Células artificiais exterminam bactérias

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Bactérias são como parentes. Algumas ajudam, outras atrapalham. Existe bactéria-cunhado que chega junto, ajuda na digestão, produz vitaminas, sem elas você não vive. E existe a bactéria-cunhado que ferra com a sua vida, vive às suas custas, e se bobear te manda um monte de contas (do hospital). Você não quer esta segunda bactéria-cunhado, e, para isso, foram desenvolvidos antibióticos para dar cabo dessas sem-vergonhas. O problema é que a Seleção Natural, essa danadinha, tem feito o que melhor sabe fazer: selecionar quem está apto a viver, e isso nos deu as superbactérias.

Mas e se pudéssemos criar artificialmente células caçadoras de bactérias?

O dr. Cheemeng Tan é professor-assistente do Departamento de Engenharia Biomédica na Universidade da Califórnia. Sua pesquisa investiga sistemas celulares artificiais, examinando-os em escala molecular, até. Tan planeja usar isso para interagir esses sistemas artificiais com sistemas biológicos naturais e foi daí que ele resolveu criar uma versão T-800s só para passar o rodo em bactérias.

Sistemas celulares artificiais nem são tanta novidade assim. Eles são compostos por – duh! – células artificiais, também chamadas “células mínimas”. São sistemas microscópicos projetados para mimetizar certos comportamentos de células naturais. Não estamos falando de vida artificial. Essas células artificiais apenas possuem algum comportamento análogo às células vivas naturais, mas não todas as propriedades. Elas podem ser usadas como sensores, para liberação de medicamentos feitos sob medida entre outras coisas.

O trabalho do dr. Tan é usar estes sistemas para localizar, encontrar e destruir bactérias patogênicas. Elas foram projetadas montando suas características como bloquinhos de Lego, segundo o próprio dr. Tan.

As células artificiais possuem membranas biológicas ou poliméricas que contêm materiais biologicamente ativos, como nanopartículas ou lipossomas. As células criadas por Cheemeng foram construídas a partir de lipossomas, bolsas com camadas lipídicas (isto é, gordura), as quais se organizam espontaneamente ou por ultrassons em meio aquoso. Esses lipossomas envolvem componentes celulares como proteínas, trechos de DNA e metabólitos.

Essas células artificiais criadas pela equipe de Tan possuem o mais básico do mais básico sistema de controle vital, mas são incapazes de divisão celular, isto é, elas não se reproduzem. Não apenas isso, ainda têm vida curta. São praticamente para uso único e de curta duração. Não apenas isso, essas danadinhas foram projetadas para responder a uma assinatura química única em bactérias Escherichia coli. Alvo localizado, atacado e destruído. Mission Accomplished!

A pesquisa é um passo importante. Uma simples assinatura química é o suficiente para o Terminator Biológico dar cabo da bactéria, dando pouca margem para que ela tenha use os poderes da Seleção natural e desenvolva alguma defesa. Isso significa que é 100%? Difícil dizer, comandante, mas que a eficiência está sendo cada dia mais comprovada, isso está. Uma arma a mais, é sempre melhor. Parece até que veio do futuro.

A pesquisa foi publicada no periódico ACS Applied Materials & Interfaces.

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Sobre André Carvalho

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