Um mergulho nos anéis de Saturno, audaciosamente indo aonde nenhum documentário jamais esteve

Eu não sei vocês, mas desde criança eu me imaginei viajando pelo Espaço numa nave. Dar um rolê pelo Sistema Solar, dá tchauzinho pra Marte, passar (com cuidado) por Júpiter, até chegar nele, o Senhor dos Anéis: Saturno. Pensem nas inúmeras voltinhas que a sonda Cassini deu ao orbitar Saturno, mergulhar nos seus anéis de poeira, rocha e gelo, e examinar seus satélites.

Algumas das primeiras imagens da Cassini foram digitalmente ajustadas, cortadas e compiladas num magnífico vídeo, que faz parte de um projeto de filme IMAX em desenvolvimento maior chamado In Saturn’s Rings. Na sequência final, Saturno aparece cada vez maior ao se aproximar, enquanto Titan volita, preso no campo gravitacional do planetão. Com Saturno girando ao fundo, Cassini é retratada sobrevoando Mimas, com a grande Cratera Herschel claramente visível.

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Saturno e sua cuca quente

Saturno está um tantinho longe. Do Sol até lá são cerca de 1.429.400.000 km ou 11.911.666.666 campos de futebol, ou uma hora de viagem numa Uno com escada. Por estar muito longe, você pensa que lá é muito frio. E é, mas as camadas superiores na atmosfera de Saturno e outros gigantes gasosos são quentes, assim como as da Terra. Claro, tem um pequeno diferencial: exatamente a distância; logo, não deveria ser tão quente assim. Então por que é?

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Esta é a Cassini passando por Saturno

Depois de 7 anos perscrutando o Senhor dos Anéis de nosso Sistema Solar, o combustível da Cassini está acabando. Para impedir que ela caísse num dos satélites naturais de Saturno, que podem abrigar vida e contaminando-os com algo da Terra, a Cassini foi atirada em direção a Saturno.

As imagens são fantásticas e aqui você poderá ver o Grand Finale de uma grande sonda que muitas informações nos trouxe de Saturno e seu séquito.

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A Última Missão da Sonda Cassini-Huygens

A Missão Cassini-Huygens foi lançada em 15 de outubro de 1997, e agora sua missão está chegando ao fim. Enquanto a sonda Huygens beijou Saturno, a Cassini ficou lá em cima, passando por anéis e fotografando e filmando tudo o que podia. Cada imagem é uma poesia à parte. Mas tudo tem que terminar um dia.

Depois de 7 anos perscrutando o Senhor dos Anéis de nosso Sistema Solar, o combustível da Cassini está acabando. Seria simples deixá-la se esborrachar de qualquer jeito, mas não pode ser assim, não seria justo. Não seria digno.

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As nuvens e a neve feitas de metano na atmosfera de Titã

A poderosa Titã, quieta sobre as absurdas forças gravitacionais do planeta anelado, é um dos vários mistérios do Sistema Sartuniano. Já falamos sobre a possibilidade de ter Vida lá (ou, pelo menos, condições favoráveis a isso), também falamos sobre a topografia de Titã e estudos sobre a força gravitacional do satélite titânico. Hoje, veremos sobre as magníficas nuvens de metano, com o referido hidrocarboneto cristalizado como neve, suspensos na atmosfera de lá.

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Os mais interiores (e úmidos) segredos de Mimas

Mimas, o gigante filho de Gaia criado do sangue de Urano (ver Teogonia de Hesíodo) depois que este foi castrado foi morto por Hefesto, de acordo com Apolodoro. Hoje, Mimas não é muito mais que uma bola esquecida nos confins do Sistema Solar. Ao menos, esquecida por vocês, que sequer sabem de qual planeta ele é satélite se eu não disser (Saturno).

Mimas não passa desapercebida pelos astrônomos de hoje ou do passado. Nossos aparelhos estão apontados para ela e nos perguntamos porque ele é do jeito que ele é. O que tem ali embaixo. Talvez, a resposta venha surpreender (ou talvez, não).

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Os 101 magníficos gêiseres de Enceladus

Enceladus é uma das minhas luas favoritas, mesmo não sendo uma lua e sim um satélite natural. Mas ele é um satélite tão natural para mim, que eu o vejo como um primo de nossa querida Lua (veja o que já escrevi sobre Enceladus). A sonda Cassini-Huygens chegou em Enceladus em 2004, e nos trouxe muitas imagens. Dentre elas, vários gêiseres, que nem aqueles que víamos no desenho do Zé Colmeia, nem que seja em alguma reprise.

Cientistas, no uso de suas atribuições, contaram quantos gêiseres Enceladus tem. A resposta? 101, mas você quer saber mais, não é? Claro que quer!

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Os estranhos mares de Titã

O Senhor dos Céus contempla o infinito e além. Ainda que não seja tão poderoso quando o mais poderoso dos Deus, Saturno está tranquilo em seu leito etéreo, nas vastidões do Sistema Solar. Em volta dele, seus fiéis vassalos aguardam seu comando e o mais poderoso desses vassalos é o maior satélite de Saturno, mas ainda inferior a Ganimedes, o maior satélite do Sistema Solar, vassalo de Júpiter.

O que vemos a seguir é o fantástico terreno de Titã, com lagos de puro metano em estado líquido, ventos soprando etc.É um mundo em si mesmo.

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O lado negro do Senhor dos Anéis

Eu sempre digo que a Ciência os tirou da barbárie. Ela não só estuda os fenômenos da Natureza, como tenta entendê-los e reproduzi-los. Para tanto, a observação é essencial. Nossos antepassados contemplavam o céu e astrônomos do passado tentaram entendê-lo e explicá-lo, mediante a tecnologia que dispunham na época. Hoje, desfrutamos esse mesmo deslumbramento com nossa atual tecnologia, que astrônomos do futuro balançarão a cabeça e se perguntarão como conseguimos ver algo no céu.

A sonda Cassini estuda ele, o Senhor dos Anéis. Saturno não tem segredos para ela, e a cada dia mais imagens fantásticas chegam até nós.

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Sonda Cassini estuda a atividade das nuvens da lua Titã

A monitoração contínua da atmosfera de Titã pela missão Cassini, que vem explorando o sistema saturniano desde Julho de 2004, está começando a revelar alterações sazonais na circulação atmosférica e desprendimento nova luz sobre a climatologia globais da maior lua de Saturno e a segunda maior de todo o sistema solar, depois de Ganimedes.

Em um estudo publicado na Nature, cientistas planetários examinaram mais de 10.000 imagens capturadas pelo espectrômetro de mapeamaneto de luz visível e infra-vermelho, a bordo da Cassini, realizadas entre julho de 2004 e dezembro de 2007. O estudo foi conduzido por uma equipe internacional liderada por Sebastien Rodriguez, da Universidade de Nantes, na França. Alguns eventos individuais, incluindo a chuva, tem sido relatados anteriormente, mas o novo relatório é a primeira vez em que a climatologia global de Titã foi examinada com o objetivo de identificar mudanças de estações na atmosfera de Titã. É o tipo de estudo, que é ativado pela vasta quantidade de dados observacionais que a nave espacial tem acumulado ao longo dos anos. Continuar lendo “Sonda Cassini estuda a atividade das nuvens da lua Titã”