
Durante boa parte do século passado, a evolução humana foi vendida como um álbum de família muito bem organizado: um tronco, alguns galhos, uns poucos ramos, e cada espécie arrumadinha no seu quadrinho, sem se misturar com a gentalha, gentalha. Pois bem, dentes de 400 mil anos acabam de transformar esse álbum em algo mais parecido com o grupo de WhatsApp da família depois do Natal, cheio de parentes que ninguém sabia que se falavam.
Os autores de um estudo recente conseguiram o que, uma década atrás, soaria como ficção científica de qualidade duvidosa: extrair informação biológica significativa de fósseis de Homo erectus antigos demais para ainda guardarem DNA. A saída foi trocar o DNA pelas proteínas, que resistem muito mais ao tempo e contam uma história surpreendente sobre quem andou namorando quem na Ásia. Continuar lendo “Os segredos familiares escondidos nos dentinhos do Homo erectus”









