Pais toscos fazem dos seus filhos um bando de babacas

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O mundo da redominha de cristal está deixando nossos jovens cada vez mais idiotizados. Se já não bastava universitários levando mamãe e papai pra dar bronca no coordenador por causa de nota feia e mamãe imbecil proibindo seu filhotinho criado com leite-com-pêra de frequentar aulas de Ciência, pois pode dar dodói, agora os kerydinhos têm chiliques em aulas do curso de Direito. Por quê? Por causa de termos como “violar a Lei”. Eles devem achar que o bandido pega um exemplar do Código Penal, abre a braguilha e estupra o livro.

TRIGGER WARNING

Se você é um desses imbecis que se ofendem por qualquer coisa, foda-se! Vou escrever palavrão e chamar gente como você de retardado. E vai à merda antes que eu me esqueça!

A geração Tumblr que chama cosplay de Peter Pan de racista, por causa de um blackface (era a sombra) fica magoadinha por qualquer coisa. Por isso, sempre enchem o saco com o chamado Trigger Warning, um aviso de material que será sensível para os olhos dessas criaturinhas criadas pela avó.

Em 15 de dezembro de 2014, a professora de Direito Jeannie Suk, da prestigiosa Faculdade de Direito de Harvard, escreveu um artigo para da revista New Yorker sobre o ensino de leis específicas que abordam questões de violência sexual. Nesse artigo, ela abordava como houve uma mudança nos currículos universitários. De acordo com Suk, “até meados da década de oitenta, a Lei de Estupro não era ensinada nas faculdades de Direito, porque ela não foi considerado importante ou adequado para a pedagogia racional de salas de aula. As vítimas de estupro, na maioria das vezes as mulheres, eram vistas como testemunhas emocionalmente envolvidas, o que torna difícil determinar o que realmente aconteceu em um encontro privado”.

Entenderam? Não era abordado estupro, porque as vítimas não tinham como provar que foram estupradas, já que estavam emocionalmente envolvidas. E isso por causa de resquícios de uma lei imposta na Era do Bronze, em que se a mulher não gritasse alto o suficiente, era apenas uma lasciva ou adúltera ou ambos. Assim, pedras nela. Ainda bem que muito disso mudou. Só que não.

No século XXI, era de se esperar que estivéssemos mais abertos a discussões sobre violências de toda espécie, não apenas as sexuais, mas o que aconteceu foi que ONGs metidas as protetoras praticamente obrigaram os professores a a fazer vários avisos sobre o conteúdo, já que o pré-advogadinho pode dar de cara com algo violento, como mortes e estupros, já que canais de TV só passam filmes da Barbie e desenhos do Meu Querido Pônei.

Um professor de Harvard foi instado por um estudante para não usar o verbo “violar” em sala de aula, como em “Será que essa conduta viola a lei?” – Porque a palavra podia magoar o coraçãozinho daquele aluno imbecil que não sabe a diferença entre violar sexualmente, violar lacres, violar correspondência e violar leis. Para este energúmeno, “violar” é só meter o distinto órgão sexual masculino em qualquer coisa. Agora, eu terei que ficar vendo a minha correspondência, pois ela pode ter sido violada, sem camisinha. Cuidado quando vocês forem comprar suco em caixinha, o lacre pode ter sido rompido por alguém sem um local bem definido para enfiar o seu pipizinho.

Alguns alunos sugeriram mesmo que a lei o estupro não deve ser ensinado por causa de seu potencial em causar angústia nos floquinhos de neve. Eu sugiro que vocês leiam o artigo (está em inglês. Entre num cursinho, joguem no Google Translator, faça o que der).

Tudo machuca, tudo magoa.

O The Atlantic abordou o tema (aproveitado pelo João Pereira Coutinho) e mostrou como temos uma cambada de gente burra, estúpida, iletrada, retardada, imbecil, ignorante e totalmente idiota que se ofende até com obras literárias como O Grande Gatsby, sempre exigindo trigger warning. Curiosamente, ninguém pede trigger warning pra Bíblia. Seria algo como…

Fizeram crianças idiotas que não tomam decisões de nada, se tornam adolescentes que só pensam em hedonismo exacerbado, sem nenhuma preocupação, isto é, saem transando por aí a torto e a direito, sem ter nenhuma preocupação, nem mesmo lavando a cueca ou calcinha ou pegando um copo com água.

Uma vez vi um vídeo de uma palestra do Cortella em que ele diz que os pais criaram os filhos como se tudo lhes fosse devido. Se dão uma viagem para os EUA, na volta perguntam ao moleque o que ele achou e ele responde “normal”. “Normal”, porque na mentalidade do pivetão, o pai não fez nada mais que a obrigação, e ele, o garotinho leite-com-pêra, espera receber outra viagem para breve. É o direito dele, é dever dos pais. Como ousam não dar isso a ele, o Reizinho?

Superprotegem tanto, mas tanto, que essa geração de imbecis acham que tudo é lindo e maravilhoso como no filme da Noviça Rebelde. Aí, ao ouvir uma palavra feia, surtam. Papai e mamãe lhes protegeram os ouvidinhos. De onde vieram esses pais? De famílias imbecis, sendo que papai e mamãe eram dois inúteis que nunca tiveram que fazer nada. Se ferraram na vida e acham que o mundo não pode ser cruel, que leões não são carnívoros, zebrinhas andam saltitando pela Savana Africana e é amiguinha de leões, como no filme do Madagascar. Aí usam o expediente “não quero que meu filho passe o que passei”, sendo que não passou por nada, é apenas mais um pai retardado que quer que seu filho seja reverenciado pela humanidade. Apenas arrogância.

Isso acarreta em coisas idiotas, como gente reclamando que o vilão da novela era… ruim. Porque vilão tem que ser bonzinho. Vilão não pode cometer atos… vilanescos. Ele tem que ser ruim, mas não pode ser ruim. Tem que ser malvadinho.

Você pode até achar engraçado, mas pense quando precisar de um advogado, ele será incompetente, pois não estudou certas coisas na faculdade, pois as palavras o ofendiam, enquanto o advogado do seu oponente  terá cagado e andado para esta babaquice politicamente correta e fará do seu rábula carne moída para dar ao pitbull que tem em casa.

Adultos infantiloides que não assumem os erros. Sim, isso que é o caminho para o sucesso e desenvolvimento. E se você se ofendeu com meu artigo, foda-se, não lhe devo porra nenhuma, seu retardado!

Com amor,
André

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Sobre André Carvalho

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