Category Archives: Arqueologia

A queda de Angkor por causa de um copo d’água

Angkor é uma maravilha sem igual. Não que as outroas maravilhas sem-igual sejam melhores ou piores que Angkor. Angkor é simplesmente diferente. Seu nome em sânscrito significa “cidade”, apenas, mas Angkr, como um todo, significa muito mais que isso. Foi a primeir acidade fundada pelo Império Khmer, que floresceu entre os séculos IX e XV, na região que hoje está compreendido o Camboja, Tailândia, Laos e parte do Vietnã. O Khmer acabou forjando uma miríade cultural, tendo Angkor a sua capital, que na época era a maior cidade do mundo, enquanto a Europa ainda estava na Idade Média. Assim como floresceu, Angkor teve o seu declinio, quando a população simplesmente migrou no século XV para o que hoje é a cidade Phnom Penh, conhecida como a “Pérola da Ásia” na década de 1920.

Até hoje, ninguém chegou a um acordo de como ou por que este êxodo começou. Todo mundo tem um palpite, mas é basicamente palpite, mesmo. Agora, uma pesquisa recente proura dar uma explicação para o que aconteceu: o abastecimento de água ficou sobrecarregado.

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Acharam o que sobrou da Luzia. Sabem o que isso significa?

AVISO

Parem de ler imediatamente. Não reclamem depois.

Bom, acharam os restos dos restos que era o crânio conhecido como “Luzia”, o fóssil humano nativo das Américas. Segundo o que sobrou do Museu Nacional (lamento, mas eu tenho que falar assim. O Museu foi destruído para sempre. O que vão fazer é outro museu. Alguém tem que falar a verdade), os ossos, que já não estavam tão ótimos assim, foram encontrados em estado mais deplorável, graças a uma sortuda incompetência generalizada. Se antes a caveira não estava totalmente preservada, do que tinha lá só acharam 80% (entenderam o “resto do resto”?). O anúncio foi eito ontem (19/10), mas não disseram quando encontraram a ossada.

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O Brasil não deveria ter museus ou a tragédia do Museu Nacional

O Museu Nacional foi destruído. Mal sobraram as paredes e umas pouquíssimas coleções. Tudo perdido. Tudo virou cinzas. Tudo virou lágrimas e desespero. A incompetência generalizada deste país fez com que 200 anos de Museu e bilhões de anos de história se perdessem. Começou o empurra-empurra de responsabilidades, quando, no final, ficará por isso mesmo.

Vendo isso acontecer, como sabendo que outros museus no Brasil foram destruídos por incêndios, eu mantenho a minha opinião: entreguem todos os acervos de todos os museus brasileiros e entreguem para quem tem condições de cuidar deles.

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Eulogia a uma vítima de assassinato

Eis-nos aqui. Era para ser um momento de celebrarmos, ainda com tristeza. Mas não há como. Não é uma morte que veio de causas naturais, a não ser que por “natural” você entenda o descaso patente de uma tribo burra, selvagem e ignorante. Um bando de incultos que não têm apreço pela Cultura. Ninguém pareceu se importar no estado até que as chamas irromperam. Séculos de escritos, documentos e pesquisas estão perdidos. Não adianta sequer imaginar a reconstrução física, pois o valor que lá tinha poderia ser alocado numa choupana que ainda assim seria inestimável. Talvez, numa choupana estivessem mais seguros.

Da minha janela eu vi arderem as estruturas, e vi também as chamas consumirem tudo lá. A sabedoria e cultura de vários povos virou cinza e se perdeu na suave brisa da noite, quando o Inferno parecia consumir tudo, tendo o próprio senhor do submundo decidido pela destruição irrestrita, mas eu bem sei que não foi ele. Foram homens. Simples homens mortais que pouco se importam com cultura e conhecimento, numa irresponsabilidade absurda.

Meus joelhos tremem, minhas pernas fraquejam, meus olhos marejam perante a perda incalculável que jamais poderá ser reposta.

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Uma brilhante história sobre os óculos

Acabei de me sentar para escrever. Bem, eu não conseguia ler direito o que aparecia na tela. Tive que pegar meus óculos, pois, eu fui premiado com miopia, hipermetropia e astigmatismo, já que meus olhos são fruto de um maravilhoso design de um projetista inteligente. Esses meus óculos são ótimos e eu os adoro. Suas lentes de resina inquebrável ficam escuros mediante presença de radiação ultravioleta, e sua camada anti-reflexiva ajuda a não ver a minha cara refletida na face interior da lente, o que dificultaria ver algo em ambientes claros. A armação é leve, com hastes bem firmes e resistentes (ainda não comprei uma armação de titânio, mas esta quebra bem o galho). Entretanto, o que eu tenho empoleirado sobre meu nariz funciona da mesma maneira que os óculos que meu pai usa, que meus avós usavam, que os anteriores a eles usavam. Que muitos dos antigos usavam.

Ajeitem suas lentes de leitura, para mais um Livro dos Porquês, que envolverá muita História e sobre assuntos que você não faz ideia que possam estar relacionados (e talvez nem estejam, mas aqui a vontade e o pensamento é o poder. Estou acordando suas mentes para o grande saber!)


ÍNDICE


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Homo erectus foi pra vala por ser preguiçoso, disse pesquisador (palavras dele)

Homo erectus não era um homossexual que estava sempre pronto para a cópula. Ele formava um grupo de hominídeos que viveu há cerca de 1,8 milhões de anos e 300 000 anos atrás. Seu nome significa literalmente “o homem que andava ereto ou em pé”. Esses hominídeos eram que nem brasileiros: onde menos se esperava tinha um lá. A maior parte ficou, entretanto, na África, mesmo. Agora, pesquisas recentes mostram que seu tatatatatatataravó Homo erectus foi mandado pra vala evolutiva porque era preguiçoso. Deve ser por isso que você é o que é, já que quem puxa aos seus não degenera.

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Encontradas as mais antigas pegadas no Canadá, e não era Caribou Lou

Seres humanos nunca gostamos de ficar parados muito tempo num canto qualquer. Sempre adoramos perambular por aí e foi isso que acarretou pessoal sair da África para o mundo inteiro, dominando o planeta. Claro, as motivações variam de pessoa para pessoa, mesmo antes de serem o que podemos chamar hoje de “pessoas”. Mesmo em tempos d’antanho já tinha gente que adorava sair batendo perna por aí. Muito passam incólumes por eras e eras, mas tem sempre um que deixa o registro de suas viagens, como o que passou pelo Canadá há mais de 13 mil anos.

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Seja um explorador com um livro para colorir

Teve uma súbita modinha de livros para colir, como o Jardim Secreto e similares (acho que o título era esse e dei tanta importância que nem pesquisar eu vou). De qualquer forma, cada um faz o que quiser com seu dinheiro, desde que em conformidade com as leis vigentes.

Tempo passou e esqueceram da modinha, mas uma editora pensou: e que tal usar livros para colorir para divulgar Ciência?

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Encontrado manuscrito na bunda de Jesus

Sotillo de la Ribera é um pseudomunicípio localizado na província de Burgos, Espanha. Ele é praticamente um vilarejo com a ridícula taxa populacional de 598 habitantes, praticamente um condomínio na Barra da Tijuca (embora alguns tenham uma população maior que isso). Nesse lugar legal que nem eu nem você queremos morar tem uma igreja chamada Santa Águeda. Lá, há muitas peças bem antigas, já que a própria igreja é do século XV. Nela, há uma estátua de Jesus Cristo del Miserere, feita de madeira, datando do século XVIII. Miserere é uma palavra latina porque nesta cidade há uma tradição de cantar o Miserere nas sextas-feiras, que nada mais é que o Salmo 50. Esta action figure estatueta de Jesus sai em procissão na Semana Santa e percorre o vilarejo.

Claro, tudo depois de muitas décadas precisa de restauração, ainda mais se tiver séculos de idade. Só que ao ir ser restaurado, os técnicos encontraram manuscritos escondidos numa cavidade nas nádegas de Jesus. Algum um tanto infame para uma figura muito importante do Cristianismo, se me permitem opinar.

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Encontradas evidências da invasão de Grã-Bretanha por Júlio César

Caio Júlio César é um ícone na História. Suas campanhas militares são lendárias e dignas de virar filme, e eu ainda não entendi por que não o fizeram. Mestre na arte militar e política, ele acabou se tornando Pretor Máximo ou Ditador. Naquele tempo, o termo “ditador” tinha outra conotação. O Ditactor era uma espécie de guardião romano para restabelecer a paz e manter a ordem geral. Tudo bem que dali ele aproveitou se tornando Cônsul de Roma e, por fim, Imperador (se bem que o título de imperador, mesmo, foi dado a Otávio Otaviano, que subiu ao poder com o título Augusto César). Seus feitos militares foram escritos pelo próprio César, mas nem se pode dizer que ele saiu mentindo. Outras fontes como Salústio, Suetônio, Plutarco, Tácito e Cícero confirmam muito do que ele disse, além de citar outros feitos exceto a parte do “Até tu, Brutus?”. Isso foi invenção de Shakespeare)

Em 55 AEC, Júlio César, ainda general, invadiu o que era conhecida pelos gregos como Ilhas Cassiteritas (tinha este nome por causa da grande quantidade de estanho, que era usado para produzir o tão necessário bronze). Só que Roma não curtia muito este nome e chamou o local de Britannia, e que hoje é o sul da Inglaterra. Há muitos relatos sobre a façanha, mas não um registro arqueológico sobre o ocorrido.

Ou não tinha.

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