Espanha toma uma gotinha do próprio remédio e é invadida por gente que ela não queria lá

Ontem, todo mundo (menos eu, e já direi o motivo) ficou estarrecido com a horda de imigrantes ilegais indo em massa que nem arrastão em Copacabana, só que indo pra terreno espanhol. Segundo o Ministério do Interior da Espanha, cerca de 49 mil migrantes atravessaram para Corsa Ceuta em apenas 24 horas, vindos do Marrocos por mar e por terra. Somando os dias anteriores, a conta bate em 60 mil pessoas, o equivalente a mais da metade da população do enclave se materializando do nada, como se o território tivesse sido escolhido a dedo para um experimento de física social.

A Espanha e o Marrocos, tomados de um súbito interesse por engenharia civil, reforçaram a cerca fronteiriça , mas o saldo, no entanto, já inclui ao menos 34 corpos encontrados, porque toda crise migratória insiste em lembrar que estatística é gente. Quanto a mim? Eu estou achando divertidíssimo!

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Batman Mexicano mete moral e prende bandidagem

Havia uma cidade na qual a noite chegava mais cedo do que o de costume, não por causa do inverno nem da latitude, mas porque a luz dos postes parecia ter desistido de brigar contra a escuridão que se instalara nas ruas. O crime crescera devagar, mas sombriamente, como quem se muda de mansinho para não incomodar os vizinhos, até que os moradores aprenderam a andar olhando por cima do ombro e a polícia aprendeu a preencher boletim de ocorrência com a mesma resignação de cobrador de ônibus recebendo a passagem. As autoridades prometiam providências, os jornais prometiam apuração, e o cidadão comum prometia, silenciosamente, parar de acreditar em qualquer uma das duas promessas.

Este lugar era o tipo de lugar onde criminosos acham que podem fazer seus ganhos e nada irá lhes acontecer. Este lugar não é uma Nova Jersey disfarçada de metrópole gótica, e o super-herói que ela produziu não tem mordomo, não tem helicóptero e definitivamente não tem verba de marketing: essa cidade é Lagos de Moreno, no estado mexicano de Jalisco, e o herói que decidiu aparecer, sem convite e sem antecedentes claros, atende, nas redes sociais, pelo nome de… O Batman Mexicano!

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Vaticano expulsa velharada e não gasta o seu latim

Toda organização que dura dois mil anos acumula parentes incômodos, e a Igreja Católica tem uma lista respeitável deles. Tem o parente que foi embora batendo a porta em 1054 e nunca mais atendeu o telefone, discordando sobre quem mandava mais; tem o parente que abriu uma emissora de rádio própria no século XVI e passou a vida inteira criticando a família original pregando poucas e boas numa porta, que é basicamente a versão medieval de vender assento vip no paraíso; e agora, no ano de 2026, a ICAR ganhou um novo desentendimento de família, só que dessa vez o motivo não é teologia complexa nem doutrina obscura. É apego à língua morta. Continuar lendo “Vaticano expulsa velharada e não gasta o seu latim”

Polícia francesa emite alerta contra veados bêbados causando problemas

O grande problema da guerra Infinita foi ter zoado com a linha temporal. Estamos na versão mais doida dela, só faltando todo mundo ser feito de marshmallow. Sabemos disso porque a humanidade finalmente chegou ao ponto em que a polícia francesa precisou emitir um alerta oficial sobre veados bêbados, alcoolizados, bebuns, cambaleando pelas estradas como universitários às 3 da manhã depois de descobrir open bar de vinho barato. Acho que nada mais francês que ter um monte de veados zanzando por aí completamente embriagados. Continuar lendo “Polícia francesa emite alerta contra veados bêbados causando problemas”

Cinemark descobre como sabotar uma lei sem quebrar nenhuma lei

Existe algo profundamente fascinante na habilidade humana de destruir uma ideia sem tecnicamente desobedecer a ela. Não é rebelião clássica, daquela com barricada, fumaça e gente gritando slogans revolucionários. Não, caro que não! O século XXI refinou o processo, e hoje a grande revolta acontece em salas climatizadas, entre advogados sorridentes e apresentações de PowerPoint chamadas “otimização operacional”. E foi exatamente isso que aconteceu quando a rede Cinemark que resolveu entrar em campo com o regulamento debaixo do braço e decidiu cumprir a famosa cota de tela da maneira mais absurdamente literal possível, passando seguidamente filme nacional por cem vezes seguidas.

Eu adoro o cheiro de desobediência civil pela manhã! Continuar lendo “Cinemark descobre como sabotar uma lei sem quebrar nenhuma lei”

O peixe que deixava os romanos doidões, como no LSD

Imagine jantar num restaurante à beira-mar, pedir um peixe grelhado aparentemente inocente e acordar dois dias depois sem qualquer memória do que aconteceu. Não é o enredo de um thriller psicológico nem o relato de uma festa que saiu do controle. É o que pode acontecer quando alguém tem o azar, ou a curiosidade, de comer a Sarpa salpa, modestamente conhecida no mundo árabe como “o peixe que faz sonhos.” Os romanos chamavam-lhe delicatessen. A ciência moderna denomina esse fenômeno de ichthyoallyeinotoxism, dito em latim científico para soar menos embaraçoso nos relatórios hospitalares, porque “intoxicação alucinogênica por peixe” não tem, convenhamos, a dignidade que a situação merece.

Viajando firme na peixaria, chapadões durante o Império, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “O peixe que deixava os romanos doidões, como no LSD”

O pastor que mandou o Nono Mandamento pra escanteio

O ditado mais elucidativo e real do mundo é “Em casa de ferreiro, espeto de pau”. Economistas que quebram, nutricionistas obesos, psicólogos em colapso existencial, coaches de produtividade que não entregam o curso no prazo… a lista é longa, edificante e, francamente, reconfortante para quem nunca escreveu um livro sobre nada. Leslie Williams, 62 anos, pastor evangélico do estado da Flórida, acaba de entrar nessa galeria ilustre pela porta da frente: autor de um livro sobre como amar sua esposa, preso por ter duas delas ao mesmo tempo. Continuar lendo “O pastor que mandou o Nono Mandamento pra escanteio”

Salmão chapado na cocaína nada mais que o salmão careta

Eu sei que você abriu esse texto esperando alguma coisa minimamente… sei lá. Não tenho mais a menor puta ideia do que as pessoas esperam, e é capaz de elas mesmas não saberem. Você chega no final de semana depois de ter feriados no meio dela e não ter podido enforcar nenhum, já que seu chefe é um corno, o que me deixa bem animado. ÊÊÊÊÊ!!! Daí eu vejo o quê? Que cientistas suecos e australianos publicaram um estudo demonstrando que salmões expostos a resíduos de cocaína nos rios se espalham por bem longe, se dispersam mais, gastam mais energia e ficam mais vulneráveis a predadores. Conseguimos criar um programa de condicionamento físico involuntário para a fauna aquática europeia. Academia da vida, literalmente. Sem matrícula, sem anuidade, sem nenhuma chance de cancelamento. Sim, esta é uma notícia de salmão doidão.

Sair varando pelos caminhos de Netuno totalmente virado no pó, esta é a sua SEXTA INSANA!! Continuar lendo “Salmão chapado na cocaína nada mais que o salmão careta”

Mortes Insólitas de famosos (ou não tão famosos)

A história adora vender a ideia de que grandes nomes têm finais à altura: discursos solenes, últimas palavras memoráveis e um certo ar de grandeza inevitável. Mas basta folhear com um pouco mais de atenção para perceber que a realidade, como sempre, prefere o improviso e, frequentemente, o ridículo. Entre gênios, artistas, guerreiros e cientistas, há uma coleção nada pequena de pessoas brilhantes que não caíram em batalha nem sucumbiram a grandes tragédias, mas sim a erros banais, decisões questionáveis e coincidências que fariam qualquer roteirista ser acusado de exagero.

Olhando de soslaio para ve se Dona Morte tá atrás de mim, esta é a sua SEXTA INSANA! Continuar lendo “Mortes Insólitas de famosos (ou não tão famosos)”

O vaso de guerra que perdeu a guerra para o vaso com cocô

A Marinha dos Estados Unidos opera com um orçamento anual na casa dos US$200 bilhões. Uma quantia tão colossal que quase exige trilha sonora de música clássica e um pedido formal de desculpas à realidade e o motivo você vai saber enquanto estiver lendo o texto. Por enquanto, basta saber que esse montante visa projetar poder global, manter frotas inteiras, desenvolver tecnologias que beiram a ficção científica e, em tese, assegurar que a máquina militar mais sofisticada do planeta funcione, inclusive no básico.

Pelo menos, no papel. A realidade costuma ser mais sacana, como um naviozão gigantão dominado por um cagalhão. Continuar lendo “O vaso de guerra que perdeu a guerra para o vaso com cocô”