O pirata de terno que popularizou a maldição da sexta-feira 13

Se você acordou hoje, olhou o calendário e sentiu aquele desconforto irracional de perceber que é sexta-feira 13, pode respirar fundo e direcionar sua indignação para um endereço específico: Thomas Lawson, um dos maiores exportadores de paranoia coletiva da história moderna. O homem que ajudou o mundo inteiro a olhar o calendário com desconfiança nasceu pobre, ficou absurdamente rico, faliu com elegância e morreu esquecido. No meio do caminho, ainda arranjou tempo para afundar um navio e escrever um livro. Não necessariamente nessa ordem.

Hoje é Sexta-Feira 13, dia da SEXTA INSANA DO HORROR!

É verdade que a fama da data como amaldiçoada é mais antiga que Lawson. Mas a combinação específica entre sexta-feira e o número 13, tratada como pacote completo de azar, é muito menos ancestral do que a superstição gosta de admitir.

A sexta-feira já carregava uma reputação sombria dentro da tradição cristã bem antes de qualquer especulador entrar em cena. Era o dia da crucificação de Jesus, naturalmente associado à penitência, ao luto e ao jejum obrigatório. Durante boa parte da Idade Média, as sextas eram dias de abstinência em boa parte da Europa cristã, o que as tornava espiritualmente edificantes e gastronomicamente deprimentes. Para piorar o currículo do dia, algumas tradições populares ainda jogavam na conta da sexta-feira episódios bíblicos variados e igualmente desagradáveis: a tentação de Eva no Éden, o assassinato de Abel por Caim e, dependendo de quem contasse a história, praticamente qualquer catástrofe que não tivesse data confirmada nos textos sagrados.

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