O carro voador, gente burra e o óbvio não-percebido

Pessoal ontem, 16/10/2026 (sempre tenho que colocar a data, caso alguém acesse no futuro e seja burro suficiente para não ver quando foi postado) ficou maravilhado com a nova inovação nova da Tesla. Elão Almíscar mostrou um carro Tesla Roadster que deu uma de Hot Wheels, subiu uma curvona e deu pirueta com ar comprimido e pousou que nem o DeLorean de De Volta para o Futuro. Pessoal se dividiu entre maravilhado, outros “para que”, outros rindo da inutilidade, outros na base “foda pra caralho” e eu: “não é possível que eles não veem o óbvio”. Continuar lendo “O carro voador, gente burra e o óbvio não-percebido” →

Suporte Infernal causa um problema dos Diabos a usuárias

Se você é idoso como eu na Internet, conhece a maravilhosa série do Operador Bastardo do Inferno, em que o operador dá incríveis e elucidativas ajudas para aqueles que procuram uma solução. Entre elas, usar FDISK como “utilitário de recuperação de senhas” (se você precisa de explicação, é porque é um jovem maldito). Era uma sátira (será, mesmo?), e nunca alguém seria tão demoníaco para atuar no help desk.

Então, chega o Florida Man para sacanear as suas mais pias impressões. No caso, o sujeito é um “demonologista” que foi acusado de perseguir mulheres que lhe pediram ajuda com problemas de computador.

Conjurando o Tinhoso para ver se ele dá jeito nesta maldita impressora dos infernos, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Vereador abriu os trabalhos na Casa Demoníaca invocando Nosso Senhor Satã

Existem dois tipos de pessoas que acordam numa quarta-feira de outubro: as que tomam café, vão pro ponto de ônibus, sobem no busão e seguem a vida, para depois chegarem em casa e se meterem em rede social. Tem os que leem Ceticismo.net e descobrem que uma câmara municipal de uma cidadeca no interior dos EUA resolveu começar o expediente pedindo a bênção do capeta. Eu, que já tomei café demais e fé de menos, não só estou no segundo grupo como ainda fui eu quem redigiu esta bagaça de artigo.

(e eu nem sei por quê. SOCORRO!!!) Continuar lendo “Vereador abriu os trabalhos na Casa Demoníaca invocando Nosso Senhor Satã” →

O bolo de Ea-Nasir (sim, aquele pior comerciante da História)

Vocês conhecem a história de Ea-Nasir, o vendedor de cobre vagabundo e trapaceiro que eu já apresentei por aqui como o pior comerciante da História. Ele vendia cobre saído do Golfo Pérsico para a Mesopotâmia, ostentava o cargo oficial de “Alik Dilmun” — importador licenciado que ia até o atual Bahrein trocar prata, cevada e tecido por metal — e morava numa casa de sete cômodos com capela particular, escavada nos anos 1920 pelo arqueólogo Leonard Woolley, que resolveu batizar as ruas de Ur com nomes ingleses só porque podia. Resultado: o maior vigarista documentado da Idade do Bronze mora, para efeitos de citação acadêmica, na Old Street número 1.

Mas tem algumas coisinhas que eu não falei. Continuar lendo “O bolo de Ea-Nasir (sim, aquele pior comerciante da História)” →

Balloonfest ‘86: quando lembramos que há um lugarzinho quentinho para boas ideias

Toda cidade americana decadente já teve aquela ideia genial de marketing que parecia infalível no quadro branco e virou motivo de piada nacional. Cleveland, nos anos 1980, tentava desesperadamente deixar de ser conhecida como “a cidade cujo rio pegou fogo” (sim, aconteceu, e é outra história igualmente hilária, mas ficará pra outro dia), e alguém do United Way, ex-publicitário da Procter & Gamble, teve a epifania que só faz sentido dentro de uma sala de reuniões: por que não soltar um milhão e meio de balões ao mesmo tempo e quebrar um recorde mundial?

A ideia era muito simples, como todas as ideias mais idiotas podem ser: arrecadar fundos para a filial local do United Way e vender publicamente Cleveland como uma das cidades emergentes dos EUA. O recorde a ser batido, aliás, pertencia à Disneylândia, que tinha soltado balões no aniversário de 30 anos do parque, um ano antes. Cleveland ia superar Mickey Mouse! O que poderia dar errado?

Balonando e andando sem pensar nas consequências, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Balloonfest ‘86: quando lembramos que há um lugarzinho quentinho para boas ideias” →

Pedagogia inovadora resolve problemas gasosos em sala de aula

Os Teóricos da Educação passam a vida inteirinha tentando entender o sentido daquela coisa que muitos chamam de “magistério” eu chamo de “sofrimento”. Há décadas (séculos?) estão teorizando e se reunindo e pensando e debatendo o que significa ensinar em seu mais amplo significado; mas isso porque não conheceram Mrs. Sydney-Browning e sua forma de lidar com flatulências, eflúvios anais e crianças peidorreiras criando uma espécie de “Cantinho do Peidinho”.

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Jurassic Pix: porque o brasileiro ama um golpe (de todo tipo)

O Spielberg passou décadas nos avisando sobre os perigos de brincar de Deus com répteis pré-históricos, e a resposta da civilização, trinta anos depois, foi: “e se a gente vendesse esses bichos no WhatsApp por quinhentos reais?” Um tio de quarenta e poucos anos, mineiro e de bom coração, ainda que só tendo um, chegou a considerar seriamente a compra de “mini dinossauros” anunciados nos status de um contato qualquer. Claro, isso já grita GOLPE DE GOLPISTA GOLPEANDO, mas o brasileiro não dá bola para essas coisas.

Não pergunte como o tio chegou nesse contato, e convenhamos que é o menor dos mistérios aqui. Obviamente, era um engodo, mas aprendemos que se é um vídeo na Internet, claro que é verdade!

Não poupando despesas ao apontar a dinossaurônica loucura do mundo, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Jurassic Pix: porque o brasileiro ama um golpe (de todo tipo)” →

Evento chocante mata um boi e promove revolta da população (Índia, claro!)

Cá estava eu pensando triste que não havia nada de interessante na terra de Nosso Senhor Sidartão, o Budão. Claro, Índia sendo Índia, era uma questão de esperar muito (2 dias) que eles fariam o favor de aparecer com alguma coisa… digamos… digna de Índia. Eu recitei uns mantras, acendi um incenso, arriei um despacho na encruzilhada com açafrão e curry pro Deus Jotalhão, e eis que ele me iluminou com a notícia de um boi que passou por um momento chocante e passou dessa pra melhor, indo dar um rolê pelos círculos cármicos. Sendo animal sagrado, os moradores resolveram sentar a porrada no perpetrador disso: um monte de fios de eletricidade.

Tenho certeza de que, em algum lugar do universo, uma versão Onisciente e Onipotente dos Irmãos Zucker está tomando notas, porque tem coisas que só a Índia faz por você. Continuar lendo “Evento chocante mata um boi e promove revolta da população (Índia, claro!)” →

Espanha toma uma gotinha do próprio remédio e é invadida por gente que ela não queria lá

Ontem, todo mundo (menos eu, e já direi o motivo) ficou estarrecido com a horda de imigrantes ilegais indo em massa que nem arrastão em Copacabana, só que indo pra terreno espanhol. Segundo o Ministério do Interior da Espanha, cerca de 49 mil migrantes atravessaram para Corsa Ceuta em apenas 24 horas, vindos do Marrocos por mar e por terra. Somando os dias anteriores, a conta bate em 60 mil pessoas, o equivalente a mais da metade da população do enclave se materializando do nada, como se o território tivesse sido escolhido a dedo para um experimento de física social.

A Espanha e o Marrocos, tomados de um súbito interesse por engenharia civil, reforçaram a cerca fronteiriça , mas o saldo, no entanto, já inclui ao menos 34 corpos encontrados, porque toda crise migratória insiste em lembrar que estatística é gente. Quanto a mim? Eu estou achando divertidíssimo!

Invadindo a sua praia, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Espanha toma uma gotinha do próprio remédio e é invadida por gente que ela não queria lá” →

Ladrão pede desculpas à divindade antes de assaltar a divindade

Diz a sabedoria popular que quem tem, tem medo. Mas há uma classe de pessoas que, apesar do medo, insiste em fazer merda. Chamamos isso de bandidos. Vagabundo sabe que tá fazendo merda, e mesmo assim insiste, como é o caso de dois ladrõezinhos toscos (o pior tipo de ladrão) que entraram de madrugada num templo com a intenção de arrombar as caixas de doação e fugir com o dinheiro.

MAS CALMA LÁ! Melhor não dar mole pras divindades ou a coisa degringola. Assim, eles levam as mãos às orelhas num gesto tradicional de contrição hindu (aquele que normalmente se faz ao pedir desculpas por alguma merda que fez ou estar prestes a fazer.

Mas aquele dinheirinho dando sopa… Continuar lendo “Ladrão pede desculpas à divindade antes de assaltar a divindade” →