Gás carbônico sendo dissolvido nos oceanos cada vez mais

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Eu já tinha postado aqui sobre as grandes quantidades de gás carbônico (CO2) sendo dissolvidos nos oceanos acarreta em grandes problemas. Isso porque o equilíbrio se desloca e forma-se ácido carbônico (H2CO3),e causa muitos problemas, como a acidez nos oceanos oferecendo perigo às diatomáceas, talvez causar extinção em massa nos mares e oceanos e até mesmo aumentando o tamanho dos crustáceos, o que não é lá tão bom quanto à primeira vista se faz crer. Corais caribenhos, contudo, ainda estão vivendo bem.

Claro, nada é totalmente ruim ou totalmente bom. Com esse crescimento na absorção de CO2 nos mares e oceanos, são menos toneladas a ir para a atmosfera, que acabariam ampliando ainda mais o efeito estufa e criando o aquecimento global. De qualquer forma, estamos ferrados da mesma forma.

O dr. Timothy DeVries é professor-assistente de Oceanografia, com pesquisas voltadas para ciclagem de carbono e demais nutrientes, no Departamento de Geografia da Universidade de Santa Bárbara. Sua pesquisa envolve trabalhar com modelos globais dos oceanos, de forma a compreender como é ação do carbono e as ações químicas que envolvem os nutrientes nos oceanos.

Vários estudos apontaram para a maior captação de CO2 pelos oceanos, mas não se sabe o direito por que diabos isso acontece. Bem, a pesquisa de Tim-Tim explica que isso é devido a uma desaceleração da circulação dos oceanos, e que isso provavelmente catalisaria o processo, o que até faz sentido, mas por enquanto não dá pra saber se essa acidez dos oceanos tiveram algum empurrãozinho humano.

DeVires e seus colaboradores compilaram os dados de marcadores oceanográficos existentes como temperatura, salinidade, concentração de cloroflúor-carbono (os famosos CFC) e taxas de carbono-14. Eles pegaram todas essas informações e separaram nas décadas de 1980, 1990 e 2000. Mandaram tudo isso pros computers para que o maquinário processasse tudo e cuspisse fora o relatório, e esse relatório relatou o relato que as correntes oceânicas não são como eram, isto é, não estão circulando tanto, e isso influenciou a troca de CO2 mediante o sistema oceano-atmosfera.

Em resumo, com a água circulando menos, as moléculas de gases não se desprendem fatalmente, fazendo om que o gás dissolvido não volte de novo para atmosfera, propiciando que as águas próximas à superfície captem mais e mais CO2. Claro, a pesquisa ainda não está 100% terminada, mas já mostra bons indícios de acerto.

A pesquisa foi publicada na Nature.

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Sobre André Carvalho

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