Os melhores artigos de 2015

Bem, é fim-de-ano. Estou de férias, mas muita coisa boa foi escrita ao longo do ano, entre muitas insanidades e tranqueiras em geral. Foi um ano bom, como todos os anos. Normalmente tem sempre um chato implorado pro ano acabar, dizendo que foi uma merda, para em dezembro do ano que vem, dizerem a mesma coisa, e em 2017, 2018 etc. Fico pensando se a vida dessa gente não melhora. Deviam se matar logo, mas não é problema meu se gostam de sofrer.

Dada a quantidade de artigos postados, fica meio difícil encontrar um específico, entre artigos de opinião, divulgação científica ou algumas bobagens que escrevi só por diversão. Selecionei alguns desses para vocês relembrarem, ou mesmo lerem pela primeira vez. Divirtam-se, como eu me diverti escrevendo.

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Localizacionismo, fRMI e linguística gerativa: tudo a ver?

Os amiguinhos e amiguinhas leitores e leitoras já devem ter ouvido falar dos frenologistas, uns caras que no século XIX achavam que o cérebro era todo divididinho em partes especializadas em funções. Eles foram longe demais nessa hipótese e acabaram descaindo pra uma pseudociência que justificava todo tipo de desgraça e preconceito… Mas acabou que eles não estava de todo errados.

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Usando o Twitter para entender as pessoas. Ou tentar, ao menos

O Twitter é algo interessante. Criado para ser um microblog em que você postaria coisas da sua vida em, no máximo, 140 caracteres, virou um sistema de compartilhamento de notícias e bate-papo. Mais o segundo do que o primeiro. De acordo com a empresa do passarinho, são 316 milhões de usuários ativos, porque, como sabemos, só em informática e tráfico de drogas que se tem usuários. São 500 milhões de tweets diários, isso desde anúncios da Presidência da República até gente fazendo o favor de informar o que acontece quando peida.

É um fluxo de informação (e desinformação) imenso. Será que daria para fazer algo legal com isso? Bem, pesquisadores analisaram cerca de 20 milhões de tweets, de forma que possam (tentar) entender um pouco mais sobre as pessoas em situações daquilo que chamam de “mundo real”.

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Pequeno manual dos verbos

Esse post começou com eu desabafando no Twitter minha alegria em aprender a diferenciar duas classes de verbos bem parecidas. O André e o Cogita me pediram mais detalhes, mas não cabe em 140 caracteres…

Então vamos de Livro dos Porquês o/

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Pragmática: usando a linguagem no mundo real

Amiguinhos e amiguinhas!

Seguindo a nossa introdução aos estudos linguísticos, hoje vou falar de algo MUITO importante, mas que muito pouca gente leva a sério… O uso da língua.

Conhecer uma língua não é só conhecer as palavras (léxico), como pronunciá-las (fonética/fonologia), como combiná-las em frases (sintaxe). Você também precisa conhecer o uso da língua, no dia-a-dia. Essa é a parte mais difícil de se adquirir ou aprender uma língua (há diferenças, um dia eu explico).

Conhecer o uso de uma língua significa: saber usar as coisas no contexto certo, saber identificar contextos, saber usar expressões idiomáticas, gírias, arcaísmos, memes, tecnicismos… Ou seja, coisas que a gente não aprende nem na escola nem no dicionário nem na gramática, mas no dia-a-dia mesmo da interação social.

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Inscrições antigas elucidam sobre mudanças climáticas

A história humana se baseia no registro de histórias e histórias ("estória" com "e" é neologismo inventado por Guimarães Rosa. O certo é "História" em ambos os casos). Desde cedo relatamos detalhes de nossa vida, de nosso mundo ao redor, de nosso universo, mesmo que esse universo seja medido em alguns metros. Esses contos de um passado longínquo nos faz aprender muito, como é o caso das pinturas rupestres encontradas em uma caverna na China, com inscrições únicas que nos fazem saber muita coisa. Até sobre mudanças climáticas.

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O que é mumificação

Soldados! Aqui, 4000 anos de história vos contemplam. Aqui, tesouros vos aguardam! Não o tolo ouro, cujo valor varia de sociedade para sociedade. O principal tesouro é a cultura, a Ciência, os segredos escondidos aqui, mas conservados nelas, nas múmias.

O que são, como se formam? Quais os mistérios que a Química pode revelar no estudo das múmias? Egiptologia? Não, eles não foram os únicos a desenvolver técnicas de mumificação,

Mas que é essa mumificação? Por que as sociedades mumificavam? Quem eram essas pessoas? Vistam seus jalecos e coloquem um fedora. Corram pra biblioteca e abram o LIVRO DOS PORQUÊS.

Linguagem materna tem forte efeito sobre as habilidades cognitivas dos filhos

Nada melhor do que pais para deixar as crianças (as suas próprias) traumatizadas. Claro que não é só isso; o reforço pode ser positivo também, e a forma com que nós falamos com nossos filhos influencia em muita coisa, principalmente nas habilidades sociais deles (normalmente, sempre associamos para o pior lado).

Em recente pesquisa, evidências mostraram como a linguagem utilizada pelos pais para conversar com seus bebês influenciam-os até bem mais tarde.

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Manual Básico do Debate

O debate é uma das maiores conquistas dos seres humanos. Nós aprendemos a dialogar, aprendemos a expor ideias e compartilhá-las. É dessa troca, dessa interação que descobrimos muitas coisas. O problema é que isso é lindo no papel (ou numa postagem de blog), mas as pessoas tendem a ser tirânicas com relação à opinião alheia.

Volta e meia me perguntam como abordar um tema num debate, como atacar o oponente, como expor suas ideias. Eu normalmente não respondo este tipo de pedido, porque, filhos, quem entra na chuva é para se queimar (MATHEUS, V.). Se você não tem condições, pense duas vezes. Mas isso não impede de eu dar dicas básicas. Não será um compêndio total e profundo de coo debater pela Internet, mas ajudará bastante.

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R.I.P. Educação Brasileira e seu politicamente correto

O mundo está mudando. Eu posso sentir no ar, eu posso sentir na água; e quando o Sinistro Inimigo do Mundo se ergue da fortaleza de Barad-Dhûr, o chão treme. Os elfos estremecem, os homens mortais, fadados ao eterno sono, sentem um vento pesado e pútrido. Os anões resolvem se embrenhar nas profundezas da terra e orcs proliferam, montados em wargs. Os Homens do Oeste não estão sendo páreo para o alastre de trolls à toa. Alguns deles estão saindo até à luz do dia. Os ishtari mandaram uma mensagem para Manwë, na terra de Arda, mas ele está choroso. Eru, o único – que na língua dos eldar é Ilúvatar –, mostra sua ira e decreta que já está na hora de desfazer tudo o que Melkor aprontou.

E tudo isso porque a droga de um "prefessor" resolveu ser babaca e assassinou a Língua Portuguesa. SHAME ON YOU!!!!

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