O Zoológico da Masmorra

O Reiuno Unido recebe cerca de 37 a 38 milhões de turistas internacionais por ano.Claro, quem passa por Londres não deixa de passar pela Torre de Londres, e muitos que passaram por Londres no passado iam parar na Torre, mas contra a vontade. Acontece que a Torre tem um quê de pitoresco que as pessoas normalmente não sabem. Há uma pergunta que os guias turísticos da Torre de Londres deum modo geral não fazem, mas que merece ser feita: o que você faria se soubesse que, por mais de seiscentos anos, aquele complexo de pedra e terror que serviu de prisão, palácio e depósito das joias da Coroa também funcionou como zoológico?

A resposta correta é perguntar se os animais tinham celas melhores que os presos humanos. A resposta provável é que sim. Continuar lendo “O Zoológico da Masmorra”

Artigos da Semana 310

Bola tá rolando na Copa do Mundo. Depois do vexame do Brasil frente ao Marrocos e a Alemanha meter 7 a 1 em Curaçao (com brasileiro tendo que ir pro hospital por causa de traumas passados), o que nos resta? Nos resta vermos o que foi postado durante a semana.

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A Guerra das Invenções Idiotas

A Segunda Guerra Mundial foi, entre outras atrocidades, o maior laboratório de gambiarra da História Humana. Sim, ela nos deu o radar, o motor a jato, o míssil balístico e a bomba atômica; mas também nos deu um urso sargento, um submarino afundado por descarga sanitária e uma proposta de incendiar Tóquio com morcegos colados. A humanidade, quando colocada sob pressão extrema, não apenas sobrevive: ela delira com produtividade assustadora. O que se segue é um catálogo honesto desse delírio. Continuar lendo “A Guerra das Invenções Idiotas”

Pequenos paulistas mostram os segredos das decisões inconscientes

Você já parou para pensar naquele momento exato em que decide se aproximar de alguém numa festa? Aquela fração de segundo em que o cérebro aparentemente sopra “vai lá!” e as pernas obedecem? Pois bem: uma nova pesquisa revela que esse momento de decisão é, na prática, uma mentira bem contada. O cérebro não espera sua permissão, ele começa a preparar o terreno vários segundos antes de você sequer ter a impressão de ter pensado em qualquer coisa. O livre-arbítrio social, ao que tudo indica, tem um departamento de planejamento que trabalha nas suas costas. Continuar lendo “Pequenos paulistas mostram os segredos das decisões inconscientes”

O homem que quis carregar o Império e acabou esmagado por ele

Há muitas maneiras de um rei morrer. Batalha, envenenamento, conspiração de corte, uma queda não muito discreta das escadas do palácio e até comer demais. A História está cheia de monarcas que partiram desta para melhor de formas que fariam corar qualquer roteirista de tragédia grega. Mas poucos conseguiram a façanha de Ying Dang, o Rei Wu, do reino de Qin, que em 307 A.E.C. decidiu provar ao mundo que era o homem de maior proeza atlética do Período dos Reinos Combatentes, e foi literalmente esmagado pela própria ambição. No caso dele, a ambição tinha a forma de um caldeirão de bronze do tamanho de uma banheira de hidromassagem imperial. Continuar lendo “O homem que quis carregar o Império e acabou esmagado por ele”

Segredos do capacetão da ave assassina revelados

Se você precisa de uma prova viva de que aves são descendentes de dinossauros, não procure fósseis. Vá até a Nova Guiné ou ao nordeste da Austrália (sempre ela) ou ainda no Parque das Aves no Paraná, e dê uma bela olhada num casuar, olhando bem nos olhos dele. Melhor ainda: não olhe. Ele já está te olhando com aquela expressão de quem calculou a trajetória do seu pescoço antes de você terminar de respirar.

A Natureza achou que este ser das Trevas de quase 2m de altura que ostenta garras internas comparadas a adagas tinha algo faltando: coroar essa máquina de indignação paleontológica com um capacete ósseo no alto da cabeça, cuja função os cientistas debatem há mais de um século sem chegar a um acordo. Pois bem: a Ciência acaba de complicar ainda mais esse mistério, e de uma forma que você não esperava. Continuar lendo “Segredos do capacetão da ave assassina revelados”

O mito do camponês que trabalhava menos que os trabalhadores de hoje

De tempos em tempos, a Internet descobre que a Idade Média era maravilhosa. Não o período da peste bubônica que matou um terço da Europa, não o das guerras ininterruptas ou das colheitas devastadas pela geada. A Idade Média romântica, aquela dos camponeses descansados que trabalhavam menos que o trabalhador médio e passavam os invernos bordando tapeçarias à beira da lareira, se banqueteando com uma dieta mais saudável. O argumento circula com a persistência das más ideias: os servos medievais tinham mais feriados do que você, seu CLT tosco, trabalhando só 1.620 horas por ano (contra as 1.780 do trabalhador moderno), e portanto viviam melhor. Soa bonito, eu sei. Continuar lendo “O mito do camponês que trabalhava menos que os trabalhadores de hoje”

Emergência cardíaca faz médico apelar para exame inesperado e eficiente

A  Emergência de qualquer hospital é pauleira, ainda mais se for no Brasil, que é considerado medicina de guerra. Só que daí você pensa “ah, na gringa é diferente!” Não é, e isso ficou comprovado quando um sujeito de 29 anos, em Queens, Nova York, que saiu andando tranquilamente pela rua e, de repente, percebeu que seu coração estava sambando mais rápido que bateria de escola de samba na Sapucaí. Cento e quarenta batimentos por minuto, o coração do cidadão estava tentando pedir arrego em código Morse.

O cara bateu hospital, o eletrocardiograma confirmou fibrilação atrial: as câmaras superiores do coração totalmente zuadas e os médicos iniciaram o protocolo, só que havia um problemão ali. Como foi resolvido? Você prestou atenção na imagem de abertura?

Aprofundando-se no âmago das pessoas a fim de proporcionar um bate-bate-coração-acelerado, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Emergência cardíaca faz médico apelar para exame inesperado e eficiente”

19 Hz: A Frequência dos Fantasmas

Vamos começar com uma pergunta que separa adultos funcionais de futuros caçadores de fantasmas de YouTube: o que é mais assustador, encontrar uma entidade do além ou descobrir que você passou anos sendo aterrorizado por um ventilador? Se a segunda opção parece mais perturbadora, parabéns, você já está no estado mental ideal para entender como o medo pode ser causado por coisas banais. Até mesmo visões de “entidades” nem sempre tem a ver com a existência de fantasmas ou estados de consciência induzidos por drogas. às vezes, um simples ventilador é o suficiente. Continuar lendo “19 Hz: A Frequência dos Fantasmas”

O peixe que deixava os romanos doidões, como no LSD

Imagine jantar num restaurante à beira-mar, pedir um peixe grelhado aparentemente inocente e acordar dois dias depois sem qualquer memória do que aconteceu. Não é o enredo de um thriller psicológico nem o relato de uma festa que saiu do controle. É o que pode acontecer quando alguém tem o azar, ou a curiosidade, de comer a Sarpa salpa, modestamente conhecida no mundo árabe como “o peixe que faz sonhos.” Os romanos chamavam-lhe delicatessen. A ciência moderna denomina esse fenômeno de ichthyoallyeinotoxism, dito em latim científico para soar menos embaraçoso nos relatórios hospitalares, porque “intoxicação alucinogênica por peixe” não tem, convenhamos, a dignidade que a situação merece.

Viajando firme na peixaria, chapadões durante o Império, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “O peixe que deixava os romanos doidões, como no LSD”