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Sociologia é aquela ciência importante que existe para apenas formar professores de Sociologia que farão tudo para convencer que Sociologia é importante. Como eles têm pouco o que fazer, criam conceitos idiotas e um deles é o da “Geração Y”, também chamados de “Millenials” ou, como eu chamo, Geração Ydiota. Essas criaturinhas tolas e desprovidas de noção (estou falando dos millenials, mas também serve para sociólogos) são compreendidos como a geração de fins dos anos 70, anos 80. São caracterizados por terem nascidos num mundo de grandes revoluções tecnológicas. Sim, porque viver na época do uso na energia atômica é algo trivial. Até a Revolução Industrial não se compara com um carinha comprar uma bosta de smartphone para postar foto de comida.

Essa geração mimada, criada num mundo em que são protegidos de tudo para não sofrerem estão sendo lindamente darwinizados no meio de trabalho, o que não significa muito, já que sempre pode-se contar com mesadinha de papai e mamãe.

O problema é que essa geração se acostumou a ter tudo e não dar nada em troca. Eles se sentem com direitos, direitos e direitos. Mas não deveres. Entram para o mundo corporativo, dão de cara com um muro, o muro de suas incompetências. Eles não estão preparados para a frustração de fazer tudo certo, chegar o chefe e dizer “não gostei, faz de novo” ou, como aconteceu comigo uma vez. Meu chefe chegou e me deu instruções. Eu argumentei que não daria certo, que o melhor procedimento era esse, esse e esse. Demonstrei porque não daria certo. Tomei pela cara “Sua sugestão pode ser a melhor e a mais certa, mas eu quero que faça do meu jeito”. Sim, eu fiz do jeito dele. Sim, deu merda e eu tive o gostinho de dizer “eu avisei…”

Mas geração Y não consegue passar por cima disso. São hedonistas digitais em que qualquer postagem no Instagram que não ganhe 100 mil curtidas, eles entram em depressão. Qualquer vídeo imbecil que poste no Facebook que não tenha milhares de compartilhamentos é a morte. Eles se acham importantes demais para que não sejam replicados em suas sábias palavras tipo “peidei na sala hoje kkkk”. Isso porque ativa o Centro de Busca no cérebro e toneladas de dopamina são jogadas lá. São apenas viciados. Apenas isso: viciados.

Sempre compartilham aquela imagem idiota de várias pessoas num trem lendo jornal, numa crítica velada a quem menciona o quanto essa gentinha grosseira não larga o celular quando sai com os amigos. A verdade é que uma coisa não tem nada a ver com outra. Você não dá papo a gente estranha na rua. Mas nunca mostram aquelas mesmas pessoas num almoço em família.

Vício. Puro vício.

Eu observo nos meus alunos, que mal conseguem ficar parados e as mãos, mesmo sem o celular, faz os mesmos movimentos, ainda que involuntários. Muitos não aguentam e pegam o aparelho, para serem punidos por isso, e depois os pais virem me xingar. Ainda assim, é lei e leis são para serem cumpridas, mesmo pelos reizinhos monstruosos que criam em casa.

suas baixas auto-estimas fazem com que haja necessidade de ganhar mais aceitação social, e para isso ele precisa estar mais e mais online, e compartilhar qualquer coisa para ganhar likes que serão traduzidos em microgramas de dopamina. sem elas, eles caem na depressão ferrada, mas não querem batalhar para se elevar. querem que os outros se ajoelhem perante eles, pois foi assim que foram ensinados.

Querem tudo imediatamente, querem mudar o mundo e que o mundo se curve aos seus pés, mesmo quando arrumam um empreguinho de segundo escalão. Não, queridos, nenhuma empresa está preocupada com vocês, por mais cool que seja. Aquelas instalações e facilidades do Google não são pra todo mundo. A tia do café continua ganhando um salário de merda ne o seu Juca que varre o chão não tem direito a ficar relaxando num ambiente com massagem, escolhendo quando irá fazer o seu serviço. Nesse ponto, viva a Apple, e seu modo democrático de conduzir as coisas: todo mundo era tratado no coice, principalmente por Steve Jobs, em que o termo “stevado” era bem conhecido, com humilhações públicas. Não existe chefe bonzinho. Ele não quer que você mude o mundo, ele quer que você faça a bosta do trabalho para o qual o contratou. Você quer mudar o mundo? Funde sua própria empresa (e morra na miséria, porque ela vai falir.

Geração Y não é atenta, não consegue interagir com pessoas fora do WhatsApp, não consegue o mínimo de empatia e isso pudemos ver no caso do voo da Chapecoense rindo e criando piadinhas com um desastre aéreo. Quando chegar no ambiente de trabalho, tomarão uma patada do chefe que chegarão em casa e não vão mais voltar, daí saem nessas reportagens “largou o mundo e foi se encontrar, viajando por vários países”. Sim. Só voltam quando o dinheiro dos pais acaba.

Essa geração imediatista, mimada, egocêntrica e que acha que nós vivemos para servir a eles, senhores do Universo, não aguenta uma contraposição, pois desde pequenos recebiam prêmios por suas incompetências, prêmios de consolação por coisas que o único consolo seria “levante e faça por onde ser melhor na próxima”. Culpa de pais incompetentes, que não querem se dar ao trabalho. Fracassaram no colégio? Correm pro diretor punir o professor. Se afundam na faculdade? Clamam e bradam na mesa dos coordenadores. Só que na hora do patrão, qualquer “A” que se diga será desemprego, mas não importa. Eles irão se reencontrar, enquanto vivem às custas dos pais.

Sim, nós trabalhamos em empregos ruins, não sendo remunerados à altura. Bem, aceitem o fato. A vida não está aí para ser gentil com vocês, mas quem se importa? O importante é lacrar, é tirar onda, é mostrar que você é um resistente e diz NÃO à elite econômica e ao capitalismo desenfreado, externando a revolta e se posicionando contra burgueses.

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Fonte: The Independent

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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