Artigos da Semana 316

É muito triste a vida sem Copa do Mundo. Uma semana sem e já estou com crise de abstinência. Para sanar isso, só começando com outro projeto. Eu falo disso num dos artigos: um novo site no Substack, com artigos apenas em inglês. Veja este e outros assuntos postados durante a semana.

O dinossauro nanico que explica os grandes predadores

Encontraram um o fóssil e dinossauro aqui no Brasil que não é um monstro de sete metros pronto para estrelar documentário com trilha sonora épica. É um bichinho do tamanho de um jacaré pequeno, com ossos contados nos dedos de uma mão, e ainda assim capaz de reorganizar um pedaço inteiro da árvore genealógica que separa, ou melhor, que une, crocodilos e dinossauros.


A Verdadeira História das Luvas Cirúrgicas

Há coisas que a gente aceita como óbvias sem nunca se perguntar de onde vieram, e a luva cirúrgica é uma delas. Hoje, a ideia de um cirurgião enfiando as mãos nuas dentro de um paciente soa tão absurda quanto pedir a um eletricista que trabalhe descalço numa poça d’água. Mas até o fim do século XIX era exatamente assim que a medicina funcionava: sem luvas, sem lavagem de mãos entre um paciente e outro, e com uma taxa de mortalidade cirúrgica que beirava os 50%.


Quando ratos foram réus num julgamento e um advogado malandro os salvou

O recinto está preparado, a audiência se iniciará em poucos minutos. Os gentis-homens se posicionam com suas graves roupas, adequadas ao ofício que exercem. Chapéus bem arrumados, meias bem esticadas, túnicas bem alinhadas, casacões postos. Um deles passa a mão grossa pelo largo rosto e ajeita a barba; e com sobrancelhas fechadas, olhos diminutos e atentos farejando uma vítima, um réu, um culpado. A sessão tem início e o julgamento começa à revelia do ausente réu; a saber: um rato, e este talvez seja um dos mais estranhos julgamentos, mas não é o único de sua espécie.


Um novo projeto!

O mundo anda chato do lado de cá. Eu sento, escrevo um artigo ou outro, alguns de vocês leem, pouquíssimos compartilham. No dia seguinte, eu vejo algo que possa ser interessante, escrevo artigo, posto, alguns de vocês leem, pouquíssimos compartilham. Depois eu fico escrevendo um imenso texto, posto, alguns de vocês leem, pouquíssimos compartilham. Então lancei um novo projeto: textos voltados para gringos.


Da numerologia ao algoritmo: mesmos videntes, roupagem nova

Executivos de inovação concedem entrevistas graves alertando que a “revisão humana” nesses processos costuma se resumir a um recrutador carimbando a lista que o algoritmo já organizou, e que empresas raramente sabem explicar como o sistema chegou a determinada classificação. Tudo isso é verdade, é seríssimo, e merece ser dito. Só tem um pequeno detalhe incômodo: nada disso é novidade. O RH brasileiro só trocou de vidente.


A utopia pós-escassez que só existe na cabeça de quem nunca pegou um busão

Nosso amigo Elão Almíscar é um perfeito exemplo de alguém que vive numa bolha de pessoas que gostam de falar qualquer besteiras que passa pela cabeça porque gosta de ouvir a própria voz. O cara que vale um trilhão acha que dinheiro será irrelevante no futuro próximo. O que podemos deduzir disso?


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