Tese diz que próteses para deficientes seria eugenia. Área de Humanas, claro.

Uma "pesquisa" de doutorado conquistou o mais recente Prêmio Capes de Tese sugere que a ideia do próteses, exoesqueletos e quaisquer tecnologias que visam melhorar a vida de pessoas com deficiências físicas depreciam a identidade social dessas pessoas e não passa de eugenia. Assim, qualquer médico ou pesquisador é um eugenista FDP.

Este lixo foi defendido na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, pois essas merdas só podem surgir nos departamentos de Humanas, mesmo.

Joon Ho Kim é doutorando do departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, com mestrado em Antropologia Social sobre a imagem e imaginário da cibercultura. Praticamente, ele ficou assistindo Matrix, escreveu um monte de bobagens chupadas de Matrix e a Filosofia (ou alguma bosta nesse sentido) e como ele a orientadora dele fazia uma boa política, ele conseguiu o título (quem esteve nesse meio sabe como as coisas funcionam por aqui). Vamos dar uma olhadinha no trabalhinho dele:

Tanto a paralisia quanto a amputação são características corporais que tendem a resultar em estigma

Características corporais. Você vem andando e — CATAPLOFT! — seu braço cai.

ou seja, a mera percepção de sua existência pode depreciar a identidade social daquele que a tem. Entretanto, o surgimento de tecnologias prostéticas que habilitam amputados a competirem em nível olímpico contra pessoas sem deficiência tem produzido reações que contrariam a regra geral segundo a qual se evita expor aquilo que causa estigma.

Tá, tudo bem. Se eu for correr contra o Oscar Pistorius, NA CERTA eu ganharei mole a corrida e ele ficará sentadinho no canto, chorando. O Pistorius tem como marcas 10,91 segundos nos 100 metros, 21,58 segundos para 200 metros e 46,34 segundos nos 400 metros. Eu dou uma corrida pra pegar o ônibus e mal me aguento! Esse japa deve ser bom pra cacete, marcando uns 8 segundos nos 100 metros rasos.

Mais do que isso, vem ganhando cada vez mais projeção midiática a imagem de amputados estereotipados como a realização do sonho do ciborgue: o corpo orgânico potencializado pela sua hibridação com sistemas cibernéticos.

Afinal, amputado que se preza tem que ficar em casa, sem se mexer. Prótese interna pode?

No bojo (…)

Na boa… ninguém fala assim!

(…) desse imaginário, a tecnologia do exoesqueleto robótico, derivada da indústria bélica, emerge como a solução que promete reestabelecer os movimentos de pessoas com lesão medular.

O seu celular também vem da Indústria bélica, filho.

Porém, a obsessão em encapsulá-los dentro de corpos robóticos supranumerários (mas hein?), em detrimento de outras tecnologias e terapias, parece muito mais motivada pelo simbolismo de um bipedismo simulado, que busca apagar a diferença entre os deficientes e os normais, do que pela reabilitação efetiva.

Sim, claro! Por que andar sobre duas pernas se podemos meter o cara numa cadeirona de rodas? Deve ser por isso aqui:

Por que ter pernas para andar se podemos ficar com o rabo em casa, sem nem poder andar na merda da calçada?

A deficiência física e as tecnologias biocibernéticas de reconstrução e reabilitação corporais expõem não só a dimensão social irredutível do corpo, como também evidenciam que mesmo na mentalidade técnico-científica opera uma lógica simbólica, disfarçada nos recortes e classificações supostamente objetivos.

Resumindo: com as próteses você passa a perceber que seu corpo é uma merda e o projetista inteligente foi um incompetente!

Não é por acaso que a restauração do bipedismo em pessoas com paralisia tenha tanta afinidade com a imagem do milagre bíblico, pois o corpo-máquina, do qual a biocibernética é a evolução, e o corpo da cosmologia cristã, oriundo da Idade Média, não são completamente excludentes.

Cosmologia cristã essa que nunca existiu. Mas estamos falando de um filósofo, não de alguém que tenha aberto um livro na vida.

De fato, apesar de constituírem sistemas de significação antagônicos, ambas as concepções de corpo compartilham as mesmas estruturas simbólicas inconscientes e, acima de tudo, atendem ao mesmo imperativo de dar sentido a uma realidade que a razão por si só não explica na sua totalidade.

Não compartilham, não. Essas "estruturas simbólicas" religiosas se prendem muito na base do "Deus quis assim". Jesus fez uns milagres que eu contesto. Milagre vemos nas igrejas por aí afora, mas apresentar laudo que é bom, ninguém quer. Ademais, por que disso? PORQUE NINGUÉM QUER SER DEFICIENTE, SEU RETARDADO!

É sobre estes temas que esta tese procura refletir.

Acabei de imprimi-la e deixei-a no banheiro.

Sob a orientação da "professora" Sylvia Caiuby Novaes, esta bosta de tese venceu o prêmio Capes na categoria Antropologia e Arqueologia.

AR-QUE-O-LO-GI-A! Eu acho que não sei mais para que servem as Ciências.

De acordo com a revista FAPESP, O tema da tese é um desdobramento de sua dissertação de mestrado, em que foi abordado "o imaginário das tecnologias cibernéticas na produção cinematográfica das últimas duas décadas, em filmes como Johnny Mnemonic e a trilogia Matrix, nos quais os personagens se conectam a redes de informática por meio de plugues espetados na cabeça, ou a série O exterminador do futuro". Eu fiquei me intoxicando dia após dia enquanto o manezildo viu 7 filmes durante o fim de semana, comeu uma rabada com agrião, 3 ovos cozidos, uma salada de repolho, foi pro banheiro e produziu o documento. E ainda ganha prêmio! Sim, claro, porque Ciência de verdade não é vista pelos baluartes dos escritórios de humanas, que só sabem ficar se masturbando ao citar escritores que falaram um monte de besteiras.

O cara fez seu "estudo" de condições sociais de pessoas com deficiência vendo filme de ficção científica e série de TV e com uma diarreia mental escreve um monte de bobagens. Joon tem deficiência? Não, claro que não. Ele entrevistou alguém surdo de nascença que recebeu um implante coclear? Meh, para quê? Temos que refletir a moderna conjuntura social!

De acordo com o Zé Ruela, "o exoesqueleto esconde a deficiência. O indivíduo consegue ficar de pé, mas há pouco ou nenhum benefício fisiológico comprovado, ao contrário de outras terapias, como a marcha induzida com eletroestimulação funcional".

Sim, antigamente os remédios não tinham a eficácia de hoje. Acho que nunca deveríamos ter pesquisado-os, preferindo cheirar vinagre e fazer sangrias, com um toque de sanguessugas.

“O que é mais importante: garantir a acessibilidade do cadeirante ou fazê-lo ficar de pé – mesmo sabendo que isso não resulta em reabilitação de fato?”, indaga o idiota. Bem, que tal perguntar a cadeirantes? Que tal dizer pro Stephen Hawking: "Cara, que tal sair da sua cadeira Hi-Tech e andar livremente por Cambridge e pegar seus netos no colo?"

Este imbecil é tão ridículo que afirma que "A predisposição biológica dos seres humanos a usar a mão direita está na base das culturas cujo sistema simbólico valorizam o lado direito em detrimento do esquerdo."

Ou seja, nós mudamos nossos genes para atender ao sistema simbólico de usar o lado direito. Sério, eu desisti. Um idiota desses não merece mais minha atenção. Ele diz que entrevistou pessoas, mas eu imagino o lixo de entrevista. Quero ver alguém numa cadeira de rodas dizer "Que mané andar de novo o quê! Adoro ficar aqui sentado, dependendo da caridade dos outros de me levar por onde eu não possa me locomover"

Com a ideia de que "esconder a deficiência é eugenia", vamos parar de dar insulina pros diabéticos. Vamos impedir a pesquisa de corações artificiais, vamos proibir terapias genéticas. Por quê? Porque um mané de Humanas acha que isso é eugenia. Lindo!

E é pra isso que Filosofia serve, minha gente. Finalmente entendi! Mas eu prefiro a Ciência. A Ciência que une as pessoas, a Ciência que faz as pessoas deficientes serem como as "normais". A Ciência emocionante que nos propicia isso:

Peguem sua felozofia e enfiem no rabo!

27 comentários em “Tese diz que próteses para deficientes seria eugenia. Área de Humanas, claro.

  1. Um tanto preocupante premiarem uma tese dessas. Hipócrita e preconceituosa. Parabéns ao sr. André, esse sim, um PROFESSOR(gritando mesmo) por esse blog que acompanho há um bom tempo, que com certeza fez diferença significativa no conceito de muitos, o que não é o caso do doutorando aí.

  2. Bipedismo? Esse pessoal gosta tanto de um “ismo” que na falta de um, eles criam.

    E que merda de mundo politicamente correto. Tudo agora é eugenia?

  3. o pessoal de humanas se engaja muito mais na tomada de cargos políticos e de importância e destaque em qualquer Universidade desse país, dos grêmios as Reitorias( enquanto o pessoal da exatas e biológicas tenta produzir conteúdo relevante), pois é uma forma efetiva de obrigar os demais a ouvir seu discurso.
    qualquer baboseira filosófica venceria a descoberta de um fóssil de titanossauro nas margens do tietê nesse contexto. Mas dessa vez exageraram o próximo trabalho desse cara cara ai vai ser sobre o ciborgue sofrendo bulling na liga da justiça( o André perdeu essa piada)..

  4. Quer dizer que para conseguir titulo de Doutor basta eu escrever qualquer merda e fazer cara de pau na hora de entregar minha tese?

  5. Cara, até da pra entender uma preocupação de que próteses podem deixar de ser apenas correções para pessoas com deficiência para virar potencializadoras para pessoas “normais”, mas isso seria uma discussão totalmente fora do âmbito de pessoas com deficiência.
    Com toda certeza esse cara não entrevistou pessoas com deficiência. Sequer deve ter visto vídeos como esse de pessoas ouvindo sua própria voz pela primeira vez, graças à ciência.
    E uma tese dessa ganha prêmio, que triste.

  6. Caiu um cisco no olho vendo esse vídeo.

    Será que se um dia ele perder uma perna ou um braço ele vai pensar do mesmo jeito? Será que ele entrevistou algum mutilado, um cego ou um surdo pra pedir a opinião deles? É claro que não. Venha entrevistar minha namorada que tem Osteofitose, que tem dias que não pode nem se mexer, que o médico disse que é irreversível e ela vai ter que viver até o fim da vida tomando remédio pra controlar as dores insuportáveis, e ela diz que se pudesse trocar a coluna por uma artificial não pensaria duas vezes.
    É fácil falar uma coisa dessas quando se tem o corpo em perfeito estado. E o mais preocupante é que um cara desses ganha um prêmio…

  7. Hahahahaha!

    Um retardado completo.

    Isso é típico de trabalhos de filosofos frustados e perdidos no universo, uma idéia escrota, maquiada da melhor forma, com um portugues difícil e ultra formal com o selo de uma universidade respeitada no Brasil.

    Ridiculo.

    Por que um retardado deste não conversa comigo durante 5 minutos?

  8. Gostei do artigo Só acho que ficaria melhor sem menosprezar a Filosofia como um todo (“E é pra isso que Filosofia serve, minha gente”). Tudo bem que 99% do pessoal dessa área, aqui n co BR, seja meio imbecil e inútil mesmo, mas atacar toda a Filosofia por causa deles é injusto.

  9. Concordo que a tese é desnecessária e provavelmente não mereceria o prêmio, mas desqualificar toda a área de humanas é generalização, e toda generalização é, no mínimo, estúpida.

    1. Isso é sistêmico nas universidade brasileiras, essas idiotices e burrices acontecem todo dia.
      E nenhuma pessoa das humanas fala um A sobre isso, um A.
      Então, sobra para aqueles que entendem a burrice dessas pessoas, desqualificarem as humanas por permitir essas idiotices.

        1. Pois é. E ninguém para para (com o novo acordo ortográfico agora é assim que se escreve. Paciência) pensar que essa frase não faz o menor sentido.

  10. Achei bárbara a forma de contestar a tese do ‘colega’. Realmente, a Capes está prestando um desserviço enorme quando privilegia a quantidade de artigos, trabalhos e publicações ao invés da qualidade. Isso encorpa números mas não forma cientistas. Agora, ficou feio desqualificar toda a área de humanas por causa disso. Existem péssimos profissionais em todas as áreas, nas exatas, nas biológicas e nas humanas. Não precisa disso, cara. Generalizar burramente não é prerrogativa científica.

  11. Sim, tem muita merda sendo produzida na área de humanas, principalmente pelos pós-modernetes, mas vc não acha que generalizar isso é errado? tem muita coisa boa produzida na área de humanas sim. Fazer esse tipo de generalização falaciosa é a mesma coisa que dizer que o Marcos Eberlin (aquele do design inteligente) só poderia ter saido da Unicamp, pq a unicamp é uma merda. E a Unicamp é uma das melhores do Brasil. De resto, concordo com vc em tudo, mas insisto que isso não é característica de toda a área de humanas, mas dos pós-moderninhos que estão na moda. E por estar na moda é que uma coisa dessas ganha premio da fapesp ( a orientadora dele deve ser queridinha lá tbm).

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