Pesquisadores criam robô cheio de pernas para entrar em você e levar coisinhas que você precisa

Volta e meia alguém aparece com um robô novo. Não-raro, eles são bioinspirados, o que faz muito sentido, já que a Seleção Natural vem testando os formatos que funcionam, descartando os seres vivos que não dispõem de formas capazes a garantir a sua sobrevivência. Alguns projetos são de robôs-cobra, outros de robô-peixe e até robô-dinossauro. Poucos exploram um formato de artrópodes, ainda mais quando eles possuem muitas pernas. Nisso, a City University os Hong Kong (doravante chamada de CityU) promete ser diferente ccom oque eu chamo de robô-lacraia (vai, robô-lacraia! vai, robô-lacraia!)

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Apple disse que o novo iWatch vem com um ECG. Mas o que ela não nos disse?


Nesta casa só aceitamos Ciência!

A Apple, famosa por suas inovações, lançou seus novos preços. Ah, sim, ela anunciou seus produtos, mas o importante é o preço, mesmo, já que os produtos são mais do mesmo, apenas com uma maquiagenzinha, o que é normal em várias empresas (e na Apple principalmente). Daí, me chamou a atenção… ok, não chamou. O que me chamou a atenção foi todo mundo deslumbrado pois os novos iRelógios estão com a incrível capacidade de fazer um ECG direto no seu pulso. Ele vai avisar quando você estiver com arritmia, vai soar alarmes e os Thunderbirds irão lhe resgatar. Uma grande inovação, certo?

Bem, é a tendência Apple inovando como nunca, copiando como sempre, e seguindo marketing exagerado de suas coisas. Mas quando uma empresa comete uma cagada no projeto de seu telefone, deixando-o que nem uma pedra so de segurá-lo, e o seu CEO diz que a culpa é das pessoas por estar segurando errado, o que se pode dizer?

Sentindo palpitações por ver enganação correndo solta, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Ideia imbecil da semana: Encher o Saara de usinas eólicas para salvar o mundo

Eu gosto de soluções mágicas. Elas funcionam no mundo maravilhoso que aquele problema é único e não refletirá em mais nada. Assim, resolvesse o galho e todo mundo cavalga em direção ao pôr-do-sol ao som de Enio Morricone. O problema é que a realidade caga e anda pra isso e tudo o que se faz tem impacto, de um jeito ou de outro. Só quem não sabe disso são os jêneos que resolveram como melhorar o mundo: Encher o Saara de fazendas eólicas e solares de forma a suprir as necessidades energética do mundo inteiro.

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Células artificiais exterminam bactérias

Bactérias são como parentes. Algumas ajudam, outras atrapalham. Existe bactéria-cunhado que chega junto, ajuda na digestão, produz vitaminas, sem elas você não vive. E existe a bactéria-cunhado que ferra com a sua vida, vive às suas custas, e se bobear te manda um monte de contas (do hospital). Você não quer esta segunda bactéria-cunhado, e, para isso, foram desenvolvidos antibióticos para dar cabo dessas sem-vergonhas. O problema é que a Seleção Natural, essa danadinha, tem feito o que melhor sabe fazer: selecionar quem está apto a viver, e isso nos deu as superbactérias.

Mas e se pudéssemos criar artificialmente células caçadoras de bactérias?

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Astronauta deixa todo mundo feliz ao enfiar o dedo no buraco

Há uma clássica história holandesa que fala de como o menino Peter se tornou um dos maiores heróis da Holanda. Ao ir visitar o amigo, Peter viu que havia um furo por onde começou a jorrar água. A Holanda (que não é um país propriamente dito) é uma região abaixo do nível do mar e o que mantém seu território seco são os diques. Peter sabia que tinha que fazer algo. Tampou o furo com o dedo e assim que viu passar alguém, gritou para pedir ajuda. A ajuda veio e Peter foi celebrado de acordo com a sua posição de herói (sim, está resumido).

Se ter toneladas de água prontos para ir lhe dar alô em casa não lhe parece uma opção muito legal, imagine se você estiver a mais de 300 km da Terra, rodeado por (quase) vácuo, fora aqueles micrometeoritos que podem fazer um buraco na sua nave e fazer seu dia pior ainda. Bem, foi o que aconteceu com a Estação Espacial Internacional.

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Uma brilhante história sobre os óculos

Acabei de me sentar para escrever. Bem, eu não conseguia ler direito o que aparecia na tela. Tive que pegar meus óculos, pois, eu fui premiado com miopia, hipermetropia e astigmatismo, já que meus olhos são fruto de um maravilhoso design de um projetista inteligente. Esses meus óculos são ótimos e eu os adoro. Suas lentes de resina inquebrável ficam escuros mediante presença de radiação ultravioleta, e sua camada anti-reflexiva ajuda a não ver a minha cara refletida na face interior da lente, o que dificultaria ver algo em ambientes claros. A armação é leve, com hastes bem firmes e resistentes (ainda não comprei uma armação de titânio, mas esta quebra bem o galho). Entretanto, o que eu tenho empoleirado sobre meu nariz funciona da mesma maneira que os óculos que meu pai usa, que meus avós usavam, que os anteriores a eles usavam. Que muitos dos antigos usavam.

Ajeitem suas lentes de leitura, para mais um Livro dos Porquês, que envolverá muita História e sobre assuntos que você não faz ideia que possam estar relacionados (e talvez nem estejam, mas aqui a vontade e o pensamento é o poder. Estou acordando suas mentes para o grande saber!)


ÍNDICE


Estudo mostra que não é possível circunavegar o mundo com as tecnologias atuais

Estando na gloriosa República Florentina, aos 31 dias do mês de julho do ano de Nosso Senhor de 1490*, escrevo ao digníssimo excelso senhor Lorenzo, O Magnífico estas poucas letras, pedindo permissão para dirigir-me à Vossa Magnificência.

Sabeis, meu gentil senhor, que muito tenho andado pelo mundo, e muito tenho aprendido. Decidi, porém, se me faz esta cândida mercê, compartilhar com o Magnificentíssimo sobre notícias que tenho recebido. Me curvo perante vossa sabedoria e peço permissão para deitar sobre esta folha o que tenho ouvido e, sentido-me merecedor dos auspícios de vós, me sinto na obrigação de comentar sobre estes comentários e bochinchos que Vossa Alteza deveis ter ouvido, mas sem devidas considerações, destarte que somente o vozerio dos ignorantes chegam até vós, sem as devidas salvas e ressalvas que se fazem necessárias. Sendo assim, Ó Magnificentíssimo, permiti-me falar sobre estas toleimas que chegarão até vós, se é que não já as chegaram, falando principalmente sobre absurdos que alguns dizem ser o futuro, mas não passa de loucos desvairados em suas fantasias absurdas sobre o mundo.

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Meus canais favoritos no YouTube

Assim como vocês, eu também gosto do YouTube. Diferente de vocês, eu vejo coisas não só para me divertir, mas me divertir aprendendo coisas. Sim, eu sei que vocês adoram meus vídeos (mentira. Dada a baixa audiência, nenhum de vocês, seus sacripantas, vê meus vídeos). Muitos me pedem dicas do que assistir. Então, taqui alguns dos canais que eu gosto de acompanhar. A lista de canais não obedece nenhuma ordem. Eu vou lembrando e escrevendo. No máximo, organizei por tema. Sim, eu poderia colocar em ordem alfabética, mas não quis ter trabalho. Me processe!

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Uma pílula de insulina no capricho para os dependentes químicos

Ser dependente químico é uma tristeza. Não é legal para a saúde e tem que fazer de tudo para tentar não sucumbir. Sendo assim, alguns diabéticos passam por transtornos por depender da substância química chamada insulina. Basicamente, ainda se depende das injeções, mas daí eu me lembro da cena do doutor McCoy em Star Trek 4 (o das baleias) quando ele passa por uma velhinha no corredor do hospital e ela lhe diz que precisa de diálise. Ele, com seu jeitinho alegre e atencioso solta um “Meu Deus, isso aqui é a Era das Trevas?” (que foi dublado como “Isso aqui é um açougue medieval?”) e dá uma pilulinha para ela e sai alegremente. Sim, a velhinha não precisou mais de diálise. Tudo bem que isso era em 1987 e nem mesmo plutônio se comprava em farmácias mais. Aquilo era ficção científica pura, certo?

Há 30 anos, podia ser, mas hoje pesquisadores estão estudando a viabilidade de entregar insulina para o corpo do paciente por via oral. Sim, também com uma pilulinha. Seria sonhar muito?

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A imensa Lua que repousa sobre nós

A Lua vem nascendo e se pondo desde que depois do porradão que Theia deu na Terra e os detritos se arranjaram formando nosso satélite natural. Tem sido um dos passatempos humanos desde que os humanos passaram a se dar conta da maravilha deste espetáculo. Hoje, mesmo com nossa vida agitada, sempre nos maravilhamos com este tipo de cena; mas nunca de uma forma como Daniel López captou nas Ilhas Canárias.

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