A história do vulcanismo de Mercúrio

Mercúrio não é um planeta tão famosão quanto Júpiter ou Saturno. O menor dos planetas do Sistema Solar é por vezes esquecido da mídia, o que é uma injustiça. Tendo uma geologia interessante, que se assemelha a muito meteorito, Mercúrio tem muito a nos contar sobre nossos sistema, ainda mais levando em conta que ele apresenta vestígios de vulcões.

Uma pesquisa analisa dados do que parecem ser vestígios de uma grande atividade vulcânica em todo o planeta, mas que parece ter terminado há cerca de 3,5 bilhões de anos atrás. O que isso nos ensina?

O dr. Paul Byrne é geólogo planetário e professor-assistente do Departamento de Ciências Marinhas, da Terra e Atmosférica da Universidade Estadual da Carolina do Norte. Apesar de ser geólogo, não entende muito de neurociência, então, ele não sabe por que você tem pedras na cabeça.

Analisando dados colhidos mediante fotos trazidas da sonda MESSENGER, telescópios e tudo o que temos de mais moderno em termos de pesquisa espacial (“temos” no significado de humanidade, não de Brasil, claro), Byrne identificou vestígios de vulcanismo em Mercúrio. Não que isso seja novidade, pois planetas rochosos sempre apresentaram vulcanismo durante sua formação conturbada, com magma em fluxos intensos e com temperaturas absurdas, até que uma hora ou outra eles esfriam e sossegam o facho.

O problema é que fica difícil fazer datação sem ter amostras das rochas das crateras de Mercúrio, em que se usaria método radiométrico. Assim, vamos para tecnologia mais antiga: observação.

Byrne e seus colaboradores ficaram um tempão estudando o tamanho e a frequência das crateras. O número e tamanho dessas crateras na superfície de Mercúrio são transformados em dados e aplicados em modelos matemáticos estabelecidos, visando calcular as idades absolutas para os depósitos vulcânicos efusivos de Mercúrio.

De acordo com seus resultados, a maior parte das ocorrências de vulcanismo em Mercúrio parou há cerca de 3,5 bilhões de anos, em contraste com as ocorrências similares encontradas em Vênus, Marte e, claro, a Terra.

Clao que formações geológicas diferentes, com planetas diferentes, atmosfera diferente etc, só podia acarretar em histórico de vulcanismo diferente. O manto de Mercúrio é bem menor, mesmo se guardarmos as proporções de tamanho entre ele e a Terra. O decaimento radioativo é menor, o que gera menos calor, o que faz com que o interior seja mais frio e não tenha tanto magma.

Sim, queridos, o magma existe por causa da radioatividade gerando calor dentro do planeta. Legal, não? Com menor quantidade de reações de decaimento radioativo, menos calor, isso acarreta em menor dilatação. Ao esfriar, Mercury começou a se contrair, ficando mais compacto e sem tanto manto, já que perde-se calor muito facilmente.

A pesquisa foi publicada no periódico Geophysical Research Letters.

Mas para que eu quero saber isso?

Para nada. Ninguém pediu sua opinião de qualquer forma. Lê aí e não enche o saco.

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