Ozônio é nova modinha. Darwin se lambe todo

A falta de assunto na semana levou os jornais a se lembrarem dos tratamentos esquisitos, como a ozonoterapia, por exemplo. A ozonoterapia é uma terapia que emprega gás ozônio, uma variedade alotrópica do oxigênio, apresentando três átomos do referido elemento em sua molécula, ou seja, sua fórmula é O3.

O problema do ozônio é que ele é um gás muito oxidante e corrosivo, e estas propriedades eram empregadas para tratar problemas na pele, só que virou festa e querem usar para tudo, inclusive enfiar no ânus com brados retumbantes, imagino. Continuar lendo “Ozônio é nova modinha. Darwin se lambe todo”

Artigos da Semana 28

O bom de acompanhar a ciência feita ao vivo ou não tão ao vivo assim é saber das maravilhas que são desenvolvidas. Acompanhar lançamento de foguetes ou ver vídeos obtidos com fotos tiradas por sondas espaciais. Isso aliado a novos tratamentos ou como a vida segue seu rumo.

Por isso, é sempre bom relembrar o que rolou durante a semana.

Prefeitura do Rio inaugura medicina à distância sem consultar médicos

Todo mundo sabe que Rio de Janeiro não é pra fracos. Eu rio muito quando paranaenses falam que moram na Rússia Brasileira, quando não aguentariam 20 minutos aqui. Ciente de como a vida nas favelas é complicada por causa da ação de criminosos – e montar postos de saúde lá acarreta em gastos com o posto, profissionais, segurança e cimento para tampar os buracos de bala –, o prefeitosco do Rio, Marcelo Crivella teve uma brilhante ideia, enquanto escapa pelos pingos de chuva de seu impeachment: Que tal médico a distância? Sim, claro. Coo ir até a favela é perigoso, o lance é fazer atendimento não-presencial. O que poderia dar errado?

Ficando a uma distância bem segura de políticos vagabundos, entrincheirado aqui em casa, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Novo teste promete apressar o diagnóstico de câncer no ovário

Câncer não é algo legal. Nenhum dos quase duzentos tipos dele. O de ovário é muito sério, já que é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero, embora seja o mais mortal deles, com o agravante de ser difícil de ser diagnosticado. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a larga maioria dos casos de câncer no ovário é derivada das células epiteliais que revestem o ovário, sendo o restante vindo de células germinativas (vocês sabem: os óvulos) e células estromais, que são as responsáveis pela produção dos hormônios femininos na quase totalidade.

O grande problema do câncer de ovário é seu difícil diagnóstico, muitas vezes demorando anos para que se tenha notícia que o lazarento está lá devorando a pessoa por dentro. Só que uma nova pesquisa promete antecipar em 2 anos a possibilidade de detectar câncer no ovário; e como sabemos: quanto mais cedo se detecta um câncer, mais fácil ele é tratável e curável.

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Cientistas chegam cada vez mais perto da cura definitiva do Ebola. Chupa, Tedson!

Hoje é dia 14 de agosto de 2019. O guerreiro cravou no coração da fera a lâmina forjada pelos antigos. Por anos, esta fera aniquilou vidas, causou mortes horríveis e dolorosas, não só para as vítimas como para seus familiares. No campo de batalha, o guerreiro gritou “Yimambê”, as hordas partiram para batalha em quatro frentes. Duas conseguiram o seu objetivo.

O guerreiro é o dr. Muyembe-Tamfum, e ele chefia as hordas de médicos e demais profissionais de saúde do Congo, em que as frentes de batalhas são remédios. A fera derrotada? O ebola! Sim, isso mesmo. Dois novos tratamentos se mostram eficazes a ponto de, nos estágios iniciais, mandar pra vala o ebola de uma vez por todas em 90% dos casos!

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Pesquisa esclarece como bandagem elétrica ajuda a cicatrizar e mandar bactérias pro além

Bandagens são uma tecnologia de uso médico conhecida desde os antigos egípcios, que aplicavam tiras de algodão, algumas vezes embebida em betume para imobilização. Elas ajudam a cicatrização ao não expor feridas abertas ao ar, cheio de “humores capazes de fazer espíritos malignos entrarem”, se por “espírito maligno” você entender como bactérias.

Milênios depois, surgiram as bandagens elétricas, isto é, bandagens pelas quais circulam corrente elétrica. A primeira patente data de 1940. O problema é que essas bandagens elétricas até funcionam, mas não se sabia direito o motivo, só que uma pesquisa pretende explicar o que acontece quando a gente eletrocuta o local, mesmo com correntes pequenas. Afinal, isso é cadeira elétrica para bactéria?

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Filosofia nos dá uma pílula de insulina. Brincadeirinha, foi a Ciência mesmo

A vida de diabéticos não é fácil. Não existe “A” diabetes, mas diferentes versões, até a que você efetivamente precisa de receber insulina. Sem ela, sua vida, que já é ruim, ficará bem pior, até levar à morte. Hoje, podemos dar insulina aos pacientes, mas por meio de injeções. Seria possível facilitar isso? Bem, me disseram que a Ciência não é capaz de responder a tudo. Perguntei a um filósofo, mas ele começou a citar Deleuze. Fui em outro filósofo, mas ele falou que deveríamos encarar a realidade como ela é, e manter a existência dos fatores nestes níveis. Não, insulina não deveria ser usada. Perguntei a um cientista e ele respondeu: Se não tá fácil, a gente faz ser!

Infelizmente, me disseram que era mentira que Ciência existia para propiciar qualidade de vida porque os japas tomaram uma bomba atômica no quengo (os mesmos japoneses que começaram ao bombardear Pearl Harbor). Felizmente, cientistas cagaram e andaram pra idiotas que defendem misóginos escravocratas e desenvolveram uma pílula capaz de levar insulina ao corpo de uma pessoa. Basta engolir a pilulinha e pronto!

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Itajaí cria programa para tratar viciado com placeb… Homeopatia

A Prefeitura de Itajaí segue a linha do Leão do Proerd do Mal. Muito provavelmente, algum sacripanta lá achou que maconheiro não é gente, e sim um bando de nóia. Como dar cabo de maconheiros, mas sendo ético e responsável? O Governo Prefeitural, dessa forma, se aliou a outros psicopatas da Univali e mandaram pra frente um projeto estabelecendo um cronograma de trabalho para a preparação dos profissionais que participarão do CocaCrack 3 (isso parece nome de filme da Asylum. Quero muito ver esse cracudo com poderes). Este projeto visa, aos olhos da imprensa e sociedade, oferecer tratamento a viciados em drogas por meio da Homeopatia. A verdade é que querem é ver os caras se ferrarem, sem tomar nada que preste.

Indo assaltar a geladeira por causa da larica, usando óculos escuros por não ter colírio, esta é a sua SEXTA INSANA!

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Transplante de fezes ajuda a combater o câncer

Eu gosto da paranoia estúpida de gente que berra aos quatro ventos que não existe a cura do câncer pois a Big Pharma impede, de forma que viva lucrando às custas das pessoas doentes. O fato de não haver “O” câncer, mas quase 200 tipos de doenças que recebem esta classificação, e 80% delas serem curáveis, nunca entra na conta. Agora, temos mais um tratamento promissor contra o câncer: transplante autólogo de microbiota fecal. Gostou do nome? Pois é. Basicamente, é transplante de cocô.

Eu espero você parar de fazer cara de nojinho.

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Pacientes de câncer que usam terapias alternativas têm o dobro de chances de morrer

Eu costumo dizer que brasileiro odeia Ciência, mas é uma forma simplista. De uma maneira geral, as pessoas odeiam algo que lhes tire do conforto, de suas crenças, da vontade que tudo aconteça por mágica. É puro comodismo. Isso explica a quantidade enorme de pessoas que acreditam em médiuns, videntes, líderes religiosos e políticos (têm diferença?), veganismo e terapias alternativas. As pessoas preferem a crença ao saber. Preferem as religiões, de alguma forma. Elas querem que seus mundinhos mágicos fiquem estáveis e tudo se resolva por si só.

A Ciência incomoda, a Ciência faz-nos ver que estamos em eterno risco, mas que a própria Ciência pode impedir. O câncer, ainda tido como exemplo de doença fatal é curável em 80% dos casos. Se as pessoas não procuram um médico em tempo hábil, aí até corte no dedo pode ser mortal. Parte dessas pessoas acreditam que tratamentos como homeopatia podem resolver isso, mas não podem, e isso fica evidenciado quando vemos dados mostrando que pessoas que apelam para terapias alternativas como tratamento contra o câncer têm, em média, duas vezes mais chances de morrer da doença do que aqueles que usam somente o tratamento convencional.

Sim, eu sei o que vocês vão alegar.

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