Universitários Leite-com-pêra fazem mamãe ir na faculdade para reclamar

Eu preciso sempre esclarecer o óbvio. Instituições de ensino não estão preocupadas em ensinar e sim ganhar dinheiro. Se for privado, isso acaba ficando mais que evidente. Claro, isso gera certos absurdos. Uma vez um pai me questionou porque minhas provas estavam tão difíceis para, em seguida, outro questionar por que eram tão fáceis. Não se pode dar nota baixa, traumatiza. Não se pode corrigir com caneta vermelha, traumatiza. Não pode dar "bom dia" pro aluno, traumatiza. Até o trauma dele o deixa mais traumatizado.

Agora, como desgraça pouca é bobagem, caímos na Geração Ydiota, acostumada a mamãe e papai fazerem todas as vontades, fazendo seus progenitores irem em faculdades reclamar porque estão traumatizando seus filhotes.

A situação é tão insana que facurdadezinhas de merda acabam fazendo reuniões de pais depois da primeira prova, e acompanharem as notas através de boletins. Imaginem a situação. Papai e mamãe acompanhando um monte de barbados pra reuniãozinha.

De acordo com o coordenador de um curso de publicidade (Publicidade é Humanas, né?) a prática decorre da frequência com que estudante recorrem aos pais para reclamar de notas. O pior de tudo isso? A bosta dos pais vão! Sério, isso faz sentido? Mas, né? São instituições pagas, e cliente tem sempre razão, vocês sabem. O que vocês, leitores, acham que vai acontecer?

1) O coordenador sequer recebe os pais, já que ele é um cara ocupado e não pode perder tempo aturando gente mimizenta.

2) Recebe e dá esporro, mandando os pais tomarem vergonha na cara e aprenderem a criar seus filhos.

3) Tentam dialogar, fazendo-s perceber o quão errada é essa atitude.

4) Dizem "amém", chamam o professor e o ameaça de demissão se não passar o vagabundo que não estudou e só ficou enchendo os cornos de drogas lícitas e ilícitas.

O que é mais provável?

O troço é tão absurda e insanamente retardada que na ESPM de Vila Mariana – lugar pobre, de gente humilde, praticamente uma favela SQN – tem mãe que vai reclamar de reprovação em MBA (MBA é uma espécie de Pedagogia da Administração). E o cara, claro, recebe, ou recebe um pé n bunda da reitoria.

Até em entrevista de emprego pais vão. Eu JAMAIS receberia candidato a emprego que viesse com pai ou mãe para estar presente. É esse o funcionário que algum de vocês querem? Quando esse imbecil fizer besteira (e vai fazer!) e tomar o primeiro esporro federal do chefe, o que os pais vão fazer? Ir lá e tirar satisfações? Bem capaz.

Imaginem quando essa escória cair no mercado! Os serviços, a cada dia piores, se tornarão um inferno, ainda mais que o Brasil inventou conceitos únicos como fast food que demora a entregar a sua comida, consultas particulares com hora marcada mas que você tem que chegar e ficar esperando a boa vontade do cara, pois ele é muito "ocupado", e você é um babaca que sai do emprego na hora do almoço, tem que esperar horas e depois tentar convencer o seu chefe que a consulta com hora marcada é pior que o SUS.

Parabéns pessoal. Vocês não criaram filhos. Criaram um bando de inúteis. Mesmo porque, a fruta não cai longe do pé. Seu filho é um idiota, não conseguiu ser aprovado pelo vestibular, não passou no ENEM, só conseguindo entrar em Uniesquina na base de "pagou/passou". Depois, quando estivermos importando profissionais de outros países, reclamarão de gringos usurpando os empregos de nossos filhinhos snif snif.

E nós aqui aturando esta ralé mimizenta, trabalhando que nem a cara deles, para depois viverem as custas de seus pais tão retardados quanto o que defecaram no mundo.


Fonte: Folha

9 comentários em “Universitários Leite-com-pêra fazem mamãe ir na faculdade para reclamar

  1. Esse texto pareceu um pedaço da minha biografia.

    Aqui em Maceió, se instalou há alguns anos uma franquia chamada Universidade Tiradentes, onde eu tive a infelicidade de lecionar por um ano.

    Pasme, lá, após a correção de uma prova, os alunos assinam um documento atestando que CONCORDAM COM A NOTA QUE RECEBERAM. Fora isso, já ouvi reclamações de que os comandos de Java são em inglês, e presenciei um festival de whatsapp compartilhando respostas de exercícios em sala de aula.

    Foi demais pra mim.

  2. Imagina só a vergonha do sujeito, chegar acompanhado da mamãe na faculdade pra fazer reuniãozinha de pais e mestres, se fosse comigo eu não saberia nem onde enfiar a cara.
    Você citou aí no começo do texto esse negócio de que “dar nota baixa traumatiza”, por incrível que pareça existem pessoas que realmente acreditam nisso, um exemplo que eu dou é de algumas faculdades estaduais aqui em SP (em especial as regidas pelo Centro Paula Souza, as FATECs, que apesar não não terem fama, são boas, dependendo da unidade) e do processo seletivo para contratação de professores, o candidato é submetido a um concurso público como qualquer outro servidor estadual, a diferença é que ele deve ministrar uma aula demonstrativa(sei lá quem avalia a aula, creio que seja a reitoria/direção ou outros professores), caso essa aula esteja muito “difícil” para o nível dos alunos é ordenado ao futuro professor que “facilite” as coisas. Não preciso nem dizer que isso acaba fundendo com os cursos, pode ter certeza, sempre haverá um retardado para entrar em curso que ele nunca ouviu falar na vida, rebaixando o nível da faculdade, daí o sempre sensato Centro Paula Souza, autarquia de merda burocrática e imprestável que só serve de cabideiro para parente de político, tenta ajudar os doentes que entram em curso de TI sem saber mandar um e-mail, nivelando por baixo e capando a capacidade de ensino de professores que em algumas situações são os melhores em sua área, que poderiam ir muito além, mas os “hur dur” não deixam, minando a capacidade de uma instituição que poderia estar batendo de frente com outras de altíssimo nível, mas tal coisa não acontece só para não traumatizar os pobres atrasados.
    Fazer sucesso no Brasil é crime, não me lembro quem disse essa frase, mas cai como uma luva para essa situação.

  3. Eu digo e repito sempre, essa geração é a mais burra e com tendencias a piorar. A culpa é do governo? Claro, mas os pais são os maiores culpados pela perpetuação da burrice.

  4. Pqp. Esse texto foi pontualíssimo. Ontem mesmo estive conversando com uma professora que me disse que por perda de prazo não aceitou o deposito de um tcc e que o certo graduando em direito, insatisfeito, levou a mamãe até a faculdade para que ela arrumasse um jeito de a professora aceitar o tal deposito.
    Aí eu penso… Não sei o que é pior para um futuro advogado, perder prazo, não saber se defender ou contar tudo pra mamãe.

  5. Exatamente. Até porque, pelo menos na faculdade onde eu estudei, nenhum professor tinha pudor ou melindres para lascar um zero para o vagabundo.

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