, porque em outubro de 1958, a Igreja Católica viveu um dos episódios mais grotescamente hilários de sua multimilenar história: o corpo do Papa Pio XII começou a se decompor visivelmente durante o próprio velório e acabou por explodir no meio do cortejo fúnebre.
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