Cientistas do século XVI já usavam Facebook antes de existir Facebook

Quanto mais jovens somos, mais temos a impressão que o mundo surgiu como é do nada, PUF! Quanto mais jovens somos, mais achamos que o pessoal da Terra ovem está errado: O mundo NÃO TEM 6000 anos e sim a nossa própria idade. É divertidíssimo ver a expressão de crianças e adolescentes ao lhes dizer que o Homem foi à Lua com um computador no módulo inferior ao meu relógio de pulso e que os modernos smartphones de hoje superam e muito os primeiros aparelhos de ultrassonografia. Muitos conceitos que temos hoje á eram conhecidos (e usados) pelos mais antigos, bem antigos. Enquanto Arthur Clarke já tinha imaginado a Internet, Isaac Asimov idealizara a Wikipédia e Ray Bradbury previra o Brasil. Então, você pensa que, sim, podemos ser criativos e idealizar coisas novas, como redes sociais, mas estudantes do século XVI já tinham a sua própria e nem mesmo o conceito de nickname é novo.

Estamos na época da Renascença. Um período onde o saber começa a despertar, as pessoas querem saber mais e estudar mais… claro, se fossem filhas de gente rica, muito rica, pois pobre tinha mesmo é que se ferrar nos campos e pagar impostos caros bagarai, a fim de sustentar o luxo dos comerciantes. Como ainda não chegamos no Iluminismo e muito menos na Revolução Francesa, com a nobreza perdendo noites de sono (juntamente com a cabeça) por causa do povão, nos contentamos em informar que apenas os mais abastados tinham condições de irem para a Universidade, já que não havia ENEM, ProUni nem governos populistas. Como cada qual se junta ao seu igual (e todos os ricaços são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros), jovens estudantes das academias italianas começaram a se reunir em grupinhos e estabelecer vínculos sociais, usando códigos e nomes que só eles usavam e que hoje nada mais são que os nicknames ou “apelidos”, tão comuns no ICQ, MSN, Orkut, Facebook etc.

O mais interessante é que a descoberta que estudantes do século XVI já eram animais sociais mais organizados foi feita por várias instituições como a Royal Holloway, a Universidade de Londres, a Biblioteca Britânica e a Universidade de Reading, consumindo uma verba de 1,13 milhão de libras (cerca de 3.699.281 reais pela cotação de hoje). Aqui raciona-se até litro de álcool. Viver em país de primeiro mundo é outra coisa. Desde tempos d’antanho que os estudantes gastavam horas em redes sociais antes disso ser cool.

Os pesquisadores ficaram surpresos ao perceber o quão semelhante as atividades desses estudiosos dos séculos XVI e XVII eram com a sociedade de hoje, o que mostra o quão idiotas eles são, já que a criação de grupos sociais e a elitização deles, na melhor estirpe “nós e eles” acompanha a humanidade desde que o mundo é mundo. Não há nada de muito excepcional nisso. Pessoas se unem em grupos, milícias, partidos políticos e até fundam religiões baseando-se unicamente em ideias e pensamentos semelhantes. Usar códigos ou identidades próprias não é algo novo e o Homem não ficou brilhante de uma hora para outra, salvo os manés que acreditam em alienígenas do passado ou outras maluquices desse gênero. Entretanto, parece que 90% das pessoas não sabem disso e não conseguem chegar no raciocínio simples sem que ninguém as conte, e isso é ruim e é por isso que verbas são gastas nisso.

O que eu acho realmente legal é saber que Galileu e outros “gênios” não eram tão geniais assim. Eram pessoas como nós, que pensavam e tinham ideias. A diferença é que canalizavam suas ideias para algo produtivo. Qual foi a magnífica ideia que VOCÊ, leitor, teve hoje? Além de postar aquelas suas fotos mal-tiradas e de mau-gosto, como você usaria a sua rede social favorita para fins, digamos, realmente úteis? Eu sei a resposta enquanto você não irá querer saber e vai fechar este artigo e não se tocar do desperdício. Os renascentistas não eram geniais, simplesmente não perdiam tempo em coisas banais, apenas. Já a massa ignorante sempre se ferrou por não ter acesso, diferente de hoje, mas insistem em ser o que são.

É… acho que os renascentistas eram especiais, mesmo.


Fonte: Vi hoje no Science Daily, mas eles publicaram isso com 7 meses de atraso em relação à Royal Holloway. As comunicações no século XVI também eram melhores.

Um comentário em “Cientistas do século XVI já usavam Facebook antes de existir Facebook

  1. A maçonaria que o diga!!!

    Mas entendo ser puro anacronismo comparar as redes sociais virtuais com as sociedades secretas, ou qualquer coisa parecida, dos séculos XVI e XVII (XVIII, XIX, inclusos). Sem contar o tempo que se perdia naquelas épocas para um simples “chat”….

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