
Existe um clube extremamente exclusivo dentro da tabela periódica. Não é o dos elementos radioativos, que pelo menos têm a decência de aparecer em quantidade suficiente para causar preocupação. Também não é o dos gases nobres, que basicamente vivem de esnobar qualquer tentativa de interação química. É um grupo bem mais ingrato: os chamados p-núcleos.
Estamos falando de cerca de 35 isótopos ricos em prótons que são, ao mesmo tempo, mais pesados que o ferro e absurdamente raros. Tão raros que, durante décadas, a Ciência simplesmente não sabia explicar de onde eles vinham. Não era falta de interesse, e sim falta de pista mesmo. Agora, pela primeira vez, pesquisadores conseguiram reproduzir em laboratório uma das reações nucleares responsáveis pela formação do mais leve desses elementos, o selênio-74. A boa notícia é essa. A má notícia é a clássica: entender um pedaço do problema só deixou mais evidente o tamanho do resto. Continuar lendo “O que o Universo demorou bilhões de anos, cientistas fizeram no laboratório facilmente mais uma vez”









