Iapetus: o satélite esquisitão de Saturno

Iapetus (eu me recuso a chamar de Japeto) é o terceiro maior satélite natural de Saturno. Ele (Iapetus, não Saturno) possui diâmetro de 1.471,2 quilômetros e um período orbital de 79,32 dias, e cuja distância até seu planetão controlador é de 3.564.300 km. Para você ter uma ideia, nossa Lua tem diâmetro de 3.474,8 km e está a uma distância de 384.400 km.

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Explorando o Sistema Solar

A aventura humana começou há muito, muito tempo. Ela continua até hoje, pois se oceanos não nos impediram de chegar em novas terras, novos mundos, não será o vazio do Espaço que irá nos impedir.

O espaço está lá nos aguardando e há muito o que se visitar, muito o que explorar e muito o que se descobrir. Primeiro foi o quintal de casa, depois, outros lugares além do Mar Vermelho, depois, outros continentes. Já fomos à Lua e a próxima parada é Marte. Próxima, mas não última.

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O que sabemos sobre Enceladus?

Enceladus é o incrível mundo gelado do sistema de Saturno. Seus mistérios ainda estão sendo descobertos aos poucos, mas já sabemos muito sobre ele; mesmo porque, uma mísera informação a mais já é muito mais do que se sabia até então. Sua brilhante superfície reflexiva feita de gelo e metano em forma sólida o faz o astro mais brilhante se só levarmos em conta os corpos sem luz própria.

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Os polos agitados de Enceladus

Enceladus é uma das maravilhas do mundo saturniano. Ela foi descoberto em 28 de agosto de 1789 perlo astrônomo William Herschel, sendo um dos astros mais refletivos do Sistema Solar, embora seja muito pequeno: cerca de 400 km de diâmetro, enquanto o diâmetro equatorial da Lua (a “nossa” lua) possui mais de 3.400 km de diâmetro. Em 1980, quando a Voyager passou por Enceladus, foram tiradas algumas fotografias, onde via-se um satélite com muitas crateras em seu hemisfério norte, mas poucas crateras no hemisfério sul. Enceladus possui muitos gêiseres, e ao expulsar a água quente em alta pressão, se congela no meio frio do Espaço. Parte deste gelo é atraído de volta a Enceladus e outra parte foge do campo gravitacional do satélite.

Não apenas isso, Saturno é 95 vezes mais massivo que a Terra, e a órbita ao redor do Senhor dos Anéis é de insanas 33 horas, uma hora mais lenta que uma Uno com Escada faria, mas ainda assim é um valor absurdo. Quando a sonda Cassini-Huygens passou por Enceladus, tirou fotos de uma área no hemisfério Sul que recebeu o nome de “Garras de Tigre”: quatro fendas paralelas, semelhantes às falhas geológicas que separam as placas continentais, como acontece no limite entre a placa das Américas e a da Europa. À medida que Enceladus orbita Saturno, é amassada que nem massa de pão pelas titânic… saturnânicas forças gravitacionais do planetão. É isso que promove o calor no interior do satélite.

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Um mergulho nos anéis de Saturno, audaciosamente indo aonde nenhum documentário jamais esteve

Eu não sei vocês, mas desde criança eu me imaginei viajando pelo Espaço numa nave. Dar um rolê pelo Sistema Solar, dá tchauzinho pra Marte, passar (com cuidado) por Júpiter, até chegar nele, o Senhor dos Anéis: Saturno. Pensem nas inúmeras voltinhas que a sonda Cassini deu ao orbitar Saturno, mergulhar nos seus anéis de poeira, rocha e gelo, e examinar seus satélites.

Algumas das primeiras imagens da Cassini foram digitalmente ajustadas, cortadas e compiladas num magnífico vídeo, que faz parte de um projeto de filme IMAX em desenvolvimento maior chamado In Saturn’s Rings. Na sequência final, Saturno aparece cada vez maior ao se aproximar, enquanto Titan volita, preso no campo gravitacional do planetão. Com Saturno girando ao fundo, Cassini é retratada sobrevoando Mimas, com a grande Cratera Herschel claramente visível.

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Saturno e sua cuca quente

Saturno está um tantinho longe. Do Sol até lá são cerca de 1.429.400.000 km ou 11.911.666.666 campos de futebol, ou uma hora de viagem numa Uno com escada. Por estar muito longe, você pensa que lá é muito frio. E é, mas as camadas superiores na atmosfera de Saturno e outros gigantes gasosos são quentes, assim como as da Terra. Claro, tem um pequeno diferencial: exatamente a distância; logo, não deveria ser tão quente assim. Então por que é?

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As novas imagens de Saturno trazidas pelo Hubble

Saturno é o Senhor dos Céus. Um magnífico, enormemente gigante e maravilhoso planeta. Seus anéis e satélites são um sistema à parte e estudar Saturno é entender como o próprio Sistema Solar se formou e atua.

O Hubble está meio velhinho, mas sábio e enxergando como nunca. Ele a todo momento nos traz coisas que não tínhamos visto antes. É preciso uma confluência de geometria, óptica e sorte, também. Quando essas três componentes estão em sintonia, acontece do magnífico telescópio trazer até nós novas e incríveis imagens.

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Os segredos ocultos de Titã para formação da vida

Em 2014, eu postei sobre uma teoria que os mares de Titã, o maior satélite natural de Saturno, poderia abrigar vida. longe das maluquices do Daniken, não estamos falando de civilizações avançadas, apenas proteínas que tivessem capacidade de autorreplicação. Isso seria vida, por certo, ou bem o início dela. Titã tem uma atmosfera que é predominantemente nitrogênio (95%) e metano, além de outros pouquíssimos gases

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Esta é a Cassini passando por Saturno

Depois de 7 anos perscrutando o Senhor dos Anéis de nosso Sistema Solar, o combustível da Cassini está acabando. Para impedir que ela caísse num dos satélites naturais de Saturno, que podem abrigar vida e contaminando-os com algo da Terra, a Cassini foi atirada em direção a Saturno.

As imagens são fantásticas e aqui você poderá ver o Grand Finale de uma grande sonda que muitas informações nos trouxe de Saturno e seu séquito.

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A incrível usina termoquímica de Enceladus

Opa, novas informações divulgadas sobre as descobertas da sonda Cassini a respeito do satélite Enceladus e do Hubble a respeito de Europa, o satélite de Júpiter, não o continente. Muitos já estão especulando sobre a possibilidade de haver vida ou, pelo menos, condições capazes de sustentar o surgimento de qualquer ser vivo, ainda que tosco. Serio mesmo que isso foi o que descobriram?

Dica: Não.

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