A IA que vai ensinar seus filhos… e apagar o que eles realmente precisam aprender

Uma criança de onze anos senta-se à mesa depois da escola. Abre o notebook, digita o enunciado da redação ou do problema de matemática no ChatGPT, no Gemini, no Claude ou, na falta de coisa melhor, no tosco do Copilot. O robozinho cospe o resultado e o estudante feliz copia a resposta, troca duas ou três palavras para “parecer dela” (ou nem isso) e chuta pra frente. O professor, quando muito, passa o texto por um detector de IA, e o ciclo se fecha. A nota sai, todo mundo está satisfeito e ninguém pergunta se a criança aprendeu alguma coisa além de formular um prompt decente. Questionar é algo visto como perigoso, danoso e odioso em várias fases da História da Humanidade.

É exatamente nesse momento, quieto e doméstico, que o Apocalipse Tecnológico Moderno deixa de ser abstração e se instala dentro da própria formação cognitiva da próxima geração. Não com explosões nem com robôs assassinos. Com algo muito mais eficiente: a substituição sistemática do esforço intelectual por respostas prontas, personalizadas e sem atrito. Continuar lendo “A IA que vai ensinar seus filhos… e apagar o que eles realmente precisam aprender”

CHOQUE DO DIA: Descobriram que aprovar alunos automaticamente faz reprovação despencar

Eu fico feliz em morar num país que finalmente resolveu sua crise educacional. Não foi necessário aumentar o salário dos professores, reduzir o número de alunos por turma, construir escolas em tempo integral, criar programas de recuperação de aprendizagem nem qualquer outra medida daquele tipo: cara, demorada e constrangedoramente trabalhosa. A solução foi muito mais elegante, e tem aquela beleza cristalina das ideias que parecem óbvias depois que alguém as enuncia: se os indicadores educacionais estão ruins, muda-se a forma de produzi-los. O problema some, os gráficos melhoram e todo mundo vai para casa feliz, inclusive o aluno que não sabe fração.

Vendo ser aprovada a burrice institucionalizada coo projeto de governo, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Professor passa a ter direito a remuneração caso ele trabalhe no recreio. Pikachus ficam surpresos

A última decisão do STF diz respeito a professores e o tempo que, supostamente, seria o intervalo entre as aulas, mais conhecida como “recreio”. Segundo a decisão, o recreio integra jornada de professores, ou seja, o tempo que professor fica no recreio tomando conta de aluno vai ser considerado hora trabalhada e, portanto, remunerada.

O caso chegou ao STF por meio de um recurso protocolado pela Associação Brasileira das Mantenedoras de Faculdades. A entidade questiona decisões do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre a questão. E aqui começa o artigo, quando as pessoas não tem a menor ideia do que é a jornada de professores.

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Próxima lei esperta: Nada de eletrônicos nas escolas, nenhum deles

A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou hoje mais um projeto babaca entre tantos projetos babacas: tá proibido o uso de aparelhos eletrônicos nas escolas públicas e privadas. O PL 104/2015 (sim, 2015! Como as coisas são rápidas) já foi encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Eu achei muito legal isso, ainda mais pela generalidade da coisa. Aparelhos eletrônicos portáteis. Isso vai desde um notebook até um radinho de pilha de camelô. Vai ser muito eficiente, sim senhor!

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Escola decide que alunos presos aos estudos não precisam ir ao banheiro

Ser professor é complicado, já que além de dar aula ainda tem que administrar coisas muito importantes como ida ao banheiro; ainda mais com alunos indecisos que não sabem se o que colocam no banheiro é o mesmo que colocam na prova. Entretanto, muitas instituições resolvem isso de maneira prática. Por exemplo, a Foxford Community School, sempre na vanguarda da inovação educacional, pensou numa solução tão elegante para problemas em tempos mais civilizados: Instalar jaulas de metal ao redor dos banheiros para impedir os alunos irem até lá. Genial!

Fazendo o número 2 e se deslocando, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Escola decide que alunos presos aos estudos não precisam ir ao banheiro”

Município americano determinou que pra educar um tapinha não dói. Nem dois, nem três…

The Good Ol’ Days. Aquela época dourada, magnífica e estupenda, quando a Educação era de primeira linha. Agora, estamos com decadência educacional, quando os valores e pedagogias antigas foram esquecidas. Mas, não senhor! Uma cidadezinha do Missouri vai voltar com a boa e velha prática educacional: Meter a palmatória no lombo dos moleques.

Batendo a verdade na cara de todo mundo, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Educação financeira para crianças. Não é brinquedo, não

Há uma modinha agora que a solução para tudo que há de errado no mundo é aulinha de educação financeira para crianças. Sim, aquelas crianças que têm aula de Português e Matemática, mas somos um país de analfabetos nas duas disciplinas segundo mostra seguidamente o PISA. Isso será voltado para crianças filhas de investidores que estão muito ocupados para ensinar algo pros filhos. Continuar lendo “Educação financeira para crianças. Não é brinquedo, não”

O modelo de ensino tradicional que forjou um império

Quando a gente fala “escola”, imediatamente se pensa em lousa, cadernos, anotações e professor corrigindo tarefa. Bem, não é muito diferente ao longo dos séculos, com alunos escrevendo as tarefas e os professores corrigindo usando TCHARAAAAAAAAAAN tinta vermelha.

Pedagogas chorando copiosamente agora. Continuar lendo “O modelo de ensino tradicional que forjou um império”

Professor real no cenário virtual

Dar aula em tempos de coronga está uma aventura, ainda mais se for no brasil, com as escolas voltando a funcionar e teremos lindas criancinhas corongadas compartilhando o melhor de si. Alguns lugares acharam que não valia o risco, mas também pensaram que seria de boa medida que o professor gravasse as suas aulas nas salas, propriamente ditas. Obviamente, nem todo lugar é retardado como o Brasil, então, procuraram uma solução pro professor estar na sala de aula sem realmente estar na sala de aula.

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Pesquisa aponta por que professor rala peito da educação em tempos de COVID-19

Com a pandemia e o Coronga à solta, um grupo que tem sido impactado é os professores. Alguns imbecis, idiotas e acéfalos que fazem muito, mas não mais que traduzir trabalho dos outros acham que é OK liberar os colégios no meio de uma pandemia, e só não o fazem porque professor tem sindicato. Sim, aquele sindicato que nunca consegue um dissídio que seja minimamente próximo da inflação (oficial. A inflação real a gente nem menciona mais).

Isso está acarretando vários professores largando o trabalho (lá fora. Aqui, pessoal está mendigando emprego). A pergunta é: por quê? É o que uma pesquisa procura responder e entender as razões pelas quais os professores deixam a profissão em tempos de COVID-19.

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