
Uma das coisas extremamente irritantes no ChatGPT é aquela pseudovirtude que qualquer usuário reconhece na primeira semana de uso: ele nunca discorda de você. Diga que vender o carro para investir numa criptomoeda cujo símbolo é um cachorro é uma ideia brilhante, e ele concordará, listará cinco passos e perguntará, solícito, se você quer um cronograma. Você quer exatamente que ele te mostre pontos fracos e ele dá aquela de Fagundes, o bajulador, concordando sempre contigo, mas não porque te ama; o motivo é bem mais sinistro.
Em 14 de outubro, oito procuradores-gerais americanos decidiram que essa virtude, vista de perto, tem cara de prática comercial enganosa, alegando que o Gepeto é um produto inseguro, mas que curiosamente seus erros nunca são algo contra a OpenAI, e que prejudicou crianças e enganou pais idiotas que acham que crianças podem muito bem ter um celular na mão que não vai dar nada de ruim. Continuar lendo “Oito procuradores e um destino da IA”









