O homem que acreditava ser o rei da França

Era uma vez um homem que acordou numa bela manhã de setembro de 1354, como sempre acordara nos seus 38 anos de vida: um próspero comerciante de Siena, ocupado com os negócios de sempre, preocupado com lucros, prejuízos e as pequenas intrigas da tosca República de Toscana. O mundo dá voltas mas de vez em quando ele capota, e quando a noite caiu sobre aquele mesmo dia, ele já se acreditava o legítimo rei da França. Não houve febre, não houve delírio, não houve nenhum cogumelo mágico medieval que justificasse a transformação. Houve apenas uma convocação, uma conversa e uma revelação tão absurda que parecia ter saído diretamente de uma novela.

Esta é uma SEXTA INSANA MEDIEVAL!

Entretanto, Giannino di Guccio comprou a história inteira, sem questionar, sem hesitar, e a partir daquele momento sua vida virou uma odisseia picaresca pela Europa medieval que terminaria, anos depois, numa prisão napolitana. A Idade Média estava repleta dessas histórias impossíveis, mas poucas eram tão genuinamente insanas quanto a do homem que acreditou ser rei da França.

“Não mete essa, André. Tu mandou a IA escrever o texto”, dirão vocês.

“Com certeza, não!”, direi eu.

“Homessa! Temos certezas de que sim”, afirmarão vocês.

“Que poderei eu fazer para que vós acreditai em mim?”, humildemente volto-me para vocês.

“Dize para nós que picaresca significa”, inquirirão vocês.

“Sou vos grato pela oportunidade de vo-los dizer, gentis senhores”, tornarei eu

“Rápido, apressai-vos, gentil cavalheiro que nos traz respeito e admiração!”, exigireis vós, batendo o pé com impaciência régia.

“Assim o farei”, curvando-me ante vós (mas sem dar as costas a ninguém).

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