Das águas a outros planetas: A esperança de entender a vida

Como buscar vida em outros planetas sem nem saber como começar? A busca pela vida fora da Terra começa por entender a vida como a que surgiu aqui, por falta de parâmetro melhor. Com isso, a melhor saída é traçar um paralelo aqui na Terra ao analisar a vida aqui, em todos os cantos.

Para conduzir este tipo de estudo, um grupo pesquisadores estuda fumarolas brancas, emanações hidrotérmicas no fundo dos oceanos, de forma a entender os seres vivos que vivem por lá.

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Oceanos, chuvas e clima do passado, hoje e sempre

Se você estudou num colégio decente, você aprendeu sobre ciclo da água. Se não estudou, provavelmente está perpetuando esta bobagem de “a água está acabando” e fica com receio de dar descarga, achando que cada vez que você puxar a cordinha o mundo estará próximo de virar um deserto. Claro, os sistemas pluviais e correntes oceânicas estão mais interligados do que você pensa, já que as mudanças nas correntes oceânicas no Oceano Atlântico influenciam a precipitação no Hemisfério Ocidental, e esta “ligação” está ativa há milhares de anos.

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Extinção do Triássico-Jurássico não mudou muito o que acontecia no oceano ou “a vida sempre da um jeito”

Na catástrofe que foi a Extinção do Permiano, no período Triássico-Jurássico (aquela que caiu um meteorão do mal, evento também chamado Triássico Tardio), mais de 50% das formas de vida foram para a vala, mas que sobrou foi o suficiente para acarretar em youtubeiros e seus comentaristas hoje (o que eu não sei dizer se foi uma boa, mas Evolução nunca significou melhoria). Entretanto, apesar da mortandade quase total, pesquisas atuais mostram que não houve mudanças drásticas na forma como os ecossistemas marinhos funcionavam. Continuar lendo “Extinção do Triássico-Jurássico não mudou muito o que acontecia no oceano ou “a vida sempre da um jeito””

Gás carbônico sendo dissolvido nos oceanos cada vez mais

Eu já tinha postado aqui sobre as grandes quantidades de gás carbônico (CO2) sendo dissolvidos nos oceanos acarreta em grandes problemas. Isso porque o equilíbrio se desloca e forma-se ácido carbônico (H2CO3),e causa muitos problemas, como a acidez nos oceanos oferecendo perigo às diatomáceas, talvez causar extinção em massa nos mares e oceanos e até mesmo aumentando o tamanho dos crustáceos, o que não é lá tão bom quanto à primeira vista se faz crer. Corais caribenhos, contudo, ainda estão vivendo bem.

Claro, nada é totalmente ruim ou totalmente bom. Com esse crescimento na absorção de CO2 nos mares e oceanos, são menos toneladas a ir para a atmosfera, que acabariam ampliando ainda mais o efeito estufa e criando o aquecimento global. De qualquer forma, estamos ferrados da mesma forma.

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Mitos dos Oceanos

E aqui vamos nós com mais um vídeo da nossa seção de Mitos e Crendices. Dessa vez, as coisas estranhas que acontecem no oceano. Será que o Triângulo das Bermudas existe? Monstros marinhos? O Kraken! Sereias, sim, né? Claro que sereias são reais. O que tem escondido nos 3/4 de superfície do planeta que é composta por água?

A verdade está lá fora. É uma questão de sentar e buscá-la e não ficar tendo ideias e defendê-la com unhas e dentes, mesmo sem ter uma única evidência disso.

Mas Atlântida, sim. É real, certo? Ou será que…

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Vulcão Etna ajuda a vida a dar um jeitinho

O Etna é um vulcão boladão que volta e meia dá uma sacudidela na Itália. Situado na Sicília e é um dos vulcões mais ativos do mundo, além de ser um dos mais altos, com 3322 metros de altura. Você não quer morar perto do Etna; ainda mais que em 2012 aquela bagaça entrou em erupção no dia 18 de março de 2012, liberando uma bela duma coluna de cinzas, que chegou a cerca de 7 mil metros acima do nível do mar. Hefestos não estava de bom humor nesse dia.

Mas nem tudo é cenário de destruição. Natureza está pouco se lixando para você, seu macaco pelado! A vida sempre está em eterna competição, e por increça que parível, as toneladas de cinzas vulcânicas expelidas pelo Etna, somado ao frio extremo do inverno anterior no local, criaram um autêntico paraíso na bacia de Ierapetra, com 4.430 metros de profundidade). O que antes era um dos ambientes marinhos menos produtivos do Mar Mediterrâneo Oriental, mudou radicalmente seu destino.

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Baleia cegueta tem maiores chances de ser extinta

As baleias-francas são baleias, mas nem por isso são aquelas mal-educadas que quando você pede a opinião, ela chapa logo na sua cara que você está gorda ou careca ou que seu chefe ficará com o bônus da empresa, enquanto você continuará trabalhando feito uma mula. Pertencentes à família Balenidae (não ria), as baleias-francas, algumas espécies, como a Eubalaena glacialis e a Eubalaena japonica, estão em risco de extinção. Fora a ação predatória humana, um outro motivo tem para que estes animais sejam facilmente caçados: os olhos.

Pesquisadores descobriram uma mutação genética nos olhos de baleias-francas que dificulta a sua capacidade de ver quando há luz brilhante, e isso é uma desvantagem evolutiva. Logo, logo, elas vão se ferrar de vez.

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Com um pouco de lubrificação, peixe espada vem com tudo

O peixe-espada é, além de um peixe-trocadilho, um belo animal. Só tem um detalhe: ele precisa nadar rápido, o que normalmente é complicado por causa do arrasto causado pela água, por causa da força de atrito. Sendo assim, Jesus, digo, a Seleção Natural selecionou certas vantagens que, bem… são vantajosas, ainda mais quando se é um peixe que nada muito, muito rápido. Assim, o peixão precisa ter o mínimo de arrasto hidrodinâmico, o que, em parte, é conferido pela sua morfologia. em outra por uma lubrificação que recobre seu corpo.

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A vida secreta nas profundezas do Atlântico

Qualquer um que tenha lido (ou assistido) Jurassic Park sabe que a vida sempre dá um jeito. Ela nasce em ralo de banheiro, fossas termais e até na casa do seu cunhado. Seja tardígrados seja aquela bactéria lazarenta que lhe dá uma diarreia monstruosa, podemos encontrar vida nos lugares ais esquisitos da Terra. E isso inclui lugares muito, muito longe, como alguns vários quilômetros…

Para baixo.

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Como antigos oceanos já regulavam reações químicas orgânicas

A maior pedra no sapato criacionista é explicar como a vida veio. Não, péra. Pra eles é fácil. Jesus veio, ergueu a varinha de condão e PUF! um elefante. Dai tentam invalidar a Teoria da Evolução apontando “incongruências” (que só existe na cabecinha oca deles) nas modernas teorias sobre a origem da vida, como se fossem a mesma coisa.

Bem, para haver vida é preciso haver moléculas auto-replicantes, como RNA e DNA. Para haver essas moléculas é preciso que haja reações de polimerização. Para haver reações de polimerização, é preciso que haja reações com substâncias orgânicas, isto é, substâncias baseadas em cadeias carbônicas. Para que haja reações com substâncias orgânicas é preciso… Bem, é preciso observar se essas reações são possíveis sem ação de um agente externo. Será que isso é possível?

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