Nanopartículas e quimioluminescência para a detecção de vírus

Um vírus é uma criaturinha que nem se sabe ainda se é uma criatura ou uma PFDP (proteína fidaputa). Essas desgraças, desde aquele resfriado nojento que te deixa de cama até uma hepatite B, são capazes de ferrar com seu dia de várias maneiras. Junte isso ao fato de necessidades de transfusão de sangue, em muitos casos de forma emergencial, temos o prenúncio do desastre, em que as equipes médicas têm que analisar o sangue de maneira rápida, ou a emenda sairá pior que o soneto.

A quem pediremos ajuda? Ao Olavo de Carvalho? À Marilena Chauí? Ao Tedson? Não, a químicos, mesmo!

A drª. Nongyue He é química (com ela a oração e a paz). Tendo noção de sua importância para os outros ramos do conhecimento, porque, coitados, sempre precisarão de um químico para guiar-lhes pelos escuros redutos da sabedoria, o dr. He trabalha como pesquisador da Faculdade de Ciências Biológicas e Engenharia Médica da Universidade Southeast.

Sabendo da necessidade de detectar vírus de forma rápida e fácil, a drª. He (deveria ser “she”, mas não vou assumir gênero de ninguém, ou um bando de SJW irá me encher o saco), que mais parece nome de vilão de James Bond, trabalhou com colaboradores chineses a fim de desenvolver e um novo sistema para detecção rápida de vírus em exames de sangue. Sua técnica consegue detectar os vírus HIV, hepatite C e hepatite B.

A equipe de Nongyue usa um processo de amplificação para multiplicar o DNA e/ou RNA de vários vírus mesmo tempo, fazendo o suficiente para gerar um sinal químico bem determinado. Para tanto, os pesquisadores fazem uso de nanopartículas, o bluetooth das pesquisas, modificadas com ácidos nucleicos para corresponder a partes únicas do genoma de cada vírus. Estas nanopartículas são quimioluminescentes, ou seja, emitem luz mediante reações químicas. Sendo assim, elas foram criadas para se iluminarem em presença do menor sinal químico de DNA ou RNA viral.

Simplificando ainda mais: se tiver um dos três vírus supracitados, o sangue brilha, como numa rave de vírus. Daí fica mais fácil detectar no início e já podemos partir pro tratamento.

A pesquisa foi publicada no periódico Biomaterials Science

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