Quando um exército de robozinhos capitaneados por um programador humilhou big techs

Houve um tempo, não muito distante, em que você entrava numa loja, escolhia um produto, pagava e, pasme, a coisa era sua! Comprava um disco e ouvia até a humanidade desenvolver orelhas de reposição. Com os programas era parecido: pagava, instalava e usava aquela versão enquanto o computador aguentasse. Isso sempre foi maravilhoso.

Claro, foi uma corrida para impedir que as pessoas espalhassem seus programas com os amigos, e daí veio a corrida para impedir, craqueadores burlavam a segurança e estava tudo bem, já que a verdade é que Microsoft não estava nem aí se o Zezinho morador de Nova Iguaçu tinha comprado um Uíndous Jack Sparrow. Ela ganha dinheiro com as empresas, mesmo. Continuar lendo “Quando um exército de robozinhos capitaneados por um programador humilhou big techs” →

Robô tarado passa a mão na bunda de uma adolescente

Isaac Asimov (que era químico, e com ele a oração e a paz) passou décadas escrevendo leis para impedir que robôs fizessem mal a humanos. Esqueceu apenas de uma pequena brecha: o que acontece quando o mal vem do humano que segura o controle remoto? Pois a Alemanha acaba de nos dar a resposta, e ela vem com corrente de ouro, bigode falso e bermuda de basquete.

Na noite de domingo, pouco antes da meia-noite, em Colônia, uma adolescente de 16 anos estava com amigos diante de uma lanchonete, cuidando da própria vida, o que deveria ser um direito constitucional em qualquer país civilizado, mesmo no caso dos chucrutes. Continuar lendo “Robô tarado passa a mão na bunda de uma adolescente” →

Artigos da Semana 327

A semana começou louca, evoluiu para a insânia, tornou-se estupendamente idiota e foi corada com uma excelente divulgação científica. De tédio vocês não morrem aqui, se é que ainda tem gente lendo para se divertir. Bem, vamos ao que foi postado durante a semana.

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Por que a ferida do diabético não fecha?

Você tá cansado de saber que um dos grandes problemas que os diabéticos possuem é não poder se entupir de deliciosos doces. Ah, sim, tem a parte das feridas não cicatrizarem, o que pode ser muito, muito ruim! Este tipo de ferida crônica da diabetes é algo bizarro, porque o organismo tem todo o material de reparo à disposição e, ainda assim, a obra não anda. Mais de 131 milhões de pessoas no mundo convivem com essas úlceras, os custos anuais em saúde chegam a cerca de 755 bilhões de dólares e, quando tudo desanda, o desfecho inclui amputação e morte. Por que isso acontece?

Uma recente pesquisa propõe que tudo gira em volta das células do sistema imunológico, as coordenadoras de qualquer reação a uma lesão. A literatura vinha dando pouca atenção a como cada população imune muda ao longo das fases da cicatrização numa ferida diabética, o que equivale a avaliar um filme olhando uma cena só. Continuar lendo “Por que a ferida do diabético não fecha?” →

Suporte Infernal causa um problema dos Diabos a usuárias

Se você é idoso como eu na Internet, conhece a maravilhosa série do Operador Bastardo do Inferno, em que o operador dá incríveis e elucidativas ajudas para aqueles que procuram uma solução. Entre elas, usar FDISK como “utilitário de recuperação de senhas” (se você precisa de explicação, é porque é um jovem maldito). Era uma sátira (será, mesmo?), e nunca alguém seria tão demoníaco para atuar no help desk.

Então, chega o Florida Man para sacanear as suas mais pias impressões. No caso, o sujeito é um “demonologista” que foi acusado de perseguir mulheres que lhe pediram ajuda com problemas de computador.

Conjurando o Tinhoso para ver se ele dá jeito nesta maldita impressora dos infernos, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Bizarrice de hoje: Diarreia transmitida por via sexual

Houve um tempo em que a pior coisa que uma bactéria podia fazer com você era destruir sua caravana de carroças em plena Oregon Trail, com aquela mensagem inesquecível avisando que alguém havia morrido de disenteria. A disenteria, aliás, sempre foi a grande negligenciada dos livros de história: em muitas guerras, matou mais soldados que as batalhas, só que sem direito a estátua equestre. Pois, é, né? A coitada nunca se aposentou e agora, segundo a imprensa internacional, ganhou um novo e delicado meio de transporte: diarreia sexualmente transmissível.

Eu, que julgava a idade adulta-pra-idosa incapaz de me oferecer novas surpresas desagradáveis, fui gentilmente tapeado que nem o Pica-pau! O assunto é a shigelose, doença que já mata mais de 200 mil pessoas por ano no mundo, não tem vacina licenciada e, a julgar pelos números, perdeu qualquer vestígio de timidez. Continuar lendo “Bizarrice de hoje: Diarreia transmitida por via sexual” →

Vereador abriu os trabalhos na Casa Demoníaca invocando Nosso Senhor Satã

Existem dois tipos de pessoas que acordam numa quarta-feira de outubro: as que tomam café, vão pro ponto de ônibus, sobem no busão e seguem a vida, para depois chegarem em casa e se meterem em rede social. Tem os que leem Ceticismo.net e descobrem que uma câmara municipal de uma cidadeca no interior dos EUA resolveu começar o expediente pedindo a bênção do capeta. Eu, que já tomei café demais e fé de menos, não só estou no segundo grupo como ainda fui eu quem redigiu esta bagaça de artigo.

(e eu nem sei por quê. SOCORRO!!!) Continuar lendo “Vereador abriu os trabalhos na Casa Demoníaca invocando Nosso Senhor Satã” →

A pestilenta peste que a OMS diz estar tudo ok

Imagine começar a semana com aquele mal-estar que tem cara de gripe, desses que a gente trata com chá, paracetamol e fé. Agora imagine que o seu trabalho fica num instituto da Sibéria onde se estudam e vigiam algumas das bactérias mais letais que a humanidade já conheceu. Dois dias depois, o chá virou hospital, e o hospital virou quarentena. É mais ou menos assim que começa a história de uma moça de 28 anos cuja morte, nesta semana, fez a palavra “peste” voltar ao noticiário sem nenhum constrangimento medieval, e nos obriga a perguntar se aprendemos alguma coisa nos últimos seis anos ou se apenas aprendemos a fazer pão em casa. Continuar lendo “A pestilenta peste que a OMS diz estar tudo ok” →

Passei a dar razão aos amishes

Amishes são o grupo de pessoas que abominam tecnologias mais modernas que um arado, uma charrete e um serrote. Ok, eu devo admitir que estou sendo generalista e simplista. A real é que a relação deles com a tecnologia (e uma serra elétrica é uma peça tecnológica, não a sua Nvidia com a qual você faz modelos desnudas via IA) é um pouco mais complexa que isso. A forma como eles rechaçam tema ver com o impacto que ela pode ter na unidade familiar, na comunidade e em sua relação com Deus. Sua lógica principal é: se a tecnologia afasta as pessoas de Deus ou da comunidade, ela deve ser evitada.

Eu me senti justamente assim ontem ao instalar uma TV e colocá-la para funcionar. Continuar lendo “Passei a dar razão aos amishes” →

Artigos da Semana 326

Hoje foi dia de eleição, a festa da democracia, ou outro epíteto brega e idiota na qual você elege um monte de parasitas desclassificados, achando que o outro parasita desclassificado é mais desclassificado do que o vagabundo que você escolheu. Já acabou a votação, logo, você não tem desculpas para ler o que foi postado durante a semana.

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