Artigos da Semana 328

Falta uma semana para a eleição e estou muito preocupado com ela. Haja vista a quantidade de artigos que eu postei sobre isso. Ok, eu quero que se dane. Eu postei sobre colmeias, gente dando balão em big tech, robô tarado, terrorista bundão e até mesmo carros voadores!

Eleição? Sem tempo, irmão.

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Artigos da Semana 326

Hoje foi dia de eleição, a festa da democracia, ou outro epíteto brega e idiota na qual você elege um monte de parasitas desclassificados, achando que o outro parasita desclassificado é mais desclassificado do que o vagabundo que você escolheu. Já acabou a votação, logo, você não tem desculpas para ler o que foi postado durante a semana.

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A bactéria que curte um calorzinho

Você sabe que esquentando muito a água (ok, fervendo), vai passar o cerol em tudo que estiver vivo ali. Só que muitas vezes a preguiça não deixa você esperar até a fervura, e você sabe que existe uma temperatura a partir da qual a vida complexa deveria começar a reconsiderar seriamente suas escolhas. Proteínas perdem a forma, membranas ficam instáveis, processos celulares começam a falhar e aquilo que até então era um organismo passa a caminhar perigosamente na direção de sopa orgânica. Para os eucariotos, seres cujas células possuem núcleo e outras estruturas internas, acreditava-se durante décadas que a fronteira estava por volta dos 60 °C. Era uma espécie de placa biológica de “não ultrapasse”.

Então apareceu uma ameba na Califórnia que aparentemente não sabe ler placas. Continuar lendo “A bactéria que curte um calorzinho” →

Pesquisadores indianos descobrem mais coisinhas interessantes em Marte

Durante décadas, a imagem popular de Marte foi a de um deserto vermelho, parado e silencioso, uma sala de espera cósmica onde nada acontece além de poeira e de Matt Damon plantando batatas. Só que planetas, mesmo os que parecem mortos, têm clima, e clima é sempre mais agitado do que a aparência sugere.

É disso que trata um estudo recente liderado por cientistas da Índia, em parceria com universidades dos Emirados Árabes Unidos. É tipo uma mistura de dança do ventre estilo dancinha de Bollywood, pegando o melhor deles: no caso, a matemática. Pensa só a zona que ficaria passinho de Bollywood com dança do ventre (mandem o vídeo pro meu inbox). Continuar lendo “Pesquisadores indianos descobrem mais coisinhas interessantes em Marte” →

O problema nº 1 de fazer o nº 2 no Espaço

A corrida espacial nos deixou imagens gloriosas: marcas de botas no solo lunar, bandeiras fincadas e frases para a posteridade. O que não entrou nos cartazes foi a logística do outro extremo do corpo humano. Nos tempos do programa Apollo, o banheiro era um saquinho preso com adesivo, e a tripulação da Apollo 10 teve a companhia inesperada de um visitante flutuante que ninguém quis assumir. Meio século depois, a engenharia evoluiu: existe vaso sanitário em órbita, e o problema de fundo segue ali, teimoso como boleto de condomínio: a prisão de ventre no Espaço.

Sabia-se que o intestino de quem deixa o planeta fica preguiçoso, mas faltava uma explicação sólida. Pesquisadores da Universidade de Copenhague, em colaboração com a NASA, foram buscá-la onde ela estava escrita em letras químicas miúdas: no sangue de 52 astronautas: 488 amostras, em missões de dois a nove meses a bordo da Estação Espacial Internacional. O achado sugere que, poucas semanas depois de sair da Terra, as bactérias intestinais mudam de cardápio, e não para melhor. Continuar lendo “O problema nº 1 de fazer o nº 2 no Espaço” →

Artigos da Semana 324

Depois de um longo e tenebroso inverno, hoje abriu o Sol, o nosso amigo Sol, que brilha lá, bem longe daqui. Já dá pra ir pra praia, vemos vizinhos animados na rua, o vozerio das crianças. Voltem logo, frio e chuva! Sinto saudades.

Bóra pro que foi publicado esta semana enquanto me tranco em casa.

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Vênus comeu a própria lua (e nem pediu desculpas)

Há coisas no universo que a gente aceita sem questionar, tipo a Terra ter uma Lua, o Sol nascer no leste e aquele parente que só aparece em churrasco quando tem carne cara. Mas de vez em quando a Ciência decide cutucar essas certezas confortáveis, e é exatamente isso que aconteceu com Vênus, aquele planeta tido como “gêmeo da Terra” mesmo sabendo que é um gêmeo estilo Raquel: mesmo tamanho, mesma massa, composição rochosa parecida, e ainda assim um inferno sulfúrico de 460°C com chuva de ácido.

E para completar o quadro de disfunção familiar, Vênus não tem nenhum satélite natural. Nem unzinho sequer, e uma nova pesquisa finalmente explica por que, e a resposta é tão deliciosamente e aterrorizante quanto a ideia de pasar um dia completo em Vênus. Continuar lendo “Vênus comeu a própria lua (e nem pediu desculpas)” →

O submarino que vazou o TNT que virou comidinha de mexilhão

Você estudou na escola (espero) que os U-boats alemães foram os maiores responsáveis por dar uma imensa dor de cabeça à Inglaterra por causa do bloqueio que a Alemanha Nazista impôs para colocar os súditos do Leãozinho e do Unicórnio. Entretanto, o pessoal da época do Káiser já tinha o hábito de fazer uso de submarinos para furtivamente tocar o terror nas águas, quando ninguém esperava por eles, ainda mais quando as tecnologias de detecção eram simplificadas pelo nome “sorte”. Sim, pois é! Pouca gente sabe que durante a Primeira Guerra Mundial a Alemanha já fazia uso de submarinos para tocar o terror no Mar do Norte.

A história de hoje é sobre como algo deu muito, muito ruim naquela época, e ainda hoje ainda pode ser péssimo. Motivo? Um submarino vazando TNT (sim, o explosivo).

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A cabeça enorme que enganou muita gente e enriqueceu um esperto

Eu fui numa feira de antiguidades uma vez (obrigado, óbvio. Eu sou apenas o marido e sou que nem criança: vou para onde me levam). Eu não entendo como alguém pode gostar de coisa velha (exceto na hora de comprar celular, cortinas etc), daí fica-se um tempão olhando aquilo, principalmente sabendo que é ótimo na loja, mas ninguém vai comprar aquelas monstruosidades. É um imenso tempo perdido e, claro, você vai ler o primeiro parênteses e entender como fui parar lá.

Inexoravelmente (eu sempre busco alguma forma de colocar “inexoravelmente” num texto, e quase nunca consigo) você vai encontrar aquele item de péssimo gosto que ninguém quer: o bicho empalhado torto, de olho esbugalhado, que alguns compram por causa de altas concentrações de álcool no sangue e visando fazer rir o vizinho também altamente alcoolizado. Então, por mero e ridículo capricho do Destino (que eu acho que TAMBÉM estava alcoolizado), alguém tira a sorte grande. Continuar lendo “A cabeça enorme que enganou muita gente e enriqueceu um esperto” →

As inusitadas pesquisas vencedoras do Ig Nobel 2026

Todo mês de setembro, pouco antes de o comitê sueco anunciar quem vai salvar a humanidade com uma descoberta em Física Quântica ou com alguma bobagem da Economia, um bando de cientistas se veste de cogumelo, sobe a um palco em algum canto da Europa e aceita, com lágrimas genuínas nos olhos, um prêmio por ter enfiado o pé em cima de uma cobra, enterrado mil cuecas ou descoberto, com rigor de laboratório, o jeito certo de assoar o nariz.

Bem-vindos à trigésima sexta edição do Ig Nobel, a premiação que existe para provar, ano após ano, que a curiosidade científica não tem freio de mão e, às vezes, nem senso de autopreservação; e sim, esta é a sua cientificamente revisada SEXTA INSANA! Continuar lendo “As inusitadas pesquisas vencedoras do Ig Nobel 2026” →