O fim magnífico de uma relíquia espacial

Na década de 1960, a NASA estava estudando a atmosfera terrestre. Para isso, criou o programa Observatório Geofísico Orbital (Orbiting Geophysical Observatory – OGO). Foram seis satélites lançados pelos Estados Unidos. OGO-1 foi lançado em 4 de setembro de 1964; OGO-2, em 14 de outubro de 196; OGO-3, em 7 de junho de 1966; OGO-4, em 28 de julho de 1967; OGO-5, em 4 de março de 1968 e OGO 6-foi lançado em 5 de junho de 1969.

Todos eles já tinham terminado seu serviço há muito, muito tempo. Todos caíram e viraram caquinha na atmosfera terrestre. Todos, menos o OGO-1, que teve seu fim glorioso em 29 de agosto último, devidamente registrado.

OGO-1 tinha 487 kg e estava em órbita equatorial, estudando as interações entre a Terra e o Sol, tendo 20 instrumentos para coleta de dados. Oficialmente, sua missão se encerrou em 1971, mas OGO-1 estava lá em cima, a zelar por nós, como uma incrível prova que o engenho humano faz maravilhas no tempo dos computadores que ocupavam andares inteiros e, diz a lenda, alguns eram capazes de rodar Crysis com tudo no máximo.

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OGO-1 estava meio esquecido, até que o pessoal do Catalina Sky Survey, da Universidade do Arizona, o avistou em 25 de agosto enquanto procurava asteroides que pudessem impactar a Terra. Os pesquisadores investigaram e descobriram que não era um asteroide, mas sim o OGO-1. AH, QUE EMOÇÃO! Uma peça de tecnologia antiga e respeitável de seu tempo, ela qual merece veneração pelo que representa.

A comunidade PYF Spotters no Facebook normalmente gasta sua energia filmando aviões, mas foi capaz de capturar um vídeo do OGO-1 entrando na atmosfera terrestre, incinerando-se num brilhante céu azul, desintegrando-se em inúmeros pedaços.

Um fim digno e uma incineração honrosa numa pira que não deve nada aos grandes guerreiros. Que as duas moedas colocadas sobre ele sob a forma de ciência e tecnologia tenham sido suficientes para Caronte, o barqueiro, conduzir OGO-1 aos Campos Elísios da aventura espacial.


Fonte:  CNet

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