Sinta na pele, mesmo usando uma prótese

Vocês já devem ter notado que eu adoro noticiar coisas que envolvam novas tecnologias para a fabricação de próteses mais eficientes, mais baratas e, raramente, mais eficientes e mais baratas no mesmo pacote. Bem, toda tecnologia em seu estado inicial é cara, cujo preço só vai barateando ao longo do tempo. Ainda assim, é legal acompanhar o que se anda pesquisando por aí.

Por exemplo, uma recente pesquisa partiu do princípio que próteses são legais, ótimas, mas falta uma coisinha: a sensação de tato. Sim, muitas pesquisas enveredam para isso, ainda mais que o tato é um dos nossos principais sentidos. A que eu trago hoje é uma pesquisa sobre pele artificial que traz sensores eletrônicos.

O dr. Oliver G. Schmidt é diretor do Instituto Leibniz de Pesquisa de Materiais e Estado Sólido de Dresden, na Alemanha. Oliver gosta de estudar coisas pequenas, muito pequenas. Coisas em nanoescala, mas não se anime. Ele não trabalha com urologia, então, você não poderá se consultar com ele.

Se você acha que sensores fariam uma prótese melhor, nada tema. Com o dr. Schmidt e seu pessoal não há problema. Mesmo porque, ele tem noção que criar uma pele artificial de alta qualidade demora tempo, então, o quanto antes se começar a pesquisar, melhor.

Ele parte do princípio que esta pele artificial deve ter sensores, mas, ao mesmo tempo, ser bem flexível, sem afetar as leituras dos respectivos sensores, que teriam que ser processados por algum circuito, e isso requer uma um material e produção que ainda não existe, mas inovação é isso: você cria algo que não existe.

O novo material que o dr. Schmidt e a odiosa lata de sardinha sua equipe pesquisam é semelhante à pele, possui sensores magnéticos e circuitos orgânicos para operá-los e é capaz de detectar o campo magnético local com alta precisão e em tempo real. O único porém é que não tem bluetooth, já que tudo fica melhor cm bluetooth.

Esta lindeza foi testada para detectar o campo magnético local com alta precisão, e em tempo real enquanto é dobrado, tensionado e manipulado de várias maneiras. Essa detecção será transmitido a um controlador, que dará num sinal tátil que será direcionado ao cérebro. E se você pensa em apenas próteses, está enganado. Ele será usado para sistemas “vestíveis” (ô palavra feia!) e até para aplicações robóticas. Afinal, o Skynet precisará de precisão quando nossos senhores robôs quiserem aniquilar vocês, humanos idiotas!

E sim, claro que tem pesquisa completa para ler. Está na Science Advances.

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