Educação Brasileira FTW! Até a UNESCO sabe que o Ensino aqui é ruim

No doce mundo dos sonhos, a Educação Brasileira está melhorando. Pelo menos, é isso que vivem me dizendo: não está perfeita, as está melhorando a olhos vistos, se você não contar os últimos 50 anos. Infelizmente, existe algo chamado "Mundo Real" e algumas pessoas vivem nele, como é o caso da UNESCO, que apontou que o Brasil não resolverá PICAS, pelo menos até 2015 (e eu digo "pode botar mais uns aninhos aí")

Num total, são 13,9 milhões de analfabetos, mas esse "analfabeto" é o analfabeto absoluto. Nunca levam em consideração o pessoal que sabe desenhar o nome. Sabe diferenciar o A do F , pronto! Não é mais analfabeto, resolvemos a parada. HIGH FIVE!

O problema maior nem é ter essa quantidade absurda de analfabetos, mesmo mascarando os números. É a cegueira mental de recusar a aceitar isso como fato presencial, genuíno  e sintomático de a quantas anda a catástrofe gerencial e todas as esferas executivas (federal, estadual e municipal). As pessoas sentem a necessidade de morar num país lindo e maravilhoso, e argumentam que as coisas não estão perfeitas, mas estão melhorando.

Meus caros, só se está melhorando NAS SUAS BUNDAS!

Só o fato de mascarar analfabeto, analfabeto funcional, lê mas não escreve, escreve mas não lê e outras atrocidades, fica clara a intenção de mascarar a atual situação. Nem é uma questão de Pobre x Rico, Proletário x Elite ou outra babaquice neste sentido. Isso é geral. Nos colégios particulares, onde não há preocupação com ensino e sim se o pai pagou a mensalidade.

O senador Cristóvam Buarque defende a federalização da educação de base. Parece uma ideia interessante, já que alguns municípios não tem condições de manter uma escola, se não de qualidade, pelo menos decente. Isso parece ser uma boa ideia, mas como o denorex, parecer não significa ser.

Quando a UFPE (federal) não tem condições de consertar um freezer, ficar responsável por todo o ensino público em nível fundamental, se não risível, é digno de facepalm, mesmo. Mas parece ofensa pessoal admitir isso. É mais ou menos como "sou professor da rede estadual e está tudo um lixo. Mas se eu admitir isso, eu serei um lixo também".

Você pode ser um excelente profissional e mesmo assim a chefia não lhe deixar fazer o trabalho. Qualquer um com mais de 18 anos e trabalhou fora sabe disso e, pior, passou por isso. M<as se baseiam em ideias tolas como "o Hospital das Clínicas de Campinas é bom, ergo, todo hospital público é maravilhoso". Ou ainda: "O Colégio de Aplicação da UERJ e bom, logo, todo colégio estadual do Rio de Janeiro é o Paraíso"

O fato de muitos não aceitarem a realidade faz com que a atual realidade seja atual e a realidade, quando deveria ser rechaçada. O Educação Brasileira até poderia estar melhorando (e não está), ainda assim tem que ser rejeitada como boa ou suficiente. Não é nem uma coisa, nem outra. Eu quero ensino de qualidade, mediante a extrema qualidade dos impostos que são cobrados aqui.

Não, não amo o país. Não há sentido amar uma coisa que efetivamente não existe. O que é um país? Um pedaço de terra? Um sistema organizacional? Algo que existe por meio de leis? É a mesma coisa que eu amar a equação que descreve a força da Gravidade.

Querer melhorar a Educação não é se importar com o país e sim com nossos filhos, ou você quer ter um filho analfabeto, cuja única oportunidade de renda é ser soldado de traficante? Um jogador foi pra Europa ganhar a vida lá? Não é mérito do país e sim dele que joga bem e foi descoberto por alguém que quis investir e ter retorno financeiro ara todo mundo. Não há nacionalismo aqui, e se ir pra seleção fosse algo a ser feito de graça, sem nenhum retorno como aumentar a sua exposição na mídia, elevando o seu passe, ninguém iria querer. FATO!

Isso é errado? Eu não acho. Se eu fosse morar em Kuala Lampur, seria o mesmo profissional sério, mesmo ajudando na educação DE LÁ. Nem mesmo seu médico está tão preocupado coma sua saúde. Ele prescreveu o tratamento, se você vai seguir, é problema seu, desde que não o acuse de negligência. O problema não é nem ter este monte de analfabetos, e sim o mundo inteiro saber disso e ninguém se importar em passar vergonha.

Mas os ufanistas de plantão não aceitam isso. O Brasil é maravilhosamente lindo. Ah, como eu amo este país, até irei cantar aquelas musiquinhas do tempo da Ditadura Militar, como esta palhaçada aqui.

Pelo menos, as escolas e toda a educação no tempo da Ditadura eram melhores que esta porcaria hoje, mesmo com aquelas doutrinações idiotas das aulas de Educação Moral e Cívica.


Fonte: Estadão

12 comentários em “Educação Brasileira FTW! Até a UNESCO sabe que o Ensino aqui é ruim

  1. Realmente, Educação no Brasil é motivo de piada e por incríuvel que pareça é o único ponto em que todos os nossos governantes parecem ter o mesmo projeto: Ignorar. Não gosto muito de falar sobre politica, não por não achar que vale a pena, mas por saber que muita gente trata a mesma como religião “o meu é melhor que o seu e pronto!”, mas duas coisas me deixaram indignado durante o período do Lula:
    1º Durante uma feira do LIvro ou algo assim, nosso querido presidente do Brasil, salve, salve, me diz que ler é muito legal, quer dizer, ele não gosta e acha chato, mas é muito legal. Pô! Cala a boca, Magda! Não tem o que falar fica quieto!
    2º Logo após eleição do dignissimo, um professor de português, entra na sala de aula todos radiante e me diz que finalmente pode dizer aos alunos que qualquer um pode ser presidente do Brasil, mesmo um deles! Só perguntei qual era o argumento dele dali por diante de que estudar era bom para o futuro da pessoa!

  2. Senhores, boa tarde.

    Quero primeiramente comentar que sou um leitor do Ceticismo.net a cerca de dois anos, primeiramente como curioso, depois como um assíduo leitor, mas nunca, até o momento, como um debatedor dos assuntos aqui listados.

    Acho fenomenal a forma como o André refuta os mais diversos pretensos argumentos que as pessoas religiosas fazem, e isso me faz pensar que temos de ser críticos em tudo o que temos aprendido até então.

    Fui religioso uma certa época, frequentando a igreja mórmon, hoje em dia sou uma pessoa que se considera cética em toda e qualquer forma de religião.

    Quanto ao artigo em si, também duvido muito que o sistema de educação esteja bom, pois hoje em dia, e vejo pela escola da minha filha, os alunos simplesmente não se importam tanto com o que aprender, com absorver conhecimento.

    Obrigado pelo espaço.

  3. Tive uma professora na quarta serie do primário que nos fazia escrever umas cinco vezes a tabuada de multiplicação e de divisão de 1 a 10 como dever de casa(, cada dia um numero), isto foi praticamente todos os dias de aula. Hoje em dia alguém ia reclamar que ela não esta contextualizando a matéria, mesmo que o método “antiguado” dela ter me feito gravar na mente toda a tabuada de 1 a 10. Preocupações sociológicas podem ser muito bonitas no papel,a quele lance de opressor versus oprimido é bacana, mas já deu mostra que não funciona. Que tal pegar o que deu certo de fato em outros países e aplicar aqui ?

  4. Entre aquele ensino de um passado não tão distante, no qual os alunos eram basicamente robôs que ficavam decorando tabuadas, conjugando verbos e outras tarefas repetitivas e o ensino de hoje, no qual nem isso aprendem, eu fico com o de antigamente.
    Lá, pelo menos, o respeito era ensinado(por medo mas era) e, na minha ridícula opinião, respeito é sempre bom e lubrifica as engrenagens de qualquer sociedade.

    Assim sendo, acho que a falta de respeito (a um professor, a um idoso enfim, a qualquer pessoa) é o ponto principal na situação da educação do país. E não digo falta de respeito das crianças na escola pois elas ali estão quando a personalidade já está formada por um ambiente na qual a falta de respeito impera, já está formada pelo inferno que é seu lar. Refiro-me à falta de respeito dos próprios pais em relação à tudo e todos. Querem filhos responsáveis mas acham que ensinar isso é função da escola que, por sua vez, acha que é função dos pais mas ambos concordam com uma coisa: É culpa do governo.

    Claro que o estado pode fazer muito mais do que faz e melhorar muito o pouco que já faz mas não creio que com essa horda de crianças “não tem berço” não seja muito eficaz.

  5. O ensino no Brasil não é ruim, é lastimável, se eu pudesse comparar nem na época das cavernas o ensino era precário assim, aham sei naquela época não tinha escola, e hoje temos o que?

    Não tem diferença estudar no Rio Branco Pentágono e Mackenzie com as escolas publicas, ahh a diferença é que nos três exemplos de escola particular você paga.

    Pior é que sabemos disso e ainda não fazemos porcaria alguma para mudar, e nem iremos pois somos gado Muuuuuu muuuuuu.

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