Só os antigos atenienses mais ricos pagavam impostos; e eles se gabavam disso!

Por Thomas Martin
Professor de Clássicos, College of the Holy Cross

Na antiga Atenas, apenas as pessoas muito ricas pagavam impostos diretos, e estes iam para financiar as despesas nacionais mais importantes da cidade-estado: a Marinha e as honras dos deuses. Embora hoje possa parecer surpreendente, a maioria desses principais contribuintes não apenas pagou alegremente, mas se gabou de quanto pagou.

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A Verdadeira História da Idade Média

Você pensa que sabe algo sobre a Idade Média. O caos sem sentido, os belos castelos, a imundície, os garbosos cavaleiros, a ignorância exacerbada, as Cruzadas, as iluminuras, as pestes devastadoras, os monastérios, a influência da religião, a Queda de Roma, a ascensão do Islã, o período do retrocesso, a tão-chamada Idade das Trevas. De início posso dizer: você apenas tem fragmentos, mas História não é feita de fragmentos. Fragmentos de informações são como pedras; você pode construir conhecimento com eles, como um castelo é feito de pedras. Mas um amontoado de fragmentos não são a História propriamente dita como um amontoado de pedras não é um castelo. Continuar lendo “A Verdadeira História da Idade Média”

Melhores artigos de 2022 parte 5

E este é o último post trazendo os melhores artigos de 2022. Era para ter apenas 11 artigos como os demais, mas aí eu me lembrei de alguns de última hora e adicionei. Foi um bom ano com muitos bons artigos e teremos outros artigos ótimos neste ano que se iniciou dia primeiro, mas pro Ceticismo.net começa agora.

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Melhores artigos de 2022 parte 3

Teve muita coisa este ano, né? Ainda mais que eu parei de dar notícia de pesquisas científicas, pude trazer artigos melhores. Pude e tive que me esforçar mais, e eu não reclamo. Devia ter feito antes, mas agora é tarde, blogs são mortos, mas sempre tem meia dúzia querendo ler o que e tenho para escrever. Vamos a terceira parte.

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A Verdadeira História da Pedra da Roseta

O homem de uniforme azul para, em meio ao sol escaldante. Tira o chapéu e enxuga o suor naquele lugar que ele desdenhava por achar ser um recanto miserável, inculto, esquecido por Deus e o mundo. Aquele não era o seu conceito de civilização, ele queria ir para casa. Ele acompanha os seus soldados para mais um dia de serviço por ordem do Imperador. Ao chegar no ponto que tinha que estar e preparar para destruir tudo, ele viu algo inusitado. Uma pedra. Um pedregulhão, mas não era uma pedra comum. Era algo… diferente. Uma rocha trabalhada, um granito escuro que serviria para mudar o mundo, mas ninguém sabia. Para o homem, ainda era uma pedra, mesmo assim, mas o homem era curioso e o que ele viu quando chegou mais perto.

E o que ele descobriu mudou tudo o que nós conhecemos, pois as portas para uma civilização antiga, misteriosa, fantástica e incrível se abriram. O que foi encontrado foi um portal no tempo, e o mundo jamais seria o mesmo. Esta é a história da Pedra da Roseta.

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Para surpresa de ninguém, Irã continua sendo Irã

Há a velha máxima “de onde menos se espera é que não sai nada, mesmo”. Teve umas almas puras (e extremamente idiotas) que acreditaram que o Irã estava melhorando, já que aboliu a sua polícia da moralidade. Até pode ser, mas não da forma como imaginavam. Acabaram só com o nome, mas as práticas continuam as mesmas. Podemos ver bem isso ao sabermos que não muito na surdina (ok, foi escancarado, pois o Irã tá pouco se fodendo), o Irã passou o cerol no segundo manifestante na última segunda-feira. Continuar lendo “Para surpresa de ninguém, Irã continua sendo Irã”

A desconfortável situação do finado jornalismo

Eu gostaria de falar sobre uma coisa que existia há muito tempo, mas que hoje caiu no esquecimento: jornalismo. Não existe mais jornalismo, pelo visto, e isso é ruim. Ruim, mas não é de hoje. A verdade, como eu sempre digo, é que as pessoas cometem um sério erro; elas acham que veículos de informação existem para informar. Não existem. Veículos de informação existem para dar lucro aos seus investidores.

Noticiários são um os mais desinteressantes programas para a população em geral, e isso não é só no Brasil. Há muito tempo, eles entenderam o que atrai as pessoas: previsão do tempo (não muito) e crimes, daqueles bem sangrentos. As pessoas adoram ver a desgraça alheia.

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Domus aurea, a casa dourada de Nero

A luz entra difusa pelas janelas estreitas. A brisa suave corre pelo ambiente e faz as velas bruxulearem, e a luz explode em uma miríade de brilhos dourados, iluminando deuses, heróis e ornamentos. Um suave abrir de portas e um som de passos quebram a calma, mas não a majestade do lugar. As sandálias de couro finíssimo ressoam sobre o chão de mosaicos e o teto abobadado e totalmente decorado testemunham um deus passando… ou ao menos era assim que ele se via.

As mãos para trás, o senhor daquele lugar olha a obra terminada e, no salão central, assente com a cabeça em sinal de regozijada aprovação. Aquela, sim, era uma casa. Aquele, sim, era um palácio. Algo digno de um rei, de um imperador, de um deus. De finalmente um ser humano poder morar. Continuar lendo “Domus aurea, a casa dourada de Nero”