
Ontem o Twitter (alguns chamam erroneamente de X, a começar pelo próprio dono, que vive tomando nota de comunidade pelas merdas que fala) deu uma macetada na cabeça de um monte e gente. O programa de monetização do Twitter foi atualizado e… bem, pessoal parece que não gostou nada, a começar por quem vive de copiar “conteúdo” dos outros, seja o próprio Twitter ou outras plataformas. O choro, surto e ranger de dentes foi algo… coo direi? Bem, olhem a imagem acima para ver minha reação.
Agora, vai ter gente que terá que fazer outras coisas como ganhar dinheiro… como trabalhar.
A mudança pode ser descrita pelo seguinte gif:

Segundo a página de ajuda e o anúncio oficial, o Twitter passa a usar os seguintes critérios para o que consideram ser conteúdo original:
Aquilo que você criou pessoalmente (escreveu, filmou, desenhou ou produziu) e que reflete sua própria voz, perspectiva, expertise ou criatividade.
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Threads, textos, artigos, reportagens ou análises próprias
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Fotos e vídeos que você produziu
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Memes, gráficos e ilustrações que você criou
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Comentários, reações ou insights que acrescentam perspectiva significativa
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Transformações materiais de conteúdo existente (com contexto, análise, narração, humor ou edição criativa própria).
Péra, respostas também? Olha, se você respondeu com um GIF padronizado, não conta, de acordo com os novos critérios. Meme da Internet? Nope. Vídeo? Nah nah. VOCÊ tem que ter criado. Mas aí vem a parte divertida com o listão do que NÃO É considerado original e não conta para a monetização ou mesmo deixando inelegível (a melhor parte):
· Cópia ou reprodução substancial do trabalho de outro
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Download e reupload de conteúdo de outra pessoa/plataforma (a menos que você seja o autor)
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Conteúdo gerado automaticamente (AKA, gerado por IA)
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Conteúdo inadequado, sexualmente explícito ou potencialmente prejudicial
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Foco exclusivo em “como monetizar” ou maximizar pagamentos
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Desinformação ou conteúdo enganoso
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Posts com Nota de Comunidade votada como “útil”
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Violações de diretrizes, termos ou direitos autorais
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Edições mínimas (cortes simples, filtros, bordas, marcas d’água, overlays de texto descritivos etc.) sem transformação significativa
Pegou vídeo de alguém do Instagram? Nada de monetização. Pegou e apagou os créditos? Nada de monetização. Escreveu merda e tomou nota de comunidade: se ferrou. Ficar ensinando os outros como monetizar: nah nah.
Perfis de humor que são mestres em catar conteúdo e “conteúdo” na Internet, vai tudo ficar sem monetização. Perfis que soltam besteiras e tomam Nota de Comunidade perdem a monetização. Reincidência cancela de vez o programa de monetização do perfil, que já começa sendo reavaliado daqui a pouco. Ah, e o Brasil ainda não está no novo programa, então, os perfis daqui que recebiam monetização passarão a ter a monetização cassada e senão gostou, aproveitem que ainda tem monetização para comprar uma cama nova para chorar lá, que é lugar quente.
Claro, o algoritmo irá procurar conteúdo original e é capaz de passar muitas cópias, mas é pra isso que existem as Notas de Comunidade, aquelas que vocês ignorar para ficar batendo boca com perfil falando merda para conseguir engajamento. Ah, sim, aquelas perguntas babacas também não contam como conteúdo e ragebait (desde que devidamente sinalizado) também não vai contar.
Ah, perfil de putaria estará automaticamente expulso do programa e as meninas do programa terão que contar só com link do OnlyFans.
Monetização é algo que não se sustenta a longo prazo e vai acabar um monte de gente pagando selo azul apenas para ter alcance e mais pessoas poderem vê-lo reclamando do fim da monetização.
Mas calma! Aqueles que estão reclamando que perderão uma fonte de renda, não se preocupem. Uma nova forma de monetização vem aí, daquelas que são pagas religiosamente todo mês e vem até com alguns bônus:


Essa última imagem do texto me fez lembrar de um texto do meu finado blog em que eu citei tanto um casal alemão que queria viajar pelo mundo e queria doações do pessoal da Internet, até que alguns questionavam porque que eles não trabalhavam e eles se saíram com a de que “trabalhar não era uma opção”, como mostrei uma tiktokeira argentina, com mais de 30 anos, cheia de tatuagens pelo corpo, que aparecia chorando copiosamente que viu que teria que trabalhar. Parece que a vagabundagem entre os “produtores de conteúdo” é universal. Só não sei o que seria equivalente na Argentina ou na Alemanha à nossa CTPS.
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