Educação financeira para crianças. Não é brinquedo, não

Há uma modinha agora que a solução para tudo que há de errado no mundo é aulinha de educação financeira para crianças. Sim, aquelas crianças que têm aula de Português e Matemática, mas somos um país de analfabetos nas duas disciplinas segundo mostra seguidamente o PISA. Isso será voltado para crianças filhas de investidores que estão muito ocupados para ensinar algo pros filhos. Continuar lendo “Educação financeira para crianças. Não é brinquedo, não”

O sucesso de Singapura na luta contra o COVID-19 tem um nome: higiene. Brasil? Deixa pra lá

Todo mundo puxa o saco da Nova Zelândia como um exemplo de combate ao coronavírus, ou corona vírus, ou COVID-19 ou coronga, mesmo. Não que estejam errados, mas há uns detalhes que devem ser verificados, como o fato da Nova Zelândia ser uma ilha Oceano Pacífico, a cerca de 42 km da Austrália. Mas eu prefiro checar outro país: Singapura, que poucos mencionaram até agora (aka, quase ninguém), sendo que ela, apesar de ser uma ilha, está coladinha com Malásia (pelo Estreito de Johr) e Indonésia (separados pelo Estreito de Singapura).

Seus números de casos de coronga são ridículos, mas a que se deve isso? Continuar lendo “O sucesso de Singapura na luta contra o COVID-19 tem um nome: higiene. Brasil? Deixa pra lá”

Automação: O Início

O ser humano é preguiçoso por natureza. Se não fôssemos, não teríamos inventado ferramentas e tecnologia. Um dos problemas dos índios é que, tendo tudo à mão, eles não tinham motivo para desenvolver tecnologia; mesmo porque, se você tem água em abundância, não precisa fazer aquedutos, se tem comida ao alcance da mão, não precisa desenvolver armadilhas para capturar peixes ou crustáceos. Se está num clima temperado, não precisa se preocupar com abrigos e proteção contra frio ou calor extremos. Sem necessidade, não há a busca por facilitar a sua vida, posto que ela é fácil, já. Este é o argumento principal de Armas, germes e aço, do Jared Diamond. Continuar lendo “Automação: O Início”

Darwin selecionou os seus, inclusive blogs

Eu não sou de ver canais brasileiros no YouTube. Na verdade, há um mínimo que eu ainda assisto, mas mínimo do mínimo. No máximo, o canal da Ned. ainda assim, o Tubo insiste em me mostrar vídeos que eu vivo colocando como NÃO TENHO INTERESSE [NESTA MERDA]. Um deles era sobre como temos que discutir sobre como ganhar dinheiro com o YouTube com constantes mudanças de políticas.

Sim, 2021 e AINDA estão discutindo isso.

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Quando um batom ajudou nossas avós a vencer a Guerra

Uma guerra (as de verdade, não arranca-rabo temporário) causam sérios problemas nos países envolvidos. Não, não estou falando de democracia caindo no seu quengo. Estou falando a população depender de recursos básicos, como comida, por exemplo. Os governos tentam (ou deveriam tentar) garantir que sua população tenham o mínimo do mínimo possível. Mas esse mínimo pode dar uma resvalada, quando é por um bem maior.

Num momento que tudo começa a ser racionado, alguns itens de primeira necessidade são indispensáveis e escapam ao racionamento; isso inclui pães, remédios e… batons.

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Carta de repúdio às cartas de repúdio

Na thread que eu fiz (e eu odeio threads muito longas, achando que para isso existem blogs), eu dava simples explicações do porquê está acontecendo. Não ficou diretamente explicado numa frase só, mas farei agora: Todos vocês são imbecis. Sim, isso mesmo. E esta imbecilidade nos deu algo perigoso: um idiota no poder com um problema psicológico sério. A seguir, eu complemento algumas coisas que eu falei. Não faz diferença colocar link, pois direi tudo aqui.

Estamos numa crise sanitária, econômica e política. Não sabemos como vai acabar, mas sabemos como começou a crise sanitária: quando os casos de coronavírus, ou corona vírus, ou SARS-CoV-2, ou COVID-19 (meus caça-paraquedistas são mais honestos. Eu confesso que são caça paraquedistas) começaram a sair do controle na China, migrou para a Europa e começou a se alastrar. O caos político e econômico começou com isso.

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Indra pode olhar pra baixo e ver a Índia agora (por enquanto)

A índia é um lugar fascinante. Sua sociedade é paradoxal ao ponto de ter ciência avançada a ponto de mandar uma sonda para orbitar Marte e acertar a órbita de primeira (se bem que eles inventaram a aritmética e até os números), mas em contrapartida ainda vivem em castas, como desde antes da Idade Média. Parte disso é explicado pelo seu índice demográfico com 1,353 bilhão de habitantes, a tendência a uma ampla diversidade cultural é altíssima. Isso vai das pessoas mais atrasadas até as que têm maior acesso à educação.

Em 25 de março de 2020, o governo indiano meteu o louco e colocou sua população em quarentena severa, com direito a maravilhosas imagens da polícia solicitando educadamente que o povo fosse para casa. Isso acarretou numa redução drástica no tráfego de carros, ônibus, caminhões e aviões. E isso foi bem detectado pela NASA.

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Estudantes de Medicina e Economia não sabem usar Internet e só pesquisam em sites vagabundos

Logo quando a Internet começou a se popularizar, Umberto Eco soltou a maravilhosa frase “A Internet promoveu o idiota da aldeia ao Portador da Verdade”. Seu intuito, com essa frase, era dar uma visão de como um imbecil antigamente ficava restrito ao seu grupo familiar ou, no máximo, de amigos de taverna. Entretanto, hoje, os idiotas só precisam de acesso à internet. OBVIAMENTE, vocês começaram alguma bobagem defendendo esse ou aquele partido político, acusando aquele ou esse partido político, quando a ignorância é mais vasta que isso, haja vista o bando de gente me xingando quando colo o vídeo sobre o arroz estragando (ou não) apenas por causa de pensamentos, ou vídeo que eu coloquei provando que água sanitária e vinagre não dão uma emanação gasosa pérfida que corrói tudo. Todos que me xingaram tiveram “provas”: relatos. De quem? Não se sabe, mas se relataram, é verdade!

Com tanto lixo espalhado pela rede, há um sério problema: como ver o que é informação de qualidade e o que é lixo? O Umberto tencionou criar algo como uma mistura de bibliotecas e Lan Houses, em que os alunos teriam apoio de professores para filtrar a informação. Claro, isso já tem quase 20 anos e muito evoluiu. O que não evoluiu foi a capacidade de identificar o que é conteúdo que presta e o que não presta. Uma pesquisa agora apontou o que todo mundo sabia, mas agora é com rigor científico: alunos têm problemas para avaliar criticamente as informações da Internet, sendo influenciados por fontes não confiáveis

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Aprendemos a lição?

Vemos hoje uma correria por conta do coronavírus. Vemos o quanto nosso sistema gerencial não está apto para lidar com catástrofes. Se as ambientais, daquelas que acontecem todo ano (vocês sabem, as chuvaradas em janeiro alagando tudo e causando enchentes, por exemplo), já são difíceis de serem administradas, para no ano seguinte acontecer a mesma coisa e a mesma falha de atuação, causando o que sempre causa (mortes e mais mortes), imaginem algo que não foi esperado.

Com o nosso sistema emergencial precário, com uma pandemia descontrolada (eu nunca vi pandemia controlada, mas vai ficar assim mesmo), olhando pro que temos produzido até agora, fica a pergunta: aprendemos alguma coisa com isso? Nós realmente aprendemos a lição?

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