Respostas da primeira enquete do Ceticismo.net

As pessoas gostam de citar Steve Jobs, que fazia menção a Henry Ford quando este dizia que se fosse ouvir seus clientes não produziria carros, mas cavalos mais rápidos. O mesmo Henry Ford que dizia que você poderia escolher o carro deles na cor que quisesse, desde que fosse preta. Pouco depois ele lança carros de outras cores, na mesma medida que o iPhone não estava sendo pensado para (nem iria ter) aplicativos. Preciso continuar?

Ouvir as pessoas de vez em quando é bom. Não que toda ideia que lhe deem seja uma boa ideia, mas isso nem significa muito já que nem as minhas próprias ideias são um festival de acertos. Sendo assim, eu propus a primeira enquete. Vamos ver o resultado?

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Árvores de Natal viram substâncias diversas nas mãos de químicos (de nada)

Passou-se o Natal, Reveillon agora só no ano que vem e agora fica a pergunta: o que vão fazer com as árvores de natal feitas com pinheiro natural? Claro, aqui no Brasil é meio esquisita esta pergunta, pois todas as árvores são artificiais, de pRástico ou a minha favorita: fibra ótica (menos trabalho para colocar pisca-pisca). Com a proibição de canudinhos e a futura proibição de copos plásticos, não sei como ainda permitem árvores de natal (se bem que sachê de catchup tem mais plástico que canudinho e ninguém fala nada). Já, nos EUA e Inglaterra, o uso de pinheiro naturais é muito comum, mas o que fazer com as árvores depois disso? manda pro lixão? Queima com a lenha?

Bem, pesquisadores ingleses resolveram que poderiam dar um fim mais… doce para os pinheiros, transformando as suas agulhas em diversas substâncias.

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Smartphone é nova arma de “altíssima” tecnologia para encontrar mosquitos da dengue

Doenças não são legais. Ainda mais quando elas causam sérios problemas como dengue, Chikungunya e zika. Você não quer nem ter um resfriado, quanto mais estas doenças. O mais interessante, entretanto, é que bactérias, em especial as do gênero Wolbachia, conseguem impedir a transmissão do vírus do dengue e seus amigos. Eu já postei artigo sobre elas AQUI, AQUI, e AQUI. Seria legal termos um meio de diferenciar os mosquitos que estão infectados com a Wolbachia, certo? Que tal usar o seu smartphone?

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Japonês, abra o olho: Molho shoyu no Brasil tem mais milho que soja!

Você deve ser daqueles que curte uma comida japa, né? E, claro, os dois melhores acompanhamentos são o molho agridoce e o molho shoyu. Na verdade, não existe um molho shoyu. Temos o koikuchi shoyu, ou molho shoyu comum; o Usukuchi shoyu, que leva 10% a mais de sal do que o shoyu comum; temos o tamari shoyu, um molho com sabor mais intenso; há o saishikomi shoyu, fermentado no próprio molho, sem levar sal; e temos o shiro shoyu, mais claro e mais leve que o usukuchi shoyu, acabando por ter um sabor mais doce. Sabe qual deles que vem no seu pedido, naquelas porcarias de sachês? Pois é. Nenhum.

De acordo com pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, das 70 marcas analisadas, a maioria delas contém menos de 20% de soja. O que vocês colocam no seu sushi é molho de milho, mesmo!

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Os segredos escondidos numa antiga armadura do século XVI

É muito legal ver filmes tipo capa-e-espada, com cavaleiros usando suas reluzentes armaduras, elmos, luvas, espadas, maças e cavalos (que também tinham suas próprias armaduras). Apesar desta visão romanceada, ela… bem, não direi que é falsa, pois não era, mas muito rara de acontecer. Estas armaduras eram muito caras e só nobres e ricaços poderiam pagar por elas, já que eram feitas sob medida e demorava um bocado de tempo e custava uma fortuna, e só nobres tinham as duas (mas nem todos, também). Quanto mais “rica” a armadura, com pintura, desenhos, enfeites e entalhes, mais ricaço ainda era o cavaleiro. Para guerra normal, a peãozada ia protegido com… bem, na verdade se fossem com um escudo de madeira estavam com sorte. E, claro, o nobre não ia na frente. Isso do rei em sua armadura brilhante, montado num cavalo branco, indo na frente liderando é coisa de filme, também.

Sim, cavaleiros negros existiam, porque existiam armaduras negras. Havia de todas as cores que o cliente quisesse (e pudesse) pagar. Algumas chegariam ao preço de um jatinho particular, mas hoje você pode comprar por uns 1000 dólares, que convertendo pra real, com frete e impostos, dá o valor de um jatinho particular.

Algumas dessas armaduras tinham lindos tons de azul, preto e dourado, mas isso remete a um pequeno problema: como os armeiros dos séculos entre XV e XVII conseguiam isso? Magia? Nah, algo um pouquinho mais engenhoso que isso!

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Nanopartículas e quimioluminescência para a detecção de vírus

Um vírus é uma criaturinha que nem se sabe ainda se é uma criatura ou uma PFDP (proteína fidaputa). Essas desgraças, desde aquele resfriado nojento que te deixa de cama até uma hepatite B, são capazes de ferrar com seu dia de várias maneiras. Junte isso ao fato de necessidades de transfusão de sangue, em muitos casos de forma emergencial, temos o prenúncio do desastre, em que as equipes médicas têm que analisar o sangue de maneira rápida, ou a emenda sairá pior que o soneto.

A quem pediremos ajuda? Ao Olavo de Carvalho? À Marilena Chauí? Ao Tedson? Não, a químicos, mesmo!

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MCTI libera relatórios da fosfoetanolamina. Nothing new!

Hoje, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (não ria, a Bolívia tem Ministério da Marinha), liberou relatórios sobre a palhaçada as análises da fosfoetanolamina. Eu me atirei em cima daquilo como um gato a um pedaço de carne. Depois de alguns minutos eu fiz cara de…

A única vantagem que vi nos documentos é a comprovação que eu tinha razão, embora isso nem seja novidade. Há verdades definitivas nessa existência. O Universo é vasto, o Sol é quente, o André sempre tem razão e esta é a sua SEXTA INSANA!

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Bafômetro que não é bafômetro ajuda a determinar existência de câncer no esôfago

Câncer é aquele negócio cujos sintomas variam de dor na orelha esquerda até necrose do dedão do pé devido ao frio. Aprendi isso jogando os sintomas no Google. Quando não era câncer era lúpus, mas sabemos que nunca é lúpus.

Imaginem que um meio mais simples pudesse ajudar a diagnosticar câncer (sem a ajuda do Google), por um simples teste de respiração. Pelo visto, parece que tem funcionado bem.

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O que é Luminol?

Todo mundo conhece luminol, aquela linda maravilha química que fica brilhando no escuro, ajudando peritos criminalísticas a pegar os bandidos, para depois colocarem o óculos escuros like a boss, soltando alguma frase de efeito. O luminol, ao contrário do que se acredita, não serve apenas para determinar quem matou a vizinha gostosa.

Mas o que é e como funciona o luminol? Você saberá no capítulo de Química Orgânica, subcapítulo Quimioluminsecência, parágrafo "Quediabeisso"?

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HCN pode ter sido fundamental para o início da vida, ou o veneno que virou pai de todos

Todo mundo conhece o ânion cianeto. Talvez, não com este nome, mas seu nome vulgar: cianureto, que nada mais é que cianeto de potássio, extremamente venenoso. O problema, nem está no cianeto de potássio em si, mas como todo sal de ácido fraco, ele e deslocado por um ácido forte, como o ácido clorídrico do seu querido suco gástrico, liberando o gás HCN, o cianeto de hidrogênio, que em solução aquosa é chamado ácido cianídrico.

É estranho pensar algo útil para o HCN, mas — acredite! — apesar dos primeiros seres vivos não terem tido bronquite (e muito menos rum creosotado), eles tinham o grande problema de viver num período onde deram sorte de terem conseguido sobreviver. Bem, a maioria de fato NÃO SOBREVIVEU, só os mais adaptados e tudo se deve em parte aos cianetos, mas não da forma como poderíamos imaginar.

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