
Acabou o feriadão do trabalhador e você aí, como sempre, não fez nada. Podia ter lido meus artigos, mas estrava na gandaia, né? Bem, eu sou um cara legal e taqui a lista do que foi postado durante a semana.

Acabou o feriadão do trabalhador e você aí, como sempre, não fez nada. Podia ter lido meus artigos, mas estrava na gandaia, né? Bem, eu sou um cara legal e taqui a lista do que foi postado durante a semana.

Vamos começar com uma pergunta que separa adultos funcionais de futuros caçadores de fantasmas de YouTube: o que é mais assustador, encontrar uma entidade do além ou descobrir que você passou anos sendo aterrorizado por um ventilador? Se a segunda opção parece mais perturbadora, parabéns, você já está no estado mental ideal para entender como o medo pode ser causado por coisas banais. Até mesmo visões de “entidades” nem sempre tem a ver com a existência de fantasmas ou estados de consciência induzidos por drogas. às vezes, um simples ventilador é o suficiente. Continuar lendo “19 Hz: A Frequência dos Fantasmas”

Imagine jantar num restaurante à beira-mar, pedir um peixe grelhado aparentemente inocente e acordar dois dias depois sem qualquer memória do que aconteceu. Não é o enredo de um thriller psicológico nem o relato de uma festa que saiu do controle. É o que pode acontecer quando alguém tem o azar, ou a curiosidade, de comer a Sarpa salpa, modestamente conhecida no mundo árabe como “o peixe que faz sonhos.” Os romanos chamavam-lhe delicatessen. A ciência moderna denomina esse fenômeno de ichthyoallyeinotoxism, dito em latim científico para soar menos embaraçoso nos relatórios hospitalares, porque “intoxicação alucinogênica por peixe” não tem, convenhamos, a dignidade que a situação merece.
Viajando firme na peixaria, chapadões durante o Império, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “O peixe que deixava os romanos doidões, como no LSD”

Há algo quase filosoficamente perturbador na ideia de que um dos aliados mais promissores no combate ao câncer de mama seja algo que o ser humano sintetiza simplesmente tomando sol. Não um anticorpo monoclonal de última geração que custa o preço de um apartamento na Barra da Tijuca. Não um inibidor molecular produzido em laboratório com nome impronunciável. Vitamina D. Aquela mesma que os médicos pedem para checar no exame de sangue anual e que metade da população apresenta deficiência sem saber, possivelmente porque trabalha em escritório das nove às seis com a persiana fechada.
Pois, bem, uma pesquisa brasileira acaba de mostrar que esse nutriente barato e amplamente disponível pode fazer a quimioterapia funcionar significativamente melhor, e o resultado é suficientemente expressivo para dar o que pensar. Continuar lendo “A vitamina do Sol que veio turbinar a quimioterapia”

Há duas formas de sobreviver a uma catástrofe. A primeira é escapar dela. A segunda é não escapar, mas ainda assim atravessar dois milênios com uma história boa o suficiente para que alguém resolva contá-la. O cidadão de Pompeia que saiu correndo com um bacião de barro na cabeça claramente falhou na etapa prática da coisa. Mas, em compensação, venceu com folga na parte narrativa. Pouca gente consegue morrer de forma tão absurdamente humana e, ainda assim, reaparecer séculos depois com direito a “retrato” digital.
E aqui estamos nós, em pleno século XXI, usando a mesma tecnologia que produz gatinhos astronautas para devolver o rosto a um sujeito que só queria não ser atingido por uma chuva de pedras vulcânicas. É o tipo de ironia histórica que Pompeia adora oferecer: enquanto o Vesúvio transformava uma cidade em cápsula do tempo, a inteligência artificial, dois mil anos depois, tenta fazer o caminho inverso. Nem sempre com perfeição, mas com uma intenção curiosamente nobre. Continuar lendo “O homem que tentou fugir do Vesúvio, falhou e a IA o trouxe de volta”

Ontem teve arranca-rabo no Jantar dos Correspondentes e… bem, minha vida não alterou em nada. Não dei a mínima. Talvez maus artigos não mudem em nada a vida de vocês, mas algumas das histórias são bem divertidas e informativas.

A humanidade enviou ao Espaço Interestelar uma sonda lançada quando Jimmy Carter era presidente dos Estados Unidos, o Brasil vivia sob ditadura militar e Guerra nas Estrelas (Fuck you e seu “Star Wars”) tinha acabado de estrear nos cinemas, e agora, quase meio século depois, os engenheiros da NASA precisam fazer exatamente o que qualquer pessoa faz quando o carregador do celular está sobrecarregado: desligar algumas coisas para economizar energia.
A Voyager 1, o objeto mais distante já construído pelo ser humano, está a cerca de 25 bilhões de quilômetros da Terra, ou seja, 170 vezes a distância da Terra ao Sol (chamamos isso de UA, Unidade Astronômica). E ainda assim, essa relíquia dos anos 1970 cruza a Fronteira Final com a dignidade de quem sobreviveu a tudo, mas depende de uma fonte de energia que perde cerca de quatro watts por ano. Para quem não tem noção do que isso significa: é como se, a cada doze meses, você perdesse a capacidade de acender uma lâmpada de pisca-pisca de Natal. Continuar lendo “A sonda poupando energia para continuar viajando audaciosamente”

Eu sei que você abriu esse texto esperando alguma coisa minimamente… sei lá. Não tenho mais a menor puta ideia do que as pessoas esperam, e é capaz de elas mesmas não saberem. Você chega no final de semana depois de ter feriados no meio dela e não ter podido enforcar nenhum, já que seu chefe é um corno, o que me deixa bem animado. ÊÊÊÊÊ!!! Daí eu vejo o quê? Que cientistas suecos e australianos publicaram um estudo demonstrando que salmões expostos a resíduos de cocaína nos rios se espalham por bem longe, se dispersam mais, gastam mais energia e ficam mais vulneráveis a predadores. Conseguimos criar um programa de condicionamento físico involuntário para a fauna aquática europeia. Academia da vida, literalmente. Sem matrícula, sem anuidade, sem nenhuma chance de cancelamento. Sim, esta é uma notícia de salmão doidão.
Sair varando pelos caminhos de Netuno totalmente virado no pó, esta é a sua SEXTA INSANA!! Continuar lendo “Salmão chapado na cocaína nada mais que o salmão careta”

Os rígidos soldados não estavam bem. Ali, imóveis, guardando a sua missão, eles estavam aos poucos resvalando e a ponto de desmaiar. Havia algo de sinistro e funesto no seu trabalho ali, mas a coisa estava saindo do controle. O mal-estar, a sombra de algo tóxico e horrível tomando conta do ambiente e a face horrível que ali estava traduzia o nauseabundo local que causava um esgar de nojo e horror que tomava conta ali. Barulhos suspeitos, desmaios sucessivos e o culminar horrendo daquilo seria algo que selaria o destino de muitas pessoas. Continuar lendo “O Papa que explodiu no próprio velório”

A humanidade passou décadas escrevendo, revisando e praticamente plastificando o manual da vida saudável. Era bonito, coerente e vinha com aquele bônus psicológico irresistível: além de viver mais, você ainda podia julgar discretamente quem pedia fritura. Frutas, verduras, grãos integrais, água e uma certa antipatia pelo cheeseburger. Pronto. A fórmula da virtude alimentar. Aí chega um estudo e faz o que a realidade adora fazer com certezas humanas: dá uma risadinha e vira a mesa.
No encontro anual da Associação Americana para Pesquisa do Câncer, pesquisadores apresentaram um resultado que não quebra exatamente a Ciência, mas dá uma entortada elegante nela: Jovens com menos de 50 anos, não fumantes, diagnosticados com câncer de pulmão tinham, em média, dietas melhores do que a população geral dos Estados Unidos. Não é um “melhor” simbólico, do tipo “troquei o refrigerante por suco de caixinha”. É melhor com método, disciplina e provavelmente uma air fryer que nunca viu óleo. Enquanto o americano médio marca 57 pontos no Healthy Eating Index, esse grupo chega a 65. A Realidade tem esses probleminhas de não dar a menor bola pro que esperamos dela. Continuar lendo “Comida saudável faz um mal desgraçado, diz ciência (ou quase)”