YouTube, monopólios e a Terra dos Algoritmos Honestos pero no mucho

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AVISO

O artigo está longo. Está enorme. Leia por sua conta e risco. Mimimi no comentário sequer será aprovado e comentarista espertão será banido. Este é meu espaço e escrevo o que eu quiser.

Aviso dado

Era uma vez dois manés. Eles queriam gravar vídeos e compartilhar com os amigos. Assim, criaram um site que você poderia subir vídeos em uma resolução que seria risível hoje, mas na época 480p era excelente para qualquer monitor da época, e mandar isso pela Internet dessa mesma época era ótimo, cala a boca. O serviço era gratuito e muito legal. O ano era 2005 e foi assim que foi criado o YouTube, Broadcast Yourself. Eu adorava o YouTube nessa época. A sua página principal era uma rede social, que você via o RSS dos vídeos que você curtia/assinava, via os seus comentários, as pessoas entravam diretamente em contato com você. Um sonho!

Google tinha o seu horrível sistema chamado Google Vídeos, que demorava uma eternidade para carregar, era pesado, ruim de mexer no player, um verdadeiro cocô. Google fez o que melhor sabe fazer: comprou o YouTube, e não fez algo que nunca soube fazer: melhorar o que compra. Não, nunca na história do Google ele fez algo melhor com aquilo que comprou. O que criou do zero era, é e sempre será uma negação em termos de tosqueira, excetuando o motor de busca. Podem ver.

Buzz, Wave e Google Plus: tentativas frustradas de criar uma rede social, perdendo feio pro Orkut, que não criado pelo Google, foi feito nas coxas porque era um experimento de faculdade, comprado pelo Google e nunca melhorado, até ter a sua extinção decretada. Sim, o Orkut era um poço fétido, mas com comunidades muito boas, que bastava você saber peneirar para acha-las. Trocas de informações, aprendizado, tudo de bom tinha no Orkut, enquanto o Facebook é uma bosta neste sentido, pois privilegia egomaníacos que acham que tudo o que eles produzem é o melhor do mundo. Interagir no Facebook é ruim, as informações que são postadas agora, de noite não serão fáceis de serem encontradas. Nunca foi este o objetivo do Facebook, de qualquer forma. Mas voltemos ao assunto e o assunto é o YouTube.

Google é uma empresa e seu dinheiro vem de anunciantes. Qual forma de ganhar dinheiro? Colocar os outros para trabalhar para eles, claro. Surgiu o tempo dos blogs, e com ele a febre do adsense, em que anúncios eram veiculados e o dono do site ganhava dinheiro. Ganhava dinheiro pela visualização dos anúncios e ganhava mais se alguém clicava no anúncio. Muitos links falsos surgiram para a pessoa clicar erradamente e ir pro anúncio. Começou a aparecer blogueiros a rodo, normalmente, com blogs toscos, com conteúdos idiotas, gente escrevendo bobagens e ganhando muito sobre isso. Só que este modelo é inviável a longo prazo.

O anunciante paga ao Google para a sua marca/serviço serem vistos. Google empurra em qualquer canto, pois segmentação dá trabalho, e o que interessa é números. Daí dá coisas como o Ceticismo.net apresentando anúncio do Oratório de Maria, Unção do Senhor, Bíblia Abençoada e outras sandices que ninguém ia consumir. Mas HEY, o anúncio foi visto.

O problema é que não dá pra pagar para todo mundo, e Google gosta muito de dinheiro. Daí começou a chegar uma época que os pagamentos não eram tão vultuosos assim; foi minguando e minguando. E o que é melhor do que pagar cada vez menos? Não pagar, é claro. Muitos sites e blogs perderam a monetização (como o meu caso). A desculpa dada é que o conteúdo do site ofendia os anunciantes. Anunciantes que o próprio Google escolhia para aparecer no seu site e eu duvido muito que cada anunciante tinha uma relação de todos os sites nos quais aparecia a sua propaganda. Google cancelava o adsense, não pagava o tanto que tinha sido gerado e mantinha a grana que o anunciante pagou. PROFIT! Claro, isso não acontecia com todos os sites. Os sites com um número absurdo de visitação, como os pornográficos (mas não exclusivamente), passavam incólumes, mesmo violando as diretrizes do adsense, já que traziam muito dinheiro pro Google. Assim, o lucro em cima dos sites pequenos, não os pagando, era ótimo e pagava os sites grandes. Isso foi um dos motivos que eu tirei o adsense daqui. Não estou a fim de dar dinheiro pro Google a troco de nada.

Me acompanharam até aqui? Prestaram atenção em tudo isso? Ótimo, pois estamos vendo isso tudo de novo!

Google por muito tempo não sabia fazer dinheiro com YouTube e até hoje hoje jura que ele não dá dinheiro.

MEU RABO!

YouTube passou a monetizar os canais, pagando uma parte polpuda aos produtores de conteúdo e “conteúdo”. Foi uma explosão de canais, que dada à tendência das pessoas a apreciar tosqueiras, ganharam um imenso número de assinantes e visualizações, com uma escória comentando sandices, o que inflaciona o número de interações no canal e gera um belo relatório para os investidores e anunciantes. Só que esta fonte está secando. A necessidade por recursos, como permitir vídeos com mais de 10 minutos, como era antes (no início era só 5 minutos), com resolução que pode ser até 4K faz com que se tire dinheiro de algum lugar. Claro, canais enormes ganham um valor por CPM a mais que canais menores (o que acho justo, de certa maneira), com anunciantes bem escolhidos (o que eu acho justo), ficando os canais menores com qualquer anúncio, mesmo que não tenha nada a ver com a proposta do seu canal ou de seu público (o que e uma sacanagem). Os canais pequenos acabaram tendo outra dor de cabeça: as mudanças de regras que se fazem sempre que o Google quer. O contratinho que você assinou antes clicando em ACEITO? Não vale mais. Aceite o novo ou azar o seu.

Google mudou as regras, e canais grandes como o do PewDiePie foram afetados. Só que gente como o PewDiePie e outros canais enormes meteram a boca no trombone. No caso do PewDiePie, o miserável chegou a ganhar em um ano 50 milhões de dólares. Só para vocês erem uma ideia, Deadpool custou 80 milhões e o filminho B Get Out custou 4,5 milhões de dólares, faturando uma grana absurda ambos. Dois grandes youtubeiros poderiam facilmente pagar do próprio bolso um filme cinematográfico e lucrar MUITO. Quatro youtubeiros de canais gigantescos financiariam um filme do tipo Marvel e DC facilmente.

Então, YouTube mudou as métricas. Só será visto quem produzir sempre e com muito maior frequência. Os canais grandes tiveram que correr, ou seus vídeos não apareceriam nas listas. A qualidade começou a cair, mas, HEY, eram produzidos mais, e como a média de visualização não passa de 5minutos (normalmente ficando entre os 3 minutos), que se dane a produção. Foi aí que nuteleiros e pessoal de pegadinhas aumentaram suas visualizações e apresentações nos Em Alta, aquele recanto de insanidade. Conteúdo nunca foi o alvo, e eu entendo. Google quer dinheiro, não lhe dar conteúdo que presta. Eu entendo isso. O problema é que o CPM de canais imensos é maior e os melhores anunciantes estão lá, já que grandes empresas vão querer ficar em canais com um número de assinantes na casa dos milhões, não de unidades de milhar, como o meu. Claro, vão pagar amais por isso. Ninguém aqui é criança e eu não sou imbecil, sei como o mundo funciona e aceito isso.

Google mudou de novo. Estabeleceu que canais de conteúdo privado não podem monetizar. Não pode ter canal com desenhinho do Cartoon Network. Não pode ter trecho de música por causa de direitos autorais. Não pode nem falar palavrões ou perderá o adsense. Espirrou? Perde o adsense. E perdendo a monetização, o dinheiro fica retido. Claro, grandes canais continuam sendo o que sempre foram. Cauê Moura não passou a falar português digno de Machado de Assis por causa disso. Mas meu canal perdeu a monetização. Por que? Não sei, Google não disse, nem vai dizer. Mas isso não me incomoda. Eu postava vídeos esporádicos sem monetização. Quando passei a postar vídeos para valer, achei-me no direito de receber algum por isso, pois eu estou dando dinheiro pro Google em termos de anúncios. Acontece que diferente do meu blog, eu perdi o adsense do canal, mas não tenho como não veicular anúncios. YouTube continua colocando anúncios lá e dane-se eu. E não sou só eu. Aconteceu com vários, pois se somar tudo isso, é um volume de dinheiro que paga os canais grandes, que também já identificaram queda nos lucros. Enriquecimento ilícito? Faz-me rir!

Tudo é motivo para cortar o adsense do canal. Meu canal tomou strike por uso de material com direitos autorais. No caso, o vídeo do NOAA, disponibilizado para qualquer um baixar e subir pro próprio canal. Fiz isso e tomei strike porque o conteúdo pertencia à National Geographic. Informei isso ao YouTube. Nenhuma resposta. Interessante a rapidez de processamento, pois assim que subi o vídeo, veio o strike. Lembrando que este strike dura 3 meses, e se você ganhar 3 strikes juntos, perde o canal.

Subi vídeo com música postada pelo seu autor com direitos livres. STRIKE DENOVO! Por uma empresa que sempre alega deter direitos autorais de diversas músicas. A Priss Guerrero do canal Rock Me On tomou strike também. O detalhe é que ela compôs a própria trilha sonora. Um espertinho denunciou como violação de direitos autorais e o YouTube aceitou, sem nenhuma prova. Se você vai abrir uma contestação, YouTube avisa que é pra você mandar mensagem para quem denunciou a violação, pois ele não tem nada com isso. Se o outro lado te ignorar, problema seu. Se o outro lado não só te ignorar, como disser pro YouTube que realmente o direito foi violado, VOCÊ perde o canal. E você vai processar quem, amiguinho? Você não sabe quem é o outro. Mas o strike foi dado automaticamente. Como?

As leis de direitos autorais, no Brasil, dizem que você pode usar um conteúdo particular, desde que seja um pequeno trecho, citando autor e fonte. Eu colocar uma página do HQ do Batman aqui não fere os direitos autorais da DC. Se eu usar um trecho de música e cantar que Dako é Bom, pois é a marca do fogão, não viola direitos autorais. A lei não define, entretanto, o que é um pequeno trecho. O que diz é que a outra parte tem o direito de processar. Acontece que o YouTube não é procurador de todas as empresas, cantores, artistas, produtoras de vídeo etc., e o princípio jurídico vigente aqui é que eu tenho direito à expressão nas conformidades da lei. Somando isso, YouTube não pode me dar strike instantâneo, nem pode provar que foi o artista que deu ordem para isso. Mesmo porque, não foi a NOAA quem me deu um strike, foi a NatGeo, que não pode me dar strike porque o site do próprio NOAA me deu permissão para usá-lo e a NASA me deu permissão direta para usar seus vídeos, pois eles não aceitam legendas feitas por outras pessoas. PUMBA! Denúncia, sem ser strike, mas a monetização gerada pelo vídeo irá para o suposto dono do conteúdo (deve ter aproveitado muito os 3 centavos, mas 3 centavos de todo mundo…). Se o YouTube fica responsável pelo strike automático, então caberia a ele rever a contestação, mas aí ele lava as patinhas na base “não quero nem saber”.

Claro, eu sou uma pessoa crédula que acha que o YouTube realmente está redirecionando o conteúdo protegido pro seu suposto dono. Aham, está, sim.

Claro, é muito chato ter seu conteúdo usado por outras pessoas. Eu mesmo fico muito puto quando copiam texto meu. Claro, o dono do conteúdo tem todo o direito de pepinar. O que eu critico é a forma anárquica que o YouTube/Google dá ouvidos a qualquer reclamação, quando às vezes nem a reclamação é feita diretamente, e temos trocentos canais com conteúdo protegido, músicas, filmes etc. sim, basta procurar FILME+COMPLETO+DUBLADO no Tubo e adeus TV. Está tudo lá. Com um número gigantesco de assinantes e visualizações. Desde filme do Sérgio Leone até Vingadores. Como os algoritmos do Google não pegam isso? Querem no idioma original? Também tem! Basta procurar. Isso comprova minha teoria: canais grandes, não importa as violações, continuarão lá, firmes e fortes, gerando lucros pro Google e seus investidores e cliques e visualizações de propaganda para os que pagaram por isso, e os pequenos é que são punidos, pois alguém tem que pagar aos grandes, e não sairá do rico dinheirinho do Google.

Google alegou que muitos canais perderam a monetização a pedido de marcas pois elas não queriam que seus nomes fossem associados a gente que fala palavrões, discurso de ódio e coisas similares. Ué? Mas de novo: quem escolhe aonde seu anúncio vai passar é o próprio Google. Assim, ele que crie o filtro: este anunciante não se importa, este faz restrição. Mais uma vez, isso não afeta os imensos canais, que continuam sendo escrotos e não perderam a monetização.

Mais uma vez reitero que não é APENAS porque cancelaram a monetização do meu canal, e sim porque Google continua lucrando às minhas expensas. Isso é muito errado. Alguns podem dizer que isso é falta de concorrência. Sim e não.

O Google tem concorrentes, como o Daily Motion, Vimeo, Streamable, Twitch etc. Alguns deles monetizam os vídeos, mas a verdade é que são inexpressivos, pois caímos no paradoxo Tostines: Você faz um vídeo e espera que ele seja visto. Você não vai ser visto, ou vai, mas de forma ridícula, se não for no YouTube. Os “espectadores” (vou usar este termo. YouTube está que nem TV e as pessoas usam o YouTube como TV, mas deixarei isso para outro artigo) preferem o YouTube. Preferem o YouTube porque têm um número astronômico de canais (não estou discutindo qualidade e nem importa). Assim, por que ele iria procurar algo no Vimeo? Os produtores de conteúdo e “conteúdo”, vendo onde está a massa de público, irá para onde? Pro YouTube, claro, pois ele quer ser visto. Isso infla o número de canais, dando mais opção para as pessoas.

Esse paradoxo só seria quebrado se a grande massa de canais enormes fosse para outros repositórios de vídeos, mas nem é garantia. Muitos nem sabem que o YouTube tem concorrentes, e por isso pedem mais concorrentes pro Tubo. A verdade é que gente como PewDiePie não se sustenta fora do YouTube, e anunciar no seu Instagram, por exemplo, nã vai levar ninguém pro outro site.

Ou ia?

Foi por isso que quando PewDiePie meteu aboca no trombone com os novos algoritmos do YouTube, o Tubo tratou logo de fazer mudanças, pois ele não quer correr nenhum risco, e seguindo a velha receita “não existe almoço grátis”, em algum lugar alguém tem que se ferrar. Não há solução, e isso é desinteressante demais para a União Europeia, que sempre cisma de pentelhar alguém por causa de monopólio, mesmo quando não há. O YouTube, hoje, é o Internet Explorer, que era o mais usado porque todos sites eram compatíveis com ele, mesmo não dando bola para muitos dos padrões do W3C. Webmasters e Webdesigners preparavam os sites plenamente compatíveis com o Internet Explorer, pois era o mais usado, e, assim, era o mais usado porque era o mais usado e, vejam só, começava com Internet, logo, Internet Explorer era “A” Internet. Hoje, vídeo na Internet e o YouTube, e não se fala mais nisso. Vai demorar para mudar esta situação, e só mudará quando alguém decidir que não quer mais ficar atrelado ao Google, mas deverá ser alguém grande, e todo o pessoal grande está sendo muito mimado pelo Google para que isso não aconteça.

Em resumo: faça o seu canal, mas não tenha lá muita esperança. Ou compre uns potes de Nutella.

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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  • ochateador

    AS mudanças de regras a toda hora promovida pelo google só serão bloqueadas de 2 formas:

    1- quando alguem grande (tipo união européia) pedir explicação para o youtube/google.
    2- quando alguém com um bom conhecimento jurídico dos eua processar o youtube/google nos tribunais e ganhar a briga.

    Talvez aconteça daqui 1 dia ou daqui 5 anos, mas tenho certeza que irá acontecer pois a cada mudança alguém fica mais puto.

  • Claudionor Buzzo Raymundo

    Bom, este caso do YouTube é muito similar ao Netflix, tirando a parte do controle do conteúdo. YouTube e Netflix querem audiência, mas enquanto o Netflix cria seu conteúdo, gastando milhões no processo, o Google está pouco se lixando para isso, bastando que os nutelleiros continuem dando audiência. Em curto e médio prazo, vai funcionar, mas isso funciona como uma bolha. Chegará num momento que a falta do conteúdo de qualidade vai condenar o YouTube a ser tornar um gueto, e eventualmente ser abandonado pelo Google. Obviamente o Google, pelo tamanho que tem está se lixando, e vai aproveitar até o fim. Outros sites de vídeo eventualmente cobrirão a lacuna de quem, mesmo sem monetização, ainda desejar publicar. Deprimente tudo isso…

  • Slade

    Bom esta questão do youtube mudar o contrato e te “obrigar” a concordar faz com que o contrato deixe de ser comutativo (discutido por ambas as parte) para se tornar um contrato de adesão (na internet 99,9% são).

    Segundo minha visão (e do STJ), aplica-se inclusive as normas do direito do consumidor e com ele a proteção contra cláusula abusivas ou excessivamente onerosas para uma das partes (pelo texto são muitas), pois, mesmo que em tese você não seja consumidor em “strictu sensu” (destinatário final do produto, que seria o vídeo), há uma descomunal vulnerabilidade técnica, jurídica, econômica, informacional, do pobre produtor de conteúdo em relação a poderosa google, o que faz o “dono de canal” ser merecedor da proteção jurídica do diploma consumerista graças a chamada “teoria finalista mitigada”.

    O que daria isso na prática?

    Seria possível pedir por exemplo o “lucro cessante” de tudo aquilo que o produtor de conteúdo deixou de receber desde que teve o adsense retirado, ou, o canal apagado arbitrariamente. Além disso seria possível pleitear uma indenização por dano moral, pelo tamanha dor de cabeça e constrangimento gerado.

    O mais importante disso tudo, é, que, com a aplicação do CDC, dá pra pedir a inversão do ônus da prova da culpa, ou seja, a google vai ter que provar que você infringiu de verdade o contrato (desde que não seja uma cláusula abusiva ou excessivamente onerosa), ou, por exemplo, “feriu” os direitos autorais de alguém, caso contrário, terá que pagar.