Os 101 magníficos gêiseres de Enceladus

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Enceladus é uma das minhas luas favoritas, mesmo não sendo uma lua e sim um satélite natural. Mas ele é um satélite tão natural para mim, que eu o vejo como um primo de nossa querida Lua (veja o que já escrevi sobre Enceladus). A sonda Cassini-Huygens chegou em Enceladus em 2004, e nos trouxe muitas imagens. Dentre elas, vários gêiseres, que nem aqueles que víamos no desenho do Zé Colmeia, nem que seja em alguma reprise.

Cientistas, no uso de suas atribuições, contaram quantos gêiseres Enceladus tem. A resposta? 101, mas você quer saber mais, não é? Claro que quer!

A sonda Cassini fotografou pela primeira vez os gêiseres em erupção a partir de quatro fraturas na sua crosta, coberta de gelo.

Usando dados da missão Cassini, cientistas identificaram 101 gêiseres distintos em erupção em Enceladus ou seja, aquela linda bola de gelo está lá, cheia de água por debaixo da sua crosta, sendo forçada a sair pelas poderosas forças gravitacionais que Saturno exerce, amassando Enceladus como massinha de modelar, o que aquece seu núcleo, aumentando a temperatura e pressão da água, fazendo-a buscar por lugares para sair, nem que a própria água provoque ruptura no gelo.

Entretanto, alguns pesquisadores defendem que os gêiseres fazem o percurso e só explodem na coluna de líquido por fraturas que já existem, não que eles efetivamente as produzam. Os pesquisadores d NASA compararam as localizações dos recém mapeados 101 gêiseres com dados de precisão obtidos em 2010, e determinaram que cada erupção está associada a um hot spot de medição apenas algumas dezenas de metros de diâmetro, pequeno demais para ser gerado por fraturas se "esfregando mutuamente" por obra e graça das forças gravitacionais de Saturno.


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De acordo com a drª Carolyn Porco, líder da equipe de imagens da Cassini no Instituto de Ciência Espacial em Boulder, Colorado, o calor da fricção não estava causando os gêiseres, muito pelo contrário. Os gêiseres é que aqueciam a região por onde passavam

A pesquisa foi publicada no periódico Astronomical Journal. É uma visão diferente do que se achava até agora. Ciência não se baseia em só porque um falou, será verdade eterna.

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Sobre André Carvalho

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