Tag Archives: cérebro humano

Imaginar coisas que dão medo dá medo

Dizem que Einstein falou que a imaginação vale mais que o conhecimento. É tão-somente mais uma fanfic para justificar gente ignorante. De qualquer forma, a imaginação pode não valer mais que o conhecimento (e não vale), mas em determinadas situações ela acarreta numa mesma resposta orgânica, isto é, se você tem fobia a algo (boletos vencidos, por exemplo), só de imaginar o disparador dessa fobia seu corpo começa a agir da mesma forma se este disparador estivesse na sua mão. Ou seja, imaginar boletos vencidos e ter alguns na sua mão acaba lhe levando ao pânico.

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Bluetooth na cabeça: um sistema para ver o que anda no seu cérebro

Verificar o que as pessoas têm na cabeça é uma tarefa nem sempre muito fácil. A parte fácil não é lá muito bem aceita; além de sujar o machado e a sala, os comitês de ética faça enchendo o saco para que o paciente, no mínimo, saia vivo. Outros procedimentos, apesar de não serem tão divertidos, envolve eletrodos e/ou maquinário de grande porte, o que complica muito. Enfiar eletrodos no cérebro seria um meio-termo, mas também causa problemas, como tudo ser muito bem esterilizado e ter fios, muitos fios, de um lado pro outro. Seria legal se pudéssemos colocar um implante definitivo (ou quase) no cérebro e ele mandar de lá de dentro todas as informações que precisássemos, sem necessariamente usarmos fios conectores.

Sim, uma espécie de cérebro bluetooth. Tudo fica melhor com bluetooth!

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O Incrível Caso de Phineas Gage (sim, vídeo!)

Phineas Gage era um operário braçal que trabalhava para uma ferrovia. Um dia tinha uma pedra no meio do seu caminho. No meio de seu caminho tinha uma pedra. A decisão era explodí-la e quando Gage foi socar o explosivo na pedra, o explosivo detonou e a barra de ferro entrou em seu crânio. Ele não morreu, mas virou um ícone para o estudo da Neurociência, e é citado até hoje em publicações e em universidades.

Eu já tinha escrito um artigo sobre ele, mas sempre tem alguém analfabeto com pouco tempo que prefere em vídeo.

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Onde Deus anda se escondendo? Ciência tem a resposta

Há muito tempo, eu tinha postado artigo sobre a pesquisa do dr. Edson Amâncio em que ele demonstrava que a experiência religiosa e visões eram acarretados por ocorrência de epilepsia do lobo temporal. Mas não é só isso. Imagine se você descobrisse onde moram seus espíritos, demônio e toda ocorrência sobrenatural. Legal? Legal, né? Bem, este lugar existe e pesquisadores já o encontraram.

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Quer ter cérebro saudável? Mexa essas pernas!

Há vários exercícios pro seu cérebro continuar tinindo, sem precisar que você se entupa de remédios. Um exemplo de remedinho-sem-ser-remedinho pro cérebro é fazer exercícios. Várias doenças neurológicas estão associadas ou são a causa de deficiências de movimento, por exemplo, lesão medular, esclerose múltipla e atrofia muscular espinhal. Estes são exemplos com efeitos análogos nos músculos ao que astronautas sofrem depois de longos períodos sob efeito de microgravidade. Da mesma forma, é bem conhecido que missões espaciais prolongadas e repouso prolongado no leito induzem alterações funcionais em muitos órgãos do corpo humano, incluindo modificações da função neuromuscular esquelética, devido à atividade reduzida do músculo de um astronauta no Espaço.

Pesquisas mostram que a saúde neurológica depende tanto dos sinais enviados pelos grandes músculos das pernas do corpo para o cérebro quanto das diretivas do cérebro para os músculos. De um modo grosseiro, se você não faz exercícios, seu cérebro pode dar tilt (e eu entregando a idade).

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Dissonância Cognitiva

Dissonância cognitiva é um termo criado pelo psicólogo comportamental Leon Festinger. A teoria da Dissonância Cognitiva procura explicar como a mente humana lida com situações de comportamento contraditório, e como nossa mente tenta apaziguar os dois princípios que se contradizem, de forma a nos deixar em paz conosco mesmo. O cérebro costuma buscar maneiras de encontrar coerência entre suas cognições. O indivíduo passa por um conflito no seu processo de tomada de decisão com situações que precisam ser tomadas ao mesmo tempo, mas são mutuamente contraditórias. Quando os elementos dissonantes são de igual relevância ou importantes para o indivíduo, o número de cognições inconsistentes determinará o tamanho da dissonância.

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Pesquisa faz cérebro achar que as próteses são tao naturais quanto o membro natural

ESTE ARTIGO É CONTRA-INDICADO A FILÓSOFOS QUE ACHAM QUE PRÓTESES SÃO EUGENIA

Nossos corpos são fantásticos mesmo nos menores movimentos. Se nosso cérebro fosse um computador, ele teria vários loops e sistemas recursivos para fazer movimentos simples, como o de uma pinça usando os dedos. Não apenas isso, mesmo no escuro, seu cérebro sabe onde cada membro está. Se você estiver num quarto escuro e fechar os olhos, se lhe disserem para juntar a ponta dos indicadores de cada mão sobre a cabeça, seu célbo se encontra lindamente. Se você, meu amigo, quiser ir urinar de noite, no escuro, não vai precisar ficar procurando o seu “amiguinho” (achar o vaso é outra história, o que fará a sua devotada cônjuge ter arroubos de loucura pelo chão todo molhado). O problema é que isso, apesar de parecer simples, é um problema para quem projeta próteses. O cérebro não as encontra direito. Mas isso parece mudar com uma nova tecnologia da Cleveland Clinic

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Um estetoscópio no cérebro para saber o que você tem na cabeça

No tempo da TV ao vivo, era um problema sério. Tudo tinha que ser resolvido na hora. Até mesmo as novelas eram ao vivo. Conta a Glória Menezes que ela tinha que dizer a fala dela olhando para a câmera, e a câmera ia se afastando. Era uma novela de época, e a Glória com aquele vestidão de direito. O problema é que o suporte da câmera engatou na armação do vestidão e à medida que a câmera ia recuando, a Glória Menezes teve que andar junto, ou ia cair no chão. E era AO VIVO! Já o finado ator Jaime Barcelos, durante um Tele Teatro (ao vivo, claro), numa cena que ele tinha que cair, o fez de mau jeito caiu e se machucou, quebrando a perna. Tiveram que retirá-lo de lá imediatamente. Então, pegaram um mané, o vestiram de médico, ele entrou, colocou o estetoscópio na cabeça do Jaime e vaticinou: “ele morreu, senhora”, removendo o ator dali e levando-o pro hospital.

Imagine se realmente desse para ouvir o que você tem dentro da cabeça. Sim, é bizarro o pensamento que podermos ouvir o que se passa lá dentro, mas nem é bem isso… quer dizer, até é, mas não no sentido de ouvir o que você anda pensando (nem queremos nos escandalizar tanto). Pesquisadores estão estudando as potencialidades de um estetoscópio cerebral. Ele não é como um estetoscópio per se, mas sim um algoritmo que traduz a atividade elétrica do cérebro em sons. E esses sons são traduzidos em ondas numa tela de comutador e podemos analisá-las. Mas calma, o artigo ainda não acabou!

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Pesquisa estuda como medicamentos opioides agem para não dependermos mais de medicamentos opioides

Ninguém quer sentir dor. Nem eu, nem você, nem o House. Tem horas que a dor é tanta que só apelando para opióides, analgésicos pancadões da mesma família que o ópio, com o mesmo inconveniente também. E ficar viciadão em analgésico opiáceo não é tão incomum assim. Seria legal se pudéssemos ter um analgésico boladão sem deixar você chapado e muito menos viciado na bagaça, né? Bem, pesquisadores do Reino Unido e do Japão identificaram como o sistema natural de analgésicos do cérebro poderia ser usado como uma possível alternativa aos opióides.

Péra, como assim “sistema natural de analgésicos do cérebro”?

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Tamanho e espessura fazem diferença, sim. Ao menos, no cérebro

Por definição, a epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos; em que, durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Em termos mais leigos, seu cérebro buga, as correntes elétricas e neuroquímicas começam a agir de forma mais esquisita do que quando a sua esposa viu o nome da Suellen no seu celular (sim, vai ter neurocientista querendo me pegar de porrada por esta comparação).

Vários fatores são causadores de epilesias (sim, tem mais de uma) e, agora, foi descoberto que ela também está associada a diferenças de espessura e volume na matéria cinzenta de várias regiões do cérebro.

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