Católicas que não querem seguir todo o catolicismo querem ter direito ao aborto. You funny, responde ICAR

Eu não sou contra uma pessoa ter uma religião. Quer seguir alguma? Siga! Desde que não viole leis vigentes, eu estou pouco me lixando. Claro, essa pessoa tem um certo problema: ao se dizer seguidor de uma determinada religião, clicou no I AGREE da EULA e vai ter que seguir. Por exemplo, quer ser judeu? Ótimo, mas já sabe que nada de bacon, né? Para seguir o Cristianismo, mesma coisa. Jesus é Deus e talz. O problema é a vertente cristã. Você quer ser protestante? Vai ter que ser contra a figura papal. É meio como um pré-requisito. Se quer ser católico romano, vai ter que seguir os preceitos impostos pelo Papa, que goza de infalibilidade papal ao fazer seus pronunciamentos oficiais no tocante à Igreja. Até aí nos entendemos? Ótimo! Continuar lendo “Católicas que não querem seguir todo o catolicismo querem ter direito ao aborto. You funny, responde ICAR”

Prefiro o abacaxi

Jornaleirismo de recursos precisa de qualidade (ou algo assim). Sempre tem alguém para encher o saco (normalmente “jornalistas”) para que gastemos nosso rico dinheirinho para assinar jornais. O problema é que o dinheiro que querem se mostra uma péssima escolha. Uma cientista portuguesa percebeu isso quando fizeram ela dizer o que ela não disse. Continuar lendo “Prefiro o abacaxi”

Papa reclama das queimadas mas Jesus não dá nenhuma ajuda

Eu nem entendo mais as religiões. Antigamente, Jesus fazia e acontecia. Não só ele, mas todos os outros deuses de todas as outras religiões. Então, seus seguidores, portadores da mensagem de seus deuses, eram investidos desse poder, capaz de evocar poderes supranaturais. Hoje, só fazem dar palpite.

Um exemplo disso é o Papa Chicão, the First. Ontem, domingão, ele demonstrou preocupação com os incêndios florestais na América do Sul e nos Estados Unidos. Tipo, sei lá. Ele poderia ter resolvido, não?

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Isto tá fino na volta ao trabalho

Voltei ao trabalho. Tive uma linda segunda-feira sem fazer nada no colégio, acabando por ter que dar aula lá, no meio ao caos. Era rede não funcionando, as câmeras rateando e o Meet dando pau. Sim, eu ainda estou no online também, pois alguns pais são espertos e não quiseram mandar os filhos pro colégio. Meu trabalho que antes tinha duplicado, piorou. Ninguém pensou, em seis meses, em fazer exaustivos testes.

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Padre que não é escocês deseja que quem não for à missa morra de COVID. Amém, Jesus

De antemão falarão que o padre não é cristão de verdade, não come mingau e nem é escocês. Ainda assim, o bom padre Antônio Firmino Lopes Lana, ordenado segundo as palavras do Maravilhoso Conselheiro e príncipe da Paz, que falou para amarmos uns aos outros, criticou severamente quem não for à missa. Segundo ele, se a pessoa não está em grupo de risco e está em casa esperando a vacina, tem mais que morrer de COVID antes da vacina ficar pronta.

Mas Jesus te ama, Glória a Deus nas Alturas.

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Traficantes criam “Complexo de Israel”, pela glória do Senhor

Eu acho fascinante o fato de haver traficantes evangélicos, que seguindo as palavras de Jesus (a parte de executar quem não se submeter a ele, por exemplo, e odiar pais e mães), perseguem templos de religiões afro e governam com fuzil de ferro as favelas. Só na cabeça do pessoal da Vieira Souto que favela é conduzida em paz e que traficante não mexe com os moradores. Se bem que o cara não vai falar mal do fornecedor dele, né?

Então, chega a notícia que Peixão, um traficante, está controlando as favelas da Zona Norte do Rio, unificando num único complexo de “Complexo de Israel” impondo a religião do Príncipe da Paz enquanto some com um monte de gente que ele acha que deveria sumir.

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Os artigos científicos mais curtos do mundo

Todos nós pensamos que para se publicar um artigo num periódico com revisão de pares (também chamado peer review ou “periódico indexado”, mas carinhosamente chamados de “papers”) era preciso altas pesquisas, artigos seriíssimos, análise de dados aprofundados. Bem, não é que não precise. Precisar, precisa. Mas sempre tem aqueles que resolveram dar um balão, chutar o pau da barraca e mandar pra frente. Às vezes, conseguem seus intentos; sendo que alguns deles são bem lacônicos. Alguns, lacônicos até demais.

Aproveitem os melhores papers do mundo. E não se preocupem com o idioma. Vocês já vão entender o porquê.

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O coronavírus e o efeito da vítima identificável

Ontem, eu tive que me aventurar fora de casa, mesmo em tempos de pandemias, eu precisei sair. Eu realmente precisei. O mundo que vi foi estarrecedor. As pessoas agindo como se nada estivesse acontecendo. Eu com uma máscara PFF2 e outra de TNT por cima (paranoia ajuda a nos manter vivos, ainda mais depois do que eu vi) e pessoal na rua passeando como se nem fosse com eles. E isso porque a prefeitura do Rio baixou uma lei obrigando uso de máscaras em locais públicos.

Saindo um pouco disso, mas ainda no tema que vocês entenderão daqui a pouco, tem o caso da senhora que defendia abertura do comércio e que o coronavírus era coisinha sem importância. O problema é que a realidade bateu à sua porta da maneira mais funesta: seu marido morreu por Covid-19. Aí a postura muda, mas isso tem um nome: O Efeito da Vítima Identificável.

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Vi o magnífico discurso do Bolsonaro e estou sem palavras

Ontem teve pronunciamento presidencial. Em meio a um problema de saúde sério em nosso país, nosso presidente teve uma atitude ímpar no trato da pandemia. Não; é verdade! Sério! Eu fiquei impressionado, eu não tenho palavras para registrar o imenso estupefato de tais declarações.

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