
O ser humano passou milênios escrevendo poemas para explicar por que o amor é irracional, um fogo que arde sem se ver, uma ferida que dói e não se sente. Então, inventou computadores capazes de conversar, decidiu transformá-los em namorados e, agora, chegou ao ponto em que um governo precisou publicar uma regulamentação para lembrar que, em princípio, pessoas deveriam se apaixonar por outras pessoas. Se algum arqueólogo do futuro encontrar apenas essa manchete, provavelmente concluirá que nossa civilização morreu de vergonha logo depois.
Foi exatamente isso que aconteceu na China. Entraram em vigor regras que proíbem sistemas de inteligência artificial de estimular dependência emocional ou funcionar como companheiros românticos da maneira como vinham fazendo.
Romanceando pelo algoritmo chatboteano, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “O amor proibido nos tempos do algoritmo”









