O novo visual da Estação Espacial Internacional

O Espaço, a Fronteira Final. Aqui estamos nós, pobres mortais, navegando pelos éons do espaço-tempo, a bordo da maior “nave” jamais vista: nosso planeta.

A pesquisa do Cosmos não começou com a corrida espacial. Não começou com a observação do afastamento das galáxias e nem mesmo quando Galileu apontou seu telescópio para as estrelas. Ela começou quando o homem parou de acreditar em entidades mí(s)ticas e se questionou do que eram feitas as estrelas e ele, o primeiro cientista, fez a pergunta-chave: “Por quê?”

Nesse momento surgiu a Ciência, quando seres humanos pararam de aceitar qualquer abobrinha como resposta absoluta e buscou explicações que satisfizessem. A Estação Espacial Internacional (ISS) – depois de finalizada a missão STS-119, do ônibus espacial Discovery, quando foi instalado o seu último segmento central e o quarto conjunto de painéis solares – mostra-se bela e resplandescente, viajando por sobre o pálido ponto azul.

Uma das maiores conquistas do intelecto humano é a Estação Espacial Internacional. A foto que abre o artigo (cliquem para ampliar) foi tirada por tripulantes do Discovery (achei curioso saber que em Portugal eles o chamam de Vai-vém) logo depois da desacoplagem com a Estação. O aumento nas dimensões facilita a visualização da ISS a partir do solo, o que pode ser feito com pequenos telescópios. Assim, se você é um afortunado de possuir um telescópio, não perca a oportunidade e seja mais um investigador do Cosmos e deixe a sua vizinha tomar banho com privacidade.

Além da instalação do último segmento e dos painéis solares, a missão serviu também para testar um equipamento inédito de proteção planetária, que evitará que os astronautas levem microorganismos que poderiam contaminar as areias de Marte, em um futura missão que a NASA espera realizar por volta de 2030. Abaixo, vocês podem ver um vídeo da Estação em queda livre e não, NADA flutua no espaço e sim, lá TEM gravidade, nem que seja microgravidade.

Só uma verdadeira toupeira pode achar que ridiculos 6 bilhões de seres vivos que deram a sorte de poderem usar um controle remoto, vivendo num paneta na periferia de uma galáxia atirada com desleixo num canto qualquer do Universo são dignos de um plano especial qualquer. Somos muito pequenos e insignificantes, mesmo quando comparados a um planeta insignificante frente a vastidão dos bilhões e bilhões (a bênção, Tio Carl) de galáxias com bilhões e bilhões de estrelas em cada uma.

O vídeo original não tem som e eu não podia deixar de colocar o fundo musical do Vangelis, Heaven & Hell, tema da série Cosmos. Vi a belíssima postagem no 100Nexos, mas devo me desculpar com o Kentaro Mori por uma coisa: Eu detesto as músicas do Caetano Veloso, apesar de ter apreciado o poético e relevante texto escrito. Em comum, temos o fascínio pela beleza fria da natureza, indiferente às nossas paixões, fés, crenças, rezas ou facções políticas. O Universo não precisa de nós, nem hoje, nem ontem, nem nunca precisará.

2 comentários em “O novo visual da Estação Espacial Internacional

  1. Maginifico, a conquista que realmente fez a diferença na história do homem, pra mim a maior de todas, é sem duvida a viagem ao espaço. Adoro assuntos ligado a astronomia.

  2. Oh! Por que…eu digo, por que o hyperdrive é uma impossibilidade científica? Ah! Eu daria tudo pela chance de cruzar o cosmos, em um veículo pessoal elegante (como os caças espaciais dos Galxy Rangers, lembram?).

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