Pesquisadores indianos descobrem mais coisinhas interessantes em Marte

Durante décadas, a imagem popular de Marte foi a de um deserto vermelho, parado e silencioso, uma sala de espera cósmica onde nada acontece além de poeira e de Matt Damon plantando batatas. Só que planetas, mesmo os que parecem mortos, têm clima, e clima é sempre mais agitado do que a aparência sugere.

É disso que trata um estudo recente liderado por cientistas da Índia, em parceria com universidades dos Emirados Árabes Unidos. É tipo uma mistura de dança do ventre estilo dancinha de Bollywood, pegando o melhor deles: no caso, a matemática. Pensa só a zona que ficaria passinho de Bollywood com dança do ventre (mandem o vídeo pro meu inbox). Continuar lendo “Pesquisadores indianos descobrem mais coisinhas interessantes em Marte” →

OpenAI chamou o contato, o contato veio com mastro, corda e ordem de restrição

Imagine uma churrascaria que coloca na porta uma placa: “Atenção: carne vermelha faz mal, tem cheiro esquisito e pode provocar a extinção da espécie humana. Provem nosso rodízio!” Agora imagine que, diante do espanto dos clientes, o dono acrescente: “Mas o governo devia fechar a churrascaria da esquina”. É mais ou menos o estado da arte do debate sobre segurança da Inteligência Artificial em fins de setembro de 2026.

O problema dos desejos é que eles podem acontecer. Pena que a OpenAI não se tocara disso; deveriam ter consultado o ChatGPT. Continuar lendo “OpenAI chamou o contato, o contato veio com mastro, corda e ordem de restrição” →

Governo canadense dá tubo de papel para presidiário cheirar pó de forma saudável e em segurança

Todo mundo já passou pela humilhação de tomar um suco com canudo de papel, que mal dura o tempo que você mistura o suco com o gelo no seu copo para ele ficar completamente gelado. O mundo inteiro reclamou, mas quem se importa? O Canadá, sempre politicamente correto e preocupado com o que realmente interessa, como pagar indenização a terroristas, está preocupado com seus presos que estão metendo o focinho no pó que passarinho não cheira. Pois bem, os cannucks se esforçaram na missão redentora dessa prática: serão distribuídos em prisões federais canudos de papel para que os detentos possam dar suas cafungadas com segurança.

Sim, com segurança e provavelmente um pedido de desculpas por não ter fornecido antes. Continuar lendo “Governo canadense dá tubo de papel para presidiário cheirar pó de forma saudável e em segurança” →

O problema nº 1 de fazer o nº 2 no Espaço

A corrida espacial nos deixou imagens gloriosas: marcas de botas no solo lunar, bandeiras fincadas e frases para a posteridade. O que não entrou nos cartazes foi a logística do outro extremo do corpo humano. Nos tempos do programa Apollo, o banheiro era um saquinho preso com adesivo, e a tripulação da Apollo 10 teve a companhia inesperada de um visitante flutuante que ninguém quis assumir. Meio século depois, a engenharia evoluiu: existe vaso sanitário em órbita, e o problema de fundo segue ali, teimoso como boleto de condomínio: a prisão de ventre no Espaço.

Sabia-se que o intestino de quem deixa o planeta fica preguiçoso, mas faltava uma explicação sólida. Pesquisadores da Universidade de Copenhague, em colaboração com a NASA, foram buscá-la onde ela estava escrita em letras químicas miúdas: no sangue de 52 astronautas: 488 amostras, em missões de dois a nove meses a bordo da Estação Espacial Internacional. O achado sugere que, poucas semanas depois de sair da Terra, as bactérias intestinais mudam de cardápio, e não para melhor. Continuar lendo “O problema nº 1 de fazer o nº 2 no Espaço” →

Artigos da Semana 325

Esta semana foi a semana da velharia dizer a que veio. Seja da Terra das Múmias, seja do vô resolvendo peitar um moleque de 34 anos e ganhando! No tiro, claro, porque esse negócio de fazer na mão é coisa de gente sem preparo. Também tem texto sobre como o seu cérebro tem partes vindas de pais diferentes e até sobre o uso de burcas na Itália.

E lembrem-se: suas opinião são muito importantes pra você, nem sempre são efetivamente importantes!

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O gigantesco anfiteatro das suas opiniões

Eu vi uma notícia na CNN, cuja manchete é “Coliseu reabre em Roma após fechar por dias por morte de funcionário”, e pensei sarcasticamente “Se um romano do século I visse isso, acharia estranho e lhe perguntaria “mas não é para isso que foi construído?”, então, comecei a divagar a respeito e cheguei a algumas conclusões que eu já tive antes, mas por outras vias. Óbvio, você que está achando esquisito, mas é assim que começam meus pensamentos.

Ao longo dos séculos, o Coliseu fala muito mais aos nossos ouvidos do que possamos entender, e quando falo “entender” não é bem entender o Coliseu, mas sim o mundo hoje. Aliás, corrijo-me: entendendo o coliseu, entende-se o mundo hoje, mas… eu sei. Está confuso! Acompanhe meu raciocínio. Continuar lendo “O gigantesco anfiteatro das suas opiniões” →

Chuck Norris baiano de 98 anos passou o cerol num Zé de 34 anos. É Gen X nas cabeças!

Existe um tipo específico de notícia que faz a gente parar o café na metade do gole, encarar o parágrafo de novo e sussurrar “espera… MAS HEIN?”, depois levanta a cabeça lentamente e olha para o vazio da cozinha. A de hoje é dessas: um homem já entrado em idade acaba de ser condenado por matar um homem de 34. Não, não é piada de novela mexicana ou alguma série dramática turca no Netflix. É uma legítima crônica vinda da Bahia, com cheirinho de sarapatel exalando da tela do seu dispositivo. Vem saída fresquinha do Tribunal de Justiça, e recheada com tantos plot twists que você vai ficar tonto.

Sim, um homem matou outro, e cinco anos depois, foi condenado. Este assassino é um senhor de 103 anos e quando perpetrou o crime tinha 98. NOVENTA E OITO!!!! Deixem isso afundar lentamente na sua mente enquanto eu digo: ESTA É A SUA SEXTA INSANA!! Continuar lendo “Chuck Norris baiano de 98 anos passou o cerol num Zé de 34 anos. É Gen X nas cabeças!” →

IBGE quer por o tráfico no PIB e chamar de ciência

Há dias em que a Realidade – aquela cansada de tentar ser minimamente plausível – resolve fazer esquete humorístico daqueles mucho locos, e hoje é um deles! O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no uso de suas atribuições (que é ter ideias idiotas em boa parte das vezes), prepara a revisão periódica do Sistema de Contas Nacionais, com os primeiros resultados previstos para 2028… não, você não leu errado: 2028, prazo em que o brasileiro médio ainda estará jurando que começa a dieta na segunda-feira.

Esta revisão prepara o relatório que vai estabelecer os números do Produto Interno Bruto (PIB); e para dar um UP, nas altas aventuras dos números, os crias do Pochmann (aquele que fez sua imensa contribuição virando o mapa-múndi de cabeça pra baixo… porque sim) resolveram que seria muito maneiro incluir uma estimativa sobre a comercialização de drogas ilícitas no Brasil.

Mas não pode falar em narcoestado, gente. Continuar lendo “IBGE quer por o tráfico no PIB e chamar de ciência” →

O seu cérebro tem duas certidões de nascimento

Você aprendeu na escola que a célula é a menor unidade estrutural e funcional dos seres vivos. Aprendeu também que células especializadas se reúnem em tecidos e que tecidos diferentes se combinam para formar órgãos. Coração, fígado, pâncreas, cérebro: cada um sendo uma peça só, singular, simples, sem complicação (salvo quando bate um câncer ou alguma outra doença que estraga tudo). Com o avanço dos estudos, você descobriu que o cérebro tem dois hemisférios que trabalham em parceria, conectados pelo corpo caloso, e que, em boa parte, o direito comanda o lado esquerdo do corpo e o esquerdo comanda o direito. Simples, não? Só que a Ciência avança e adora complicar as coisas!

Um grupo de especialistas em desenvolvimento embrionário resolveu mexer na certidão de nascimento do órgão mais badalado do corpo, aquele que escreve poemas, resolve equações e ainda esquece onde deixou a chave do carro. E a divisão que eles encontraram não tem nada a ver com direita ou esquerda (não estou falando de política, seus retardados que chegaram aqui pelo Google). Continuar lendo “O seu cérebro tem duas certidões de nascimento” →

Kadesh: o outdoor mais caro da Idade do Bronze, agora com caco novo

A única verdade dita nos filmes do Indiana Jones é que a maior parte do trabalho de um arqueólogo é feito em bibliotecas. A segunda maior parte do trabalho é catar uns cacos por aí e tentar dar significado ao que tem lá, além de tentar escapar de algumas maldições (corte de verbas é uma delas). Aliás, eu acho que o arqueólogo fica muito mais feliz com múmias e cacos de argila (não que achar uma máscara de ouro como a do Tut faça algum mal, mas, convenhamos, não é algo que acontece todos os dias).

A rigor, arqueólogos ficam mais do que loucamente excitados quando descobrem umas tabuletas de argila, ainda mais algo que há muito tempo estava perdido e, de repente, chega à luz do dia: o tratado de paz firmado depois da Batalha de Kadesh. Continuar lendo “Kadesh: o outdoor mais caro da Idade do Bronze, agora com caco novo” →