Artigos da Semana 312

Esta semana eu fiz vários artigos mostrando s mazelas do mundo tecno-digital atual. Desde guerra de publicidade até controle de pessoas, passando por ilusão de um mundo em concorrência até os lados nefastos do fechamento da Internet sem levantar muros claros. Aliado a isso, a forma tacanha do Brasil em eliminar o índice de reprovações.

O mundo moderno é maravilhoso e sempre vai ter gente dizendo que ama viver no futuro…. se é que sabem o que “viver” significa.

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A concorrência digital morreu no meio do almoço

Diógenes Laércio é meu filósofo favorito. Ele caminhava pelas ruas procurando um homem honesto com uma lanterna. Acharam-no louco, mas ele sabia, como todo filósofo cínico, ele sabia o que iria encontrar; era a busca a verdadeira questão. Agora, imaginem Diógenes percorrendo o Vale do Silício com sua lanterna em pleno meio-dia. Não está procurando um homem honesto dessa vez. Está procurando concorrência. A lanterna continua acesa; o resultado é parecido. Continuar lendo “A concorrência digital morreu no meio do almoço”

A Internet pública e livre morreu. As empresas privadas venceram

Nos anos 1990, havia um vilão claro na História da Internet: as redes proprietárias pertencentes ao que hoje chamam de Big Techs (na época eram chamadas de empresas fidaputas, mesmo). Havia a AOL, a CompuServe e a Microsoft, com sua Microsoft Network (abreviada para MSN, que se resumiu a um serviço de mensagens instantâneas) recém-lançada. Eram serviços que funcionavam como condomínios fechados: você pagava a mensalidade, entrava no ambiente controlado pela empresa, consumia o conteúdo que ela selecionava e não saía dali para lugar nenhum. Bill Gates chegou a escrever um livro inteiro, A Estrada do Futuro, celebrando esse modelo de conectividade, sendo que parte da maravilha que ele descrevia era, convenhamos, a própria rede da Microsoft. A Internet aberta mal aparecia.

As pessoas reagiram com indignação saudável. Não queriam jardins murados. Não queriam intermediários decidindo o que podia ser lido, publicado ou discutido. Queriam um bosque a ser explorado, uma rede descentralizada, livre, construída sobre protocolos públicos que nenhuma empresa controlasse. Lutaram por isso e conseguiram. E foi lindo enquanto durou. Continuar lendo “A Internet pública e livre morreu. As empresas privadas venceram”

Entrevista de emprego reversa

Passamos por muitas fases de contratação de trabalhadores ao longo da História. Antes, era a pessoa que queria trabalhar. Depois, a pessoa que tinha habilidades específicas. Depois, pessoas que efetivamente se especializaram. Continuou com gente participando de entrevistas mais elaboradas e daí para a humilhação foi um pulo. Pior que isso, as entrevistas evoluíram para dinâmicas. Mas isso uma hora vai mudar.

Depois que inventaram a baboseira chamada “Pedagogia Empresarial”, para colocar pedagogas no ambiente de trabalho, causando um monte de maluquice e tratando funcionários como criancinhas de creche, estamos partindo do ponto que são os funcionários que irão escolher onde irão trabalhar. Seria algo assim: Continuar lendo “Entrevista de emprego reversa”

Semana de quatro dias nas empresas maravilindas. Um dia chega a sua vez (ou não)

Eu gosto dessas notícias de empreendedorismo porque eles falam com tanta convicção, que, se bobear, até eles acreditam (mas eu não tenho certeza disso. Uma constante (ainda mais na fauta de palta) é sobre home office. Aí voltam com aquele lance maneiríssimo de tendência mundial que home office é o caminho, a verdade e a vida, e o mai mió de bão (™Mineiros) é trabalhar 4 dias por semana, de segunda a quinta. Show, né? Todo mundo tinha que seguir isso, né? Continuar lendo “Semana de quatro dias nas empresas maravilindas. Um dia chega a sua vez (ou não)”

Entrevistadores, empregos e jornalistas. Essa mistura não dá boa coisa

Li no G1 ontem uma pseudo-reportagem sobre entrevistas de emprego. Eu não sei bem porque eles publicaram aquilo, mas achei tão idiota que deixei para entretê-los neste domingão, já que não tenho um caminhão para levá-los para comer feijão. Tudo começa com uma consultoria de recursos humanos norte-americana relatando péssimas participações de candidatos a vagas de empregos.

Mas a realidade é sempre mais obscura e nunca está facilmente perceptível.

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O que a tecnologia NÃO PODE fazer pela sua empresa?

Entendendo que nem sempre as pessoas estão com paciência de ler meus artigos, eu dou a opção de dois tipos de leitura no presente artigo. A fácil e rápida e a que demanda cérebro.

  • A fácil e rápida: Nada. A tecnologia é capaz de fazer qualquer coisa, não importa o que.
  • A complicada: Bom, deixa de preguiça e leia o restante do artigo.

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