Os males do movimento anti-vacina

O problema do Brasil é importar o pior das outras culturas. Aqui não imita a gentileza e cordialidade de outros países. Deixem uma pilha de jornais aqui e em 5 minutos, não ficará nem o banquinho, para termos alguém vendendo-os na esquina seguinte ou, pior, só para jogar fora mesmo. For the lulz! Aqui não é a Suíça onde se pegaria o jornal, deixaria-se o dinheiro e pronto. Importamos os hooligans da Inglaterra, em troca, Agora temos um tímido, mas crescente, número de pessoas que são contra vacinação. Sim, nós pegamos os anti-vaxxers dos EUA. Já tivemos isso aqui uma vez e não deu em boa coisa, imitando o que acontecera quando Edward Jenner implantou vacinações.

Numa reportagem da BBC, eu li como anda o estúpido número de idiotas anti-vacinas aqui no Brasil. Isso está chamando atenção agora, pois o ministério da Saúde detectou que a média da vacinação no Brasil era de 81,4%, enquanto que na classe A era de 76,3%. E adivinhe qual é a formação dessa "classe A". Biólogos? Químicos? Não, um bando de gente idiota (pois ter uma facurdadi qualquer não o transforma em gênio) que ainda ficam presos numa besteira que a <voz lúgubre>a indústria farmacêutica manipula corações e mentes a fim de enriquecerem cada vez mais. MUAAAAHAHAHAHAH</voz lúgubre>.

Pais totalmente idiotas, com a mania irracional que antigamente a vida das pessoas era melhor, pois não tinha tanta "química" (me dá urticária quando ouço gente falando isso!), e que a indústria manipula todo mundo para vender remédios que não precisamos.

Em outras palavras,é uma soma de vegan com natureba com marxista de shopping, pois AQUI Ó, que eles são contra os processos industriais e os apelo de marketing quando vão comprar suas bolsas Louis Vuitton para colocar seus iPhones e iPads, para discutir o Capitalismo enquanto tomam um café (ruim, por sinal) no Starbucks.

São pessoas sem um mínimo conhecimento de método científico, sequer sabem que é uma publicação com revisão de pares e o máximo que conseguem vislumbrar de um cientista é:

Ou seja, eles estão bem atrás de crianças que visitaram o Instituto Max Planck, conforme relatei no artigo Mãe, quando crescer eu quero ser cientista.

Esse bando de idiotas não é nada diferente de criacionistas. Recusam qualquer descoberta científica, por causa de um suposto lobby de indústrias farmacêuticas. Isso até PODERIA ser verdade, se não tivéssemos a Fundação Instituto Oswaldo Cruz produzindo vacinas à base das toneladas em seu laboratório farmacêutico. O Far-Manguinhos.

Graças ao canalha do Andrew Wakefield, até hoje ainda há retardados que acreditam que vacinas contra a poliomielite causa autismo. E não adianta você mostrar pesquisas dizendo que autismo é uma doença genética. O miserável irá comprar a ideia que isso é coisa das indústrias farmacêuticas, como se todo mundo PAGASSE para tomar a bosta da injeção!

Esta mania anti-vacina fez um grande favor a crianças que moravam na Vila Madalena e no Butantã, em São Paulo, já que elas contraíram sarampo. Isso sem falar nos religiosos fanáticos que esperam o Apocalipse a cada minuto e são contra quaisquer medidas contra suas ridículas visões de mundo, alegando que vacinas contra HPV fará com que adolescentes se tornem maníacos devassos, tranando com qualquer um na rua (como coisa que muitos já não o fazem) e que o HPV é um castigo divino para impedir que nos tornemos um grupo bárbaro (no mau sentido), como coisa que bons cristãos não fizeram belas merdas até hoje.

Depoimentos como um bando de acéfalos como os citados na reportagem da BBC nos dá um panorama de como anda a ignorância cavalar. Aliás, uma delas é terapeuta floral. O que é terapia floral? Pego florzinha, faço chá e te engano dizendo que isso irá curar a sua doença que você pensa que tem e o efeito placebo faz o resto. Claro que esta "terapeuta" deve trabalhar de graça, não é? As vacinas são. Só aqueles que não querem ficar nas filas em postos de saúde ("irc! Tá cheio de pobre!") pagam nas clínicas particulares.

As alegações dos anti-vaxxers, como são chamados no EUA, beiram o ridículo tão grande quanto o carro movido a água. Água não queima e não pode ser usada em motores à explosão. Simples química. Mas o lobby do petróleo quer lhe convencer disso e some com os cof… cof… cof… "inventores" simplesmente desaparece. PUF! O fato de ser mentira nunca passam pela cabeça desse pessoal, já que a vida é chata sem conspirações, perseguições de carros e vodka-matirnis.

Para mim, se você não vacina seu filho, no mínimo, é um criminoso e deveria ir pra cadeia. Porque, graças a energúmenos assim, foram registrados mais de 24 mil casos de coqueluche no EUA, e em 2013, o número chegou a 48,2 mil, o maior desde 1955. Somando-se ainda 438 casos de caxumba e 189 de sarampo. A tendência de voltar doenças, já que a Seleção Natural não perdoa ninguém, é alta e os agentes infecciosos virão com mais força.

O mesmo está acontecendo com a gripe (eu falei gripe, e não aquele resfriado vagabundo que você contrai em ônibus lotado, com passageiro tossindo, espalhando perdigotos contaminados). A relação entre a gripe antigênica e vacinação está na intersecção da biologia evolutiva e da saúde pública, e deve ser visto e analisado em ambos os contextos simultaneamente. Num artigo do dr. Maciej F Boni, do Grupo de Modelagem Matemática e Bioinformática – e com uma introdução chata pra cacete – aborda-se o que se sabe sobre os efeitos da deriva antigênica sobre a vacinação e os efeitos da vacinação sobre deriva antigênica. Em outras palavras: como a corrida da Seleção Natural faz com que vírus surjam mesmo quando há vacinação e quando ela é cessada, esses vírus vêm com mais força. Mas evolução não existe.

Eu não tenho pudor nenhum desse pessoal anti-vacina realmente não tomar nenhum remédio. Prefiro deixar que Darwin cuide deles. O problema é que esta ralé não imunizará suas crianças, alegando que antes nossos anticorpos davam conta do recado. O problema, BANDO DE IMBECIS, é que nesta época a expectativa de vida era de uns 40 anos, hoje vive-se até os 90. Sabe sua avozinha de 95 anos? Ela não está viva por causa da medicina (inexistente) de suas benzedeiras, e sim porque ela teve acesso a modernos medicamentos; coisas de última tecnologia como paracetamol, aspirina e diclofenaco de sódio (princípio ativo do cataflam). Se formos examinar bem, damos de cara com números maravilhosos como a queda da mortalidade infantil em 75% de 1990 até hoje. Graças a chazinho de erva cidreira e supositório de guaco? Só nos seus belos sonhos.

Alimentação saudável não vai lhe livrar da difteria, varíola ou tuberculose. E sim, tuberculose era sentença de morte há alguns anos. Hoje, nós detectamos e mandamos pro hospital, mesmo público, e você terá chances de ser curado. POR MÉDICOS DE VERDADE!

No tempo da sua avó? Apendicite era mortal! Era chamada de "nó nas tripas". Pneumonia era algo severo e o pessoal tinha 10, 15 filhos para ver se algum sobrava vivo antes dos 5 anos.

Diz-se que quem não estuda história corre o risco de repeti-la Jenner recebeu ameaças, Semmelweiss foi ridicularizado e no Brasil a vacinação em massa comandada pelo sanitarista Oswaldo Cruz acarretou na Revolta da Vacina. Estamos prestes a ter algo parecido, com uma onda de doenças aparecendo e reaparecendo, em que os anti-vaxxers usarão como justificativa que vacinas não funcionam.

Assusta saber que esse ´pessoal vota, escolhe governantes e serão responsáveis pela saúde de seus filhos. O futuro não aprece ser muito bonito se nada for feito.

12 comentários em “Os males do movimento anti-vacina

  1. Quando eu pensava que apenas a recusa da vacina à seus filhos era algo estúpido, esse pessoal anti-vacina me surpreende com isso: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/02/140221_vacinas_catapora_ac_dg.shtml
    Trabalho em frente a um postinho e já vi “mães” recusarem até mesmo a vacina da poliomielite alegando que eram “doses demais” para a criança ou “Deus vai protegê-lo”. Apenas quando eu mostrei uma imagem de uma criança com paralisia infantil, uma mãe se tocou e voltou atrás pra vaciná-lo. Inacreditável como essas “mães” vão contra ao próprio instinto de proteger a prole e toma atitudes irracionais como essa por causa de uma conspiração.
    Não adianta mostrar artigo científico da NEJM provando que os riscos da não vacinação são enormes, que a epidemia de sarampo que está acontecendo na Inglaterra está diretamente ligado aos retardados da anti-vacina e que a mortalidade infantil (como dito no artigo) caiu consideravelmente por causa de programas de vacinação em países pobres. Eles sempre vão alegar que há uma conspiração e que o artigo foi comprado. Esse Andrew Wakefield deveria ser preso por charlatanismo e homicídio culposo toda vez que uma criança morre por que a “mãe” (que também deveria ser presa) se recusa a vacinar seu filho, por influencia dele.

    1. @Denner, sou a favor de que aquele maluco que inventou a associação entre vacina e autismo (Andrew Wakefield, obrigado Wikipedia EN) deveria ser preso por assassinato.

      O cara tem uma contagem de corpos gigantesca atrás deles e que só faz crescer.

      1. @Magno, Outro dia estava vendo um documentário anti-vacina (com a participação de alguns “doutores”) percebi que as pessoas que seguem essa besteira são pessoas cultas e com ensino superior, as epidemias acontecem mais em bairros nobres. Fico imaginando o que aconteceria se essa conspiração fosse difundida entre os mais pobres e/ou incultos.

  2. Triste saber que as pessoas acreditam com tanta força nessas besteiras a ponto de arriscar a vida de seus filhos.

  3. Minha avó deve ter tido uma ou duas dúzias de filhos. A gente tava conversando e surgiu a pergunta dos primos mais novos se o meu pai era o mais velho, eis que ela responde “não, mas os outros a gente não conta”. Na contagem “oficial”, foram 9 filhos. Ela foi então enumerando os que morreram cedo, os que TINHAM NOME e os que NÃO TINHAM.

    Outro dia ela estava falando, intrigada, de como não se vê mais “crianças com câncer no rosto”. Não sei de que doença ela falava, mas ela começou a relatar uma porção de doenças que eu nunca ouvi falar (e com nomes regionais, muito provavelmente).

    No IFLS, I f__ love Science, outro dia vi comentários de gente burra perguntando (em inglês): “se paralisia infantil existe, como as crianças sobreviviam antes da vacina? Por quê não morremos todos?”

    1. @Magno, “No IFLS, I f__ love Science, outro dia vi comentários de gente burra perguntando (em inglês):” “se paralisia infantil existe, como as crianças sobreviviam antes da vacina? Por quê não morremos todos?” ”

      Pelo tridente de Lúcifer!!
      Sempre que ouço isso me lembro do que disse disse uma vez o Sr. Garrisom: ” Não existem perguntas idiotas somente pessoas idiotas.

  4. Concordo com tudo , Concordo que não existe nenhuma industria do petróleo ou do governo perseguindo os criadores de carros a água, concordo que motor a explosão não pode ser movido água, mas se me permite fazer aqui um adendo aqui e me corrija se eu estiver errado água = 2 hidrogênio + 1 oxigênio a presença dos dois em forma de gás(deixar claro aqui que ja nao estamos falando de água… hehehe) mais uma faísca(vela do carro) tem se sim uma explosão, hoje tem pessoas que pegam a água e através da eletrolise extraem o hidrogênio, e envia esse o hidrogênio para o carburador junto com o combustível(gasolina/alcool) fazendo assim uma explosão mais potente.

    esse tipo de mixed combustível é conhecido como gás brown.

    1. Isso funcionaria, mas qual o sentido de vc fazer uma eletrólise usando corrente elétrica e não usar essa corrente elétrica num motor elétrico? A eletrólise não tem eficiência de 90% sequer, para tanto, é preciso o uso de catalisadores, aumento de temperatura etc, o que inviabilizaria o custo.

      Mais sensato seriam as células de combustíveis: http://carros.hsw.uol.com.br/celula-combustivel.htm

  5. Mais uma evidência do quão ruim pode ser a “não vacinação”:

    http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/2015/05/sarampo-causa-amnesia-imunologica-por-ate-tres-anos.shtml

    Até agora, os cientistas acreditavam que essa vulnerabilidade se estendia por um ou dois meses após a infecção. Mas um novo estudo mostra que o sarampo pode enfraquecer as defesas do organismo das crianças por até três anos – deixando-as altamente suscetíveis a outras doenças mortais ao longo desse tempo

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