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O problema da complacência

Há um problema sério hoje em dia. É uma coisa séria e as pessoas estão ignorando. O Tio Bem ensinou há muito tempo: grandes poderes trazem grandes responsabilidades, mas as pessoas estão ignorando isso. Acham que não devem ser responsabilizadas por quaisquer burradas que por ventura venham cometer. Afinal, inventaram que não devemos culpar a vítima. Mas em muitos casos, a culpa É, SIM, da vítima.

Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

Ghostwatch: o programa da BBC que enganou uma nação e causou uma morte

Hoje, estamos acostumados com os programas chamados “reality shows”, que efetivamente não tem realidade alguma. No Discovery Home & Health (o qual eu chamo de Discovery Casa Cláudia) traz diferentes tipos deles. É confeitaria mostrando como atende os pedidos, é um casal retardado disputando se ajuda uma família comprando uma casa nova ou reformando a antiga, é aqueles Master Chef que ninguém leva para dentro da quadra do Salgueiro para fazer caldo de mocotó ou feijoada pro pessoal etc.

Mas nos anos 90 isso não era muito comum. Até a BBC inventar de brincar de investigação paranormal e isso acabar em morte.

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YouTubeiro usa um livro como colete à prova de balas. Darwin diz: “not this time”

Nada pior que YouiTubeiro zuão. Eles se acham incrivelmente divertidos. Aí, apelam para pegadinhas e experimentos idiotas. Para ser rápido, porque estou com pouca paciência para blábláblá, um imbecil resolver se esperto bagarai. Este inútil chamado Pedro Ruiz olhou um livro, olhou uma arma e disse algo como “segura minha cerveja e me dá um tiro enquanto seguro este livro, pois ele vai segurar a bala”.

Versão TL;DR? O livro não era A Origem das Espécies, mas mesmo assim Evil Darwin selecionou o miserável. E esta é a segunda edição da QUINTA INSANA!

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Nyos, o Lago Assassino

A Morte, em seu manto negro, vagou pela África. Não que isso seja algo inusitado, mas a Asrail, o Anjo do Destino Final encontra meios para selar os destinos de muita gente. Há muito anos, ela consultou sua ampulheta e viu que estava atrasada com muitas almas a serem entregues de volta a Obatalá, o Criador de Tudo.

Em 21 de agosto de 1986, mais de 1.700 pessoas e mais de 3.500 cabeças de gado morreram em poucos minutos, envoltos numa mortalha assassina, invisível e inodora. Foi o bizarro caso do lago Nyos.

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Morreu uma guerreira, morreu uma heroína, morreu uma mãe

Contam os Antigos que no início havia apenas Obatalá, o Senhor dos Céus, e Odudua, a Senhora da Terra. E esses se casaram e dessa união nasceram Aganju, que a ele foi designado ser o orixá dos vulcões e desertos, e Iemanjá, senhora dos mares e oceanos. E conta-se também que Aganju e Iemanjá se casaram, e tiveram um filho, Orungan. Orungan, como em qualquer tragédia, apaixona-se pela própria mãe e, aproveitando a ausência do pai, deitou-se com ela. Desta união, que muitos dirão ser incestuosa, mas orixás não prendem à moral humana, nasceram quinze orixás, e a cada um foi atribuído uma função. Uma orixá recebeu o nome de Oyá, deusa do rio Niger, senhora das tempestades, que com sua alfanje e cauda de animal entra em campo de batalha. E Oyá recebe um título de Xangô, seu amor: Iansã, “Senhora do Céu Rosado”. Oyá é guerreira, Oyá não recua. Oyá não teme o inimigo. Oyá corre para enfrentar o seu destino.

Assim como Oyá, África teve uma guerreira. Salomé Karwah, a guerreira imortal, sobreviveu a tudo, menos a uma simples gravidez.

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Espertões tentam barrar lama com espuminha. Claro que daria certo…

Anotem a citação a seguir:

TU SERÁS PUNIDO POR NÃO SABERES CIÊNCIA!

Eu tinha avisado que o que aconteceu na bacia hidrográfica do rio Doce era logo demais para a boa vontade idiota de acredirtarem que as mudinhas da ONG do Sebastião Salgado iam salvar a todos. Mas no Brasil que odeia Ciência, é mais fácil acreditar em entidades mágicas, pratos de pipocas com poderes sobrenaturais e messias carecas. Pessoal que nunca plantou nem feijãozinho no algodão molhado achando que reflorestamento se faz com mudinhas. Ok, Ok. Eu tentei argumentar, mas o retardo mental desses idiotas inviabiliza qualquer coisa.

Afinal, nosso complexo de Ajude-nos Capitão Planeta vem sempre na frente. Pelo menos, a Samarco está agindo, espalhando bóias absorventes, e isso está resolvendo tudo, certo? Nah, você já sabe que eu direi “ERRADO!

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Os mistérios da Primeira Grande Extinção

O algoz pairava sobre as cabeças, ante das cabeças sequer existirem. Todos os que estavam abaixo não sabiam do perigo nos céus. Seus destinos estavam selados; o mundo jamais seria o mesmo depois da grande chacina que ocorreria quase em seguidas. Milhões de seres quase começaram a gritar, mas já eram silenciosas já naquela época, quando o oxigênio, este pérfido assassino, seguiu desapaixonadamente as leis da Química.

Esta é a história da primeira grande extinção em massa, e sem nenhum vulcão ou meteoro. Apenas uma simples molécula diatômica. É o Livro dos Porquês!

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O que é mumificação

Soldados! Aqui, 4000 anos de história vos contemplam. Aqui, tesouros vos aguardam! Não o tolo ouro, cujo valor varia de sociedade para sociedade. O principal tesouro é a cultura, a Ciência, os segredos escondidos aqui, mas conservados nelas, nas múmias.

O que são, como se formam? Quais os mistérios que a Química pode revelar no estudo das múmias? Egiptologia? Não, eles não foram os únicos a desenvolver técnicas de mumificação,

Mas que é essa mumificação? Por que as sociedades mumificavam? Quem eram essas pessoas? Vistam seus jalecos e coloquem um fedora. Corram pra biblioteca e abram o LIVRO DOS PORQUÊS.

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A Itália nos tempos do Cólera*

Por muitos séculos eles estão ali, em repouso. Anos e mais anos se passando. E eles ali, inertes, com seus segredos guardados. O mundo sempre foi um lugar difícil de viver, ainda mais quando recuamos no tempo. O tempo das pestes, das pragas e em que um simples corte no dedo podia ser fatal. Épocas em que o cólera era algo mortal (ok, ainda é) e levou várias pessoas à sepultura.

No cemitério da igreja Badia Pozzeveri, arqueólogos estudam os esqueletos que guardam uma história bizarra: como o cólera ceifou várias vidas no século XIX.

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Por que as epidemias fascinam as pessoas

A essa altura, você provavelmente está farto da gripe suína, gripe aviária, gripe de toda sorte. Desligou seu televisor, jogou no lixo o primeiro caderno do jornal e não quer ouvir mais nada sobre a gripe ou qualquer das demais infecções ameaçadoras que ocupam as notícias do planeta.

Lamento dizer que você não vai conseguir. Haverá indubitavelmente mais discussões, muito mais, e é provável que você termine exposto a elas. Uma fascinação insaciável com respeito às doenças contagiosas faz parte de nossa estrutura básica, como dois novos livros revelam.