Tag Archives: bioquímica

Células artificiais exterminam bactérias

Bactérias são como parentes. Algumas ajudam, outras atrapalham. Existe bactéria-cunhado que chega junto, ajuda na digestão, produz vitaminas, sem elas você não vive. E existe a bactéria-cunhado que ferra com a sua vida, vive às suas custas, e se bobear te manda um monte de contas (do hospital). Você não quer esta segunda bactéria-cunhado, e, para isso, foram desenvolvidos antibióticos para dar cabo dessas sem-vergonhas. O problema é que a Seleção Natural, essa danadinha, tem feito o que melhor sabe fazer: selecionar quem está apto a viver, e isso nos deu as superbactérias.

Mas e se pudéssemos criar artificialmente células caçadoras de bactérias?

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Smartphone é nova arma de “altíssima” tecnologia para encontrar mosquitos da dengue

Doenças não são legais. Ainda mais quando elas causam sérios problemas como dengue, Chikungunya e zika. Você não quer nem ter um resfriado, quanto mais estas doenças. O mais interessante, entretanto, é que bactérias, em especial as do gênero Wolbachia, conseguem impedir a transmissão do vírus do dengue e seus amigos. Eu já postei artigo sobre elas AQUI, AQUI, e AQUI. Seria legal termos um meio de diferenciar os mosquitos que estão infectados com a Wolbachia, certo? Que tal usar o seu smartphone?

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Identificada substância-chave na expressão de genes do autismo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1 em 160 crianças estão dentro do transtorno do espectro autista. Esse espectro é amplo, isto é, autismo não é uma única doença ou transtorno, mas vários, com diferentes graus, referindo-se a uma gama de condições caracterizadas por algum grau de comportamento social prejudicado, comunicação e linguagem, e uma faixa estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas repetidamente.

Pesquisas já demonstraram que não apenas um, mas vários genes estão envolvidos. Assim fica difícil pesquisar uma cura ou sequer um tratamento. A saída é ver o que é o principal desencadeador do transtorno. E tudo parece estar no difuso mundo das proteínas e suas sínteses.

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Pesquisa estuda por que homens não são a única causa da enxaqueca em mulheres


HOLD MY BEER!

A Ciência busca entender muitas coisas, em especial o que causa dor-de-cabeça nas mulheres. Um dos motivos pode ser o namorado delas como esse aí da foto. O que a Ciência não tenta entender, pois é perda de tempo, é POR QUE este Zé Ruela resolveu fazer isso (droga! Não tem piscina debaixo da minha janela).

Depois que a Ciência parou de se importar com o estúpido comportamento masculino, passou a se dedicar a coisas muito mais simples, como qual é o último dígito de Pi e por que mulheres têm mais enxaquecas que homens, e o que causa essas enxaquecas (cínicas dizem que é por causa dos homens, mas eu não tocarei neste assunto).

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Terapia genética cura ratinhos com diabetes tipo 2

Diabetes tipo 2 é uma doença seríssima. Só aqui no Brasil, o número de diabéticos cresceu 61,8% e há estudos apontando que 80% das pessoas com diabetes tipo 2 falecem em decorrência de problemas cardíacos. Foi pedido ajuda aos doutores. O primeiro que apareceu era um doutor em Filosofia, mas ele disse que nada se podia fazer, pois todos iríamos morrer de qualquer forma. Perguntaram a uma doutora de estudos de gênero como poderia-se combater a diabetes, mas ela alegou que querem combater só porque “diabetes” era uma palavra feminina e isso significava ação do machismo propalado pelo patriarcado opressor. Finalmente, perguntaram a uma cientista de verdade. A resposta veio com uma terapia genética.

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Uma pílula de insulina no capricho para os dependentes químicos

Ser dependente químico é uma tristeza. Não é legal para a saúde e tem que fazer de tudo para tentar não sucumbir. Sendo assim, alguns diabéticos passam por transtornos por depender da substância química chamada insulina. Basicamente, ainda se depende das injeções, mas daí eu me lembro da cena do doutor McCoy em Star Trek 4 (o das baleias) quando ele passa por uma velhinha no corredor do hospital e ela lhe diz que precisa de diálise. Ele, com seu jeitinho alegre e atencioso solta um “Meu Deus, isso aqui é a Era das Trevas?” (que foi dublado como “Isso aqui é um açougue medieval?”) e dá uma pilulinha para ela e sai alegremente. Sim, a velhinha não precisou mais de diálise. Tudo bem que isso era em 1987 e nem mesmo plutônio se comprava em farmácias mais. Aquilo era ficção científica pura, certo?

Há 30 anos, podia ser, mas hoje pesquisadores estão estudando a viabilidade de entregar insulina para o corpo do paciente por via oral. Sim, também com uma pilulinha. Seria sonhar muito?

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Como as primeiras moléculas replicantes replicavam

Um dos temas da Biologia que eu mais acho fascinante é a origem da vida na Terra. Simplesmente, é pura Química (vocês sabem que Biologia é Química aplicada, né?). O ponto-chave foi quando as moléculas orgânicas começaram a ter propriedades x-moléculas de se replicarem, formando o que seria um proto-RNA muito, muito tosco, mas que conseguia fazer o feijão-com-arroz dos seres vivos: Gerar cópias de si mesmo, nem que fossem cópias toscas, o que acabava por serem selecionadas pelo ambiente. Mas como era primeira molécula capaz de fazer cópias de si mesma? Coo era o processo de replicação?

Agora, temos a melhor explicação para este acontecimento, quando pesquisadores demonstraram como a primeira vida na Terra (na forma de RNA) poderia se replicar, usando um mecanismo químico totalmente diferente de qualquer outro que possa ocorrer naturalmente na Terra hoje.

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Em termos de respiração, extremófilos são gente como a gente

Há algumas diferenças entre humanos e certos micróbios, principalmente se a gente der um rolé por redes sociais. De vez em quando eu acho inclusive que micróbios são melhores, mas não entrarei neste assunto. A semelhança entre nós e alguns extremófilos tem muitas similaridades de ordem química, pois estes seres pouco evoluídos (os extremófilos) precisam de sistemas básicos de conservação de energia e respiração, muitos dos quais são os mesmos em seres humanos também.

Você achou estranho? Não sei porque seria, já que se é eficiente, qualquer mudança seria fatal e a Seleção Natural não é boazinha.

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As incríveis proteínas motoboys que ferram a sua vida, mas podem melhorar

Os transportadores ABC são uma das maiores famílias de proteínas, e estão presentes em todos os organismos vivos, desde bactérias até seres humanos. Os membros da família ABC são proteínas transmembrana (proteínas que atravessam a membrana celular, possuindo uma porção no interior da célula e outra no exterior) capazes de transportar diversos substratos através da membrana celular, com gasto de energia. Nas células saudáveis, os transportadores ABC têm diferentes funções, como transporte de sais biliares, colesterol, diferentes íons e ânions, porém, também estão relacionados com a resistência de células cancerígenas aos tratamentos quimioterápicos.

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Pesquisa brasileira mostra como melhorar eficiência no cultivo de soja

Por muito tempo, o Brasil liderou a produção e exportação mundial de soja, mas nossa incompetência endêmica nos fez perder o posto de maior exportador de soja do mundo para os Estados Unidos. Da produção mundial de pouco mais de 351 milhões de toneladas de soja, com uma área cultivada e aproximadamente 121 milhões de hectares, os EUA produzem 117,2 milhões de toneladas do referido grão em uma área de 33,48 milhões de hectares. Já o Brasil produz 113,92 milhões de toneladas de soja em uma área de 33,89 milhões de hectares, tendo uma eficiência de plantio inferior ao dos EUA, que não parece muito, mas quando jogamos na tabela em termos de milhares de hectares (1 hectare é um hectômetro quadrado ou 10 mil m2). Fonte

A soja é importantíssima e estratégica, já que é um alimento rico em proteínas, podendo ser usada para consumo humano e de animais. O problema é proteínas são moléculas que precisam de boas quantidades de nitrogênio para que sejam estabelecidas ligações peptídicas; isso acarreta que seu cultivo demanda alta concentração de nitrogênio no solo. Como podemos melhorar a eficiência no cultivo? Ora, tendo mais nitrogênio no solo, é claro. Fácil, não? Como fixaremos mais nitrogênio?

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