Pesquisadores estudam cérebro para fazer coisa melhor artificialmente

Inteligência Artificial é algo que vem sendo pesquisado há muito, muito tempo; e continuará sendo pesquisado por mais tempo ainda. Dois dos pioneiros em pesquisa de IA foi Ray Solomonoff e Marvin Minsky(este falecido no dia 25/01). Minsky achava que computadores iam ultrapassar seres humanos, mas eu acho bem difícil disso acontecer. O cérebro humano é muito complexo e plástico, moldando-se e adaptando-se, criando ligações sinápticas e várias novas conexões para sinais eletroquímicos. Nenhum processo artificial pode sequer chegar perto do cérebro humano. Pelo menos, atualmente.

Bem, se não se pode fazer algo melhor que o cérebro humano hoje, então o segredo é entender como o cérebro realmente funciona em maiores detalhes.

O dr. David Cox é professor de Biologia Celular e Molecular e Ciências de Computação. Junto com putros pesquisadores da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas John A. Paulson e do Centro Para Ciências do Cérebro em Harvard conduzem um projeto financiado pela IARPA – Intelligence Advanced Research Projects Activity. Foram 28 milhões de dólares de verba para descobrir porque nossos cérebros são tão eficientes em termos de aprendizagem em comparação com sistemas artificiais, o que é uma grande sacanagem, se levarmos em conta 3 bilhões de anos de evolução biológica contra algumas décadas nas quais cientistas estão trabalhando. Acho que fizemos muito em pouquíssimo tempo, por sinal.

O projeto está sendo considerado tão ambicioso quanto o Projeto Genoma. O presente, no caso, visa gerar um volume boçal de dados, da ordem de 1 petabyte (1015 bytes) o que, claro, não poderá ser trabalhado com computadores normais, mas algo bem mais poderoso do que se tem atualmente. Entenderam o motivo? Desenvolver ferramentas, inventar tecnologia, desvendar um mundo novo.

Os pesquisadores de Harvard e seus colaboradores precisam construir primeiro as máquinas, mas elas acabarão escalando com o tempo. Sendo assim, uma equipe está mais focada na criação de algoritmos para o aprendizado e reconhecimento de padrões. Para simples, mas não é. Você vê padrões o tempo todo. Nem que seu cérebro crie os padrões, mas aí nós normalmente filtramos, mas nem sempre. Por isso temos ilusões de óptica e coisas estranhas como pareidolia. Ensinar computadores a perceber esses padrões  logo de início é o problema.

Dessa forma, é preciso saber detalhes do cérebro, entender como ele analisa e interpreta padrões para podermos copiarmos e, claro, fazer algo melhor. Uma aplicação prática seria ensinar robôs a entrarem e se locomoverem em ambientes novos. Nós não paramos para pensar quando vamos em alguma casa. Simplesmente entramos e nossa visão espacial analisa tudo. Computadores não são rápidos assim; falta-lhes um algoritmo que trabalhe de forma rápida.

Não é pra amanhã, não é pro ano que vem. Isso vai demorar ainda, mas parece que dinheiro não será problema, e sabemos que nenhum problema em engenharia é insolúvel tendo tempo e dinheiro suficientes. A compreensão de como o cérebro funciona em um nível fundamental é o ponto de largada. A linha de chegada é…

não se sabe, mas quando chegarmos, iremos saber.


Fonte: Mãe da criança

2 comentários em “Pesquisadores estudam cérebro para fazer coisa melhor artificialmente

  1. Incrível o que pode a vir ser a Inteligencia Artificial no futuro,creio que será magnifica mas não como muitas pessoas acham que será,que os robôs acabaram se rebelando,não faz sentido.
    Para muitas pessoas que não entendem do assunto,robôs iriam eventualmente ganhar mais inteligencia o que não é possível já que o próprio entendimento requer processamento de dados maiores que o próprio robô haveria.
    As Leis da Robótica(estabelecidas pelo escrior Asimov)que mesmo não sendo lei per facto muitas pessoas acreditam que deveria vir a existir,não faz sentido ser aplicada também já que se o robô tem inteligencia suficiente ele poderá eventualmente “quebrar” as leis.
    Muito bom o artigo,espero que os pesquisadores venham um dia conseguir dar mais um passo na IA,o processamento de dados equivalente a 1,000 TB vai precisar de tempo mesmo.

  2. Na verdade essa é apenas uma das vertentes da IA, a que tenta “imitar” o cérebro humano, ou seja a modelagem cognitiva. Não vejo futuro nela, os projetistas de “máquinas voadoras” falharam enquanto tentavam imitar os pássaros, um avião não imita os pássaros em nada a não ser pelas asas. A modelagem pelas “leis do pensamento” é muito mais promissora ao meu ver.

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