Decifra-me ou te devoro: A Mensagem de Arecibo

A comunicação é uma arte. Foi através dela que formamos famílias, tribos, cidades e impérios, mas pouco usada em comentários de blogs. Fazer-se entender não é tarefa simples. Se fosse, teríamos algo decente nos escritos religiosos e não coisas toscas "abertas à interpretação".

Quando pensamos em milhões de quilômetros (ou, quiçá, anos-luz) de distância, perdemos a noção de como alguém conseguirá nos entender aqui, pobres macacos pelados. Quer saber como mandar uma mensagem para as estrelas? Perguntem ao pessoal de Arecibo. Eles sabem.

Arecibo fica em Porto Rico (que de rico só tem o nome e por pouco não é 51º estado dos EUA) e é lá que fica o maior radiotelescópio do mundo. O miserável tem 305m de diâmetro e pode ser visto ao lado (clique para ampliar). Rádio-telescópios não servem para ver as estrelas, a não ser que seu conceito de "visão" seja muito mais abrangente do que o uso de seus órgãos visuais que mal servem ara ficar vendo novela ou fuçar a vida dos vizinhos. Longe de captar ondas de luz visível (você sabe… aquela ridícula faixa de comprimento de onda que nossos pobres olhos são capazes de captar), um radiotelescópio "enxerga" ondas de rádio (não, não pega a Jovem Pan; só pega coisa que presta), oriundas das profundas do cosmos; isso porque estrelas emanam ondas de rádio durante a "queima" de seu combustível nuclear (não, ele não queima de verdade). Estas emanações eletromagnéticas possuem comprimentos de onda bem definidos e são analisadas pelos radioastrônomos.

Estagiário de Radioastrônomo

O Brasil, sendo um país devotado à pesquisa cientifica, possui um radiotelescópio no Rádio Observatório de Itapetinga, cuja página na Wikipédia é repleta de informações relevantes. O estagiário que cuida do site oficial saiu pra tomar um café, mas volta rapidinho. O casaco dele está ali na cadeira.

O Observatório de Arecibo é parte da do Centro Nacional Astronomia e Ionosfera (NAIC), um centro de pesquisa operado pela Universidade de Cornell, com um acordo de cooperação com a National Science Foundation (NSF) e a NASA. O Rádiotelescópio de Arecibo é estacionário e é o maior do mundo nesta categoria, apesar de não ser "O" maior radiotelescópio. Você gostaria de dar uma olhadinha nas imagens produzidas por Arecibo? Beleza, eu em minha magnífica grandiosidade lhe informo que, sim, isso é possível; bastando acessar AQUI e seguir as instruções. Claro que você terá que fazer uma solicitação explicando por que precisa acessar os dados, afim de marcar uma hora. Tá pensando que aquilo é a quitanda do seu Joaquim?

SETI, além de ser homônimo de um rei egípcio, é acrônimo de Search for Extra-Terrestrial Intelligence (Busca por Inteligência Extraterrestre), cujo projeto tem por objetivo buscar por inteligências extraterrestres a partir da década de 1970. Se naquela época já existisse o Orkut, os pesquisadores teriam certeza que plena que era inútil procurar aqui na Terra. A meta do SETI era (e ainda é) analisar todos os sinais de rádio captados pelos radiotelescópios.

Em 1974, Frank Drake (que, ao que se sabe, não teve nenhum parente que tenha sido pirata) pediu ajuda a outros cientistas para que escrevessem uma mensagem que pudesse ser enviada às estrelas. Entre eles estava Carl Sagan. Havia dois problemas: O QUE escrever e COMO escrever. Parece simples, mas não é. Corrigindo, nem parecer simples, parece. Muito mal estamos nos comunicando aqui, mas estou me adiantando.

A forma em como mandar a mensagem era através de pulsos em uma espécie de mega-código-morse-nerd. Como pontos e traços não teriam qualquer serventia, a equipe usou código binário. Mesmo porque, qualquer civilização avançada tecnologicamente (filho, se você tem um motherfucking radiotelescópio, você TEM que ser avançado) saberia reconhecer código binário, certo? Num sábado, dia 16 de novembro de 1974, 1679 pulsos de código binário explodiram de Arecibo em direção às estrelas (qualquer uma, não importa. Responde aí, pô!) A potência do sinal chegou a 1,21 gigawatts 20 terawatts de potência. Algo que seria muito maneiro para montar uma festa. A mensagem foi direcionada para o agrupamento globular M13, que estão a 25 mil anos-luz.

Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, levando em conta a velocidade das ondas eletromagnéticas no vácuo: 300.000 km/s. Assim, a mensagem demorará 25 mil anos até chegar lá. Parece meio maluco, mas lembrem-se que o sinal sempre pode acertar algo pelo caminho (nem que seja uma nave repleta de predadores, ou mesmo o Galactus. Fiz ou não fiz o seu dia mais feliz, ou foi por um triz?)

Agora vem a questão: Qual mensagem mandar? Um jornal de domingo? Um poema de Shakespeare? Preferiram uma representação iconográfica, e ao colocar a mensagem em uma coluna, nós obtemos:

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Maravilhoso, não?

Agora vem o ponto que eu realmente queria abordar. Como interpretar isso? Algum de vocês consegue? Vou dar uma ajudinha, usando uma imagem que retrate esta algaravia acima (clicai-vos e ampliai-vos). Parece muito simples e qualquer bebê entenderia… como um monte de pontos coloridos. Na primeira linha (em branco) temos a série de números de 1 a dez (representados em binário, com a "linha debaixo" servindo de marcador ou "pauta", por assim dizer). Na segunda linha (roxo), temos os elementos químicos do DNA (hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio e fósforo, ordenados por número atômico, em binário). Assim, os extraterrestres saberiam (em tese) como era formada a vida na Terra.

Nas linhas com simbologia colorizada em verde, temos os nucleotídeos que formam o DNA. A seguir, temos a dupla hélice do próprio DNA ladeando uma barra vertical que indica o número dos nucleotídeos no DNA. Na linha abaixo temos ao centro uma representação humanoide, com o valor da altura média de uma pessoa, expressa em comprimentos de onda (à esquerda) e o número da população de todo o planeta na época (cerca de 4,29 bilhões de pessoas). A medida da altura em "comprimentos de onda" é porque este é um valor absoluto, posto que medidas como o "metro" são arbitrárias.

Na linha em amarelo, temos uma amostra do Sistema Solar, com a Terra destacada. Embaixo, uma representação do que parece o ícone do Gmail, mas que na verdade é o próprio radiotelescópio de Arecibo, com suas dimensões expressas embaixo.

Beleza até aí? Simples, não é?

Acontece que isso simplesmente não faz sentido nenhum. Uma mistura de números (pois é isto que os sinais em binário são) que poderiam, em tese, representar qualquer coisa (aliás, se você desfocar os olhos no listão de 1s e 0s acima, você conseguirá discernir a imagem. Just saying). É complicado hoje entendermos isso. Mostre para seus amigos a imagem logo acima e peça para eles decifrarem. Se eles mal tiverem ouvido falar de Arecibo, é pouco provável que consigam decifrar.

Hummm, então foi dinheiro jogado no ralo, né? Por que não alimentaram as pobres crianças na África com essa grana?

Por vários motivos.

  1. As crianças comem um dia, cagam e continuarão no miserê.
  2. Os gastos na produção de armas atômicas sobrepujavam o custo de Arecibo (a saber, o custo foi de cerca de 9 milhões de doletas, onde a NSF e a NASA investiram mais 25 milhões de dólares, de acordo com a mãe da criança). Uma BAGATELA. Uma leitura no fórum do SETI vemos quanto custa mandar um sinal dele.
  3. Nenhuma construção dessa magnitude é isenta de desenvolver materiais novos. É preciso desenvolver a tecnologia a ser usada nele, bem como material de construção, preenchimento de vagas no setor técnico e até mesmo contratar uma tia pra servir café. O desenvolvimento de novos equipamentos e ferramentas não fica perdido, pois estes poderão ser usados em outras pesquisas.

O blábláblá "fome na África" é, principalmente, difundido por pessoas que passam todos os dias por crianças na rua e é incapaz de pagar-lhes um lanche ou doar material escolar ou de higiene e limpeza ou mesmo contribuir com um pouco de seu tempo.

O envio da mensagem de Arecibo pode não nos trazer respostas que esperamos, mas até a resposta"É, realmente não tem ninguém lá" é uma resposta. Talvez, realmente, não tenha. O próprio Carl Sagan disse que uma civilização teria que ser a primeira a desenvolver tecnologia suficiente para construir telescópios potentes e mandar pessoas ao espaço. Por que não a nossa? O desenvolvimento tecnológico não para e qualquer pesquisa deste calibre não se perde, pois sempre terá ganhos colaterais, nem que seja uma melhor parafusadeira, que mais tarde poderá ser adquirida "nas melhores casas do ramo".

Eu não sei se alguém lá fora entenderá. Só espero que o pessoal de Melmac não interprete como "liguem todos os seus secadores ao mesmo tempo". Eu acho que sim, algum dia, quem sabe, poderão decifrar esta mensagem, mesmo que seja para dizer "Um dia estivemos aqui". Afinal, com bilhões e ilhoes de galáxias, abrigando cada uma bilhões e bilhões de estrelas, algumlugar deve ter gente mais alfabetizada que comentaristas de jornal.

37 comentários em “Decifra-me ou te devoro: A Mensagem de Arecibo

  1. Esses humanos… Tsc, tsc…

    Ficam espalhando por aí seus segredos.

    Será que não leram o artigo “Uma fofoca sobre a privacidade”?

  2. Deviam ter posto numerações em cada linha e um RUN no final, daí os ETs poderiam gravar numa fita cassete e rodar num Commodore 64. :roll:

    O intervalo de tempo que uma civilização usaria sinais binários em eletromagnetismo para comunicação é insignificante. Pouco mais de 100 anos. É inviável para comunicações á longa distância. No que essa mensagem chega a uma nuvem, tipo a de Oort, se dissipa.

    Lá por 1980 quando era piá e estudava isso, aprendi que esse tamanho restrito foi usado por causa dos múltiplos dos lados. 73 x 23. (Melhor que 1x4x9)…

    Sempre me perguntava por quê não mandar algo que expressasse melhor a civilização humana, tipo um comercial de Doritos.

    Espero que os Borgs vejam isso! :twisted:

  3. Espero que o sinal não chegue até os Vogons. :shock:

    Acho sinistra essa construção. Aqui prova-se que não é um mero cenário do filme 007 contra Goldeneye. É um lugar onde podemos (talvez) buscar conhecimento que o ET Bilu tanto cobra.

    Fiquei impressionado com o artigo sobre o Rádio Observatório de Itapetinga. Deveriam imprimir, encardenar e fazer um livro. Fantástico!

  4. O que parece é que este SETI até agora conseguiu um sinal que nomearam de Wow, sobre a possibilidade de vida inteligente em outro planeta não acredito que exista, penso mas em vida microbiana, claro que é só achismo, espero que se houver seres “inteligentes” que captem qualquer sinal terreno, não sintonizem no pronunciamento do tiririca ou malafaia, pois correríamos sérios riscos dos Ets, murmurarem, ” Vida inteligente no terra não há” kkk!!

    1. @cesarcesc, pior ainda se eles sintonizarem a Record. Aliás, eu vi o Gugu entregando uma casa para uma família de dekassegui que me deixou puto o tanto de besteira proferida! Se existe vida inteligente aqui na Terra deve ser o que menos tem. Melhor procurar em Plutão ou no núcleo do Sol que assim talvez possamos encontrar algo.

  5. Desde 2001 espero que o sinal entre em contato com a Interstella 5555.

    E embora eu não seja fã de observações de rádio, pelo menos descobri aonde eu posso solicitar observações de pulsares. Já mandei email pro Paulo Freire (http://www2.naic.edu/~pfreire/ ; alguém me explica o que leva uma pessoa a fazer um site daquele? Por favor?)

    Mas o pessoal de Melmac já não teria ligado todos os secadores ao mesmo tempo? Talvez eu esteja errada, não compreendo o senso de tempo no espaço.

  6. E será que é boa idéia alguém lá dos confins da ZL do espaço saberem do que a gente é feito??

    O final da mensagem deveria ter:

    NÃO NOS MATEM!!!!

    1. Quem eles esperam que responda… um Sheldon vulcano? Bazinga!

      Alguém que não seja um idiota. De qq forma, vc pode pleitear uma vaga no SETI. Diga: qual mensagem vc mandaria?

      1. @André,
        Vamos lá, André. Caso voce fique encalhado numa ilha deserta com um radio comunicador de baixo alcance à disposição, em um pais cuja lingua voce nem imagina como falar, caso encontre alguém que responda seus chamados, voce ficaria contando até 10 e recitando a tabela períodica? Fala sério.

        Eu passaria as minhas coordenadas. Ou seja “Oi, estou no 3o. planeta, daquele sol de 5a. categoria, na ponta de um dos braços daquela galáxia de 20 parsecs de diametro, que em uns milhões da anos vai se chocar com aquela outra. Tem alguém aí?”

        É claro que seria um pouco mais complicado de transmitir… mas não teria nada a ver com dizer como sou inteligente, sei numeros atomicos, o que é DNA, tenho a cabeça do tamanho de um bit, etc…tem muito egocentrismo e preconceito nesta mensagem.

        1. Vamos lá, André. Caso voce fique encalhado numa ilha deserta com um radio comunicador de baixo alcance à disposição, em um pais cuja lingua voce nem imagina como falar, caso encontre alguém que responda seus chamados, voce ficaria contando até 10 e recitando a tabela períodica?

          Não, eu mandaria sinais que reconhecessem como não sendo um evento aleatório. Como usar matemática, por exemplo. Mas foi isso que eu perguntei?

          Eu passaria as minhas coordenadas. Ou seja “Oi, estou no 3o. planeta, daquele sol de 5a. categoria, na ponta de um dos braços daquela galáxia de 20 parsecs de diametro, que em uns milhões da anos vai se chocar com aquela outra. Tem alguém aí?”

          Vc só descreveu bilhões de estrelas. Tome uma sardinha, Flipper!

          É claro que seria um pouco mais complicado de transmitir…

          Quero ver, JÊNIO, como vc faria para ser entendido.

          mas não teria nada a ver com dizer como sou inteligente, sei numeros atomicos, o que é DNA, tenho a cabeça do tamanho de um bit, etc…tem muito egocentrismo e preconceito nesta mensagem.

          Para gente iletrada, talvez. Para cientistas, é a forma de provar que desenvolveu algo que vcs ignoram por completo: Conhecimento Científico.

          Na mente tacanha do brasileiro médio, temos que ser humildes.

          1. @André,
            Kistner:
            Não gostei do Kmisetas, tentei vender camisetas com meu logo eles perderam a imagem.

            André:
            O SETI paga mal.
            Sim. Minhas coordenadas, eu já tinha dito isso. Voce criticou o exemplo não a idéia.
            Matemática pra que? Se é só para dizer que estamos aqui, poderia ser o último .mp3 da Lady Gaga.. :mrgreen:
            Só porque foi feito por cientistas não quer dizer que seja ciência.
            Nerd não é cientista. É tiete. Cientista nerd é narciso… :mrgreen:
            Ser entendido? Não estou tendo sucesso nem aqui… :sad:

          2. @chatomor, se for só pra dizer que estamos aqui, prefiro matemática mesmo em vez de Lady Gaga. kkkkkk Mas se for para eles nos localizarem, provalvelmente eles conseguirão independente da mensagem. Complicado mesmo seria a troca de outro tipo de informação, como por exemplo a nossa história. Vc tem alguma idéia de como faremos isso?

          3. @chatomor,
            Você usa da mesma língua, mesma cultura e ambiente social, mesmo assim reclama de estar sendo mal entendido em sua transmissão de idéias simples.
            A dúvida é: como você transmitiria informações muito mais complexas, recheadas com significados abstratos, para um receptor que não compartilhasse do mesmo desenvolvimento cultural e linguístico, alguém alienígena ao nosso meio?
            A idéia por trás da mensagem enviada é fornecer uma prova definitiva de vida inteligente para habitantes fora de nosso sistema; claro que uma transmissão de números primos também funcionaria, mas não teria a mesma graça. Cientistas, como todos, gostam de uma piadinha sem graça, e acho difícil evitar um easter egg de vez em quando.
            Uma civilização capaz de detectar e entender o padrão como inteligente -sem, necessariamente, decifrar a mensagem- teria como deduzir, pelo menos, a galáxia de origem do sinal, assim como nós.

            PS: essa imagem não é a mesma que foi na Voyager?

          1. @Breno Bernardes,
            Breno Bernardes:
            Aparentemente, não seria necessário, se a mensagem fosse continuamente enviada eles nos achariam.

            Joseph K:
            Ok, ok… easter egg… piadinha sem graça…certo.
            Pensando bem mensagens complexas são desnecessárias, porque nem sabemos se existe alguém ouvindo.
            Mas poderia ser Mozart. Tem mais matemática do que uma sequencia de numeros primos.
            Voyager carrega mensagems com muito mais classe. ;-)

          2. @chatomor, provavelmente as trocas de informações não passariam do que nós já sugerimos aqui. Pelo menos por enquanto. :cry:

  7. Talvez a matemática seria melhor para ser decifrada, por exemplo, os números primos, como naquele filme com a linda Jodie Foster.

    1. Se não fosse a pedra da Roseta, ainda estaríamos batendo cabeça pra saber o que os egípcios tinham escrito. As fórmulas matemáticas deles não foram facilmente deduzidas.

      1. @André, no filme, eles(ETs) usaram os números primos. Cada barulho(ou pulso, sei lá) era interpretado como sendo um. Por exemplo: eles mandaram primeiro um barulho, depois dois barulhos consectivos, depois três barulhos e assim por diante. Por que números primos? Porque os números primos são universais. O que se entende é que quem mandou o sinal era um ser inteligente.

        Agora, mandar outro tipo de mensagem como algum elemento químico já complica. A não ser que cada pulso ou barulho sei lá, representasse um valor único e universal de cada elemento, aí mandaríamos todos os elementos químicos da tabela e torceríamos para eles assimilarem os pulsos com esses valores.

        1. Entendi. Eu tb apelaria para a sequência de Fibonacci, mas não sei até que ponto o uso de código binário seria o mais adequado. Assim como vc, mandar fórmulas químicas (que só teriam maior sentido para nós) sirva de algo.

    2. @Breno Bernardes,
      Também tinha me lembrado deste filme quando li o artigo. O título em português é Contato e trata-se duma adaptação do livro homônimo de Carl Sagan escrito em parceria com sua esposa Ann Druyan e que um dos exemplares aguarda pacientemente que seu proprietário largue de lerdeza e termine de ler logo o História do medo no Ocidente (Jean Delumeau)… Se bem que a ordem de leitura dos livros não é garantida… :grin:
      Sem mais derivações do assunto,
      Agradeço a eventual atenção despendida! :mrgreen:

      1. @Márcio,
        Hã, mais ou menos, o livro “Contato” foi escrito depois do roteiro do filme.
        Nas notas no fim do livro o próprio Sagan diz que o livro foi criado a partir do roteiro que escreveram em 1980-81.

        1. Iço! Ezatamente, Dipromata! :grin:
          Conforme consta na página 434 da minha edição de bolso (que eu ainda não li, mas fiz a consulta assim que vi a resposta de V.Sª.):

          Este livro nasceu de um roteiro de cinema que Ann Druyan e eu escrevemos em 1980-1981. Lynda Obst e Gentry Lee facilitaram essa primeira fase.

          E no link que passei pra Wikipedia:

          Carl Sagan conceived the idea for Contact in 1979. The same year, Lynda Obst, one of Sagan’s closest friends, was hired by film producer Peter Guber to be a studio executive for his production company, Casablanca FilmWorks. She pitched Guber the idea for Contact, who commissioned a development deal.[1] Sagan, along with wife Ann Druyan, wrote a 100+ page film treatment, finishing in November 1980.

          Perdoe o véio aqui! Foi um lapso no rigor da composição no meu comentário anterior depois de um litro de Stella. :oops:

  8. Não lembro, agora, qual o autor (Asimov?) que escreveu um conto onde NÓS recebíamos (e trocávamos) mensagens binárias com uma civilização de outra galáxia, ou algo assim, lí o livro há cerca da 40 anos…

  9. Juro que não conhecia esse feito, mas sei lá, como disseram números binários não permitem algo mais abrangente para se descrever, ou seja, não me arriscaria a dar uma sugestão de algo para a mensagem, mas se pudesse mandar qualquer coisa, eu mandaria:
    “Hey! Teacher! Leave them kids alone!”

  10. Quanto a mensagem, primeiro mandaria uma sequência 10101010 para transmitir o clock, depois eu transmitiria de 0 a 9 usando 8 bits, depois mandaria a sequência para passar o clock novamente, e então mandaria uma parte da sequência de Fibonacci. Com isso tentaria dizer que nosso sistema numérico é o decimal, e que a sequência de Fibonacci que tem varias aplicações é importante para nós.

  11. Antes de se procurar vida inteligente fora do planeta, talvez fosse mais proveitoso procurar primeiro aqui na terra.

  12. Mandar mensagens para o espaço dizendo onde estamos é a PIOR coisa que a humanidade poderia fazer. Stephen Hawkins avisou

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