
Há documentos governamentais que resolvem problemas e há documentos governamentais que, sem querer, funcionam como uma confissão pública de que algo deu terrivelmente errado antes mesmo de chegarem à segunda página. O novo guia do Home Office britânico, publicado em 19 de agosto de 2026 e destinado a solicitantes de asilo, entra fácil na segunda categoria.
São nove páginas cuidadosamente redigidas para explicar, com a paciência de quem ensina criança a amarrar cadarço, que não pode ser violento, não pode agridir parceiro, não se assobia para estranhos na rua, não pode beliscar, xingar o coleguinha e nem dizer que o rei tem dedo de salsicha. Ah, e não pode estuprar ninguém. Tem que avisar, porque vai que se confundem! Continuar lendo “Manual de Boas Maneiras da Inglaterra pede por favorzinho que visitantes não estuprem ninguém”



Segundo alguns youtubeiros, as pessoas devem parar de ficar em redes sociais (das que o próprio youtubeiro usa para falar suas sandices) e ler jornais. Ok, eu leio jornais, mas ler é diferente de me informar. Pelo que vejo, um monte de jornaleiros quer apenas dar views pros seus veículos, o que eu entendo perfeitamente, já que eles vivem de investidores, e investidores querem ver as métricas, que são traduzidas pelos números. Não importa que 7000 estejam xingando o seu tweet. São 7000 interações. Beleza, eu entendo isso, mas tudo tem um limite.
Nada mais inútil que esses prêmios de “Professor do Ano” ou “Professor Nota Mil” ou bobagens neste sentido. Motivo? Normalmente, quem ganha é alguém tosco que nem se compara com um pobre desgraçado com 70 alunos em sala de aula numa escola pública dentro de favela. Em 2017, uma tia ganhou prêmio por dar aula de língua indígena para 15 criancinhas no interior de Rondônia. Grandes merdas! E os outros premiados não são lá essas coisas também.
O mundo é louco e desmedido. Por mais que eu fique zuando às vezes, tem notícias que me faz pensar “que merda deu na humanidade?”. Se bem que eu paro mais dois minutos e chego na conclusão: “Çaporra sempre foi assim, principalmente depois que surgiu a Humanidade”. Não que outros animais não ajam feito animais (DSCLP), mas animais não inventam merda de desculpa furada, como é um caso de um maníaco de 54 anos que achou uma excelente ideia estuprar a neta de 7.
Bandido religioso não é novidade desde que Cirilo destruiu a Biblioteca de Alexandria e martirizou Hipátia (que não foi canonizada e nem ganhou pedidinho de desculpas póstumo, mas Cirilo é santo. Amém, graças a Deus). Também não é novidade que evangélicos odeiam religiões de matiz africana. Coisa do Diabo ou algo assim. Nunca entendi direito, mas também nunca entendi como tem gente que acredita em cobras falantes. Outra coisa que não é novidade é traficante de jesus indo em templos espíritas e destruindo tudo.
Sim, o título é maluco, mas mais maluco ainda e traficante fanático religioso. Se o vagabundo já não prestava por traficar drogas, piora ainda mais quando ele acha que pode espalhar as palavras de amor e carinho de Nosso Senhor Jesus, ameaçando de morte quem segue lá a religiãozinha de adolescente que lê revista Witch.
Eu sempre digo que religião é um câncer sociológico. Ele se alastra fundo, causa metástase e acaba sendo mais do que maléfico. E mortal! Eu aceito que a pessoa resolva se conectar com uma esfera que ele não compreende, passe a acreditar que haja seres supranaturais ou, pelo menos, sobrenaturais, mas tenho verdadeiro asco por institucionalização da fé, em que um líder diz o que você tem que fazer, pensar e agir ou um Deus bom, justo e misericordioso vai destruir a sua vida de forma selvagem.
Sequestro é uma coisa feia. Eles raptam seu ente querido ou seu cunhado, pedindo resgate. O ente querido, beleza, mas o pior é quando te enchem o saco para pagar para ter o cunhado de volta. Um pastor é diferente. Uma pessoa séria, condutora de almas para nosso senhor Jesus Cristo, Cordeiro de Deus, servo do Senhor Altíssimo, amém, graças a Deus, precisa ser protegida. Assim, quando anunciaram que um pastor foi sequestrado; mas, por sorte, ele conseguiu escapar e foi prestar queixa na polícia, dizendo que tinham sequestrado ele, e exigiram o resgate em bitcoins.