Pesquisa estuda como usar CO2 para gerar eletricidade

Vamos ser honestos: combustíveis fósseis são uma droga, mas é o melhor que temos até agora. A densidade energética compensa os danos, já que as alternativas (que também são poluentes) apesar de serem mais baratas, nem sempre são mais eficientes. Fala-se muito em carros elétricos, o que é lindo se a eletricidade fosse produzida pelo bater de asas de fadinhas e transportada por crinas de unicórnios. O carro a álcool é excelente, apesar de não tão eficiente e mesmo assim causa problemas: emissão de CO2 , embora não tendo os problemas das outras emissões, o gás carbônico já ajuda a causar um belo problema em termos climáticos.

Bem, não podemos violar as leis da Química e da Física, mas as pessoas esquecem que não há nada que um químico não resolva, como usar as próprias leis da Química para reverter esse quadro.

O dr. Lynden Archer é químico (com ele a oração e a paz). Ele é professor de Engenharia Química no Departamento de Engenharia Química e Biomolecular da faculdade de Engenharia da Universidade de Cornell. Tendo sido alçado nas graças de Zeus, o dr. Archer, que além de tudo tem nome de agente secreto a serviço de Sua Majestade, resolveu estudar melhor como produzir combustíveis usando CO2 com matéria-prima.

O dr. Archer, com ele o Poder e a Glória botou seu estagiário de luxo (aka doutorando) Wajdi Al Sadat pra ralar. “Juntos” (você sabe que não foi), eles desenvolveram uma célula de energia de alumínio/dióxido de carbono assistida com oxigênio que utiliza reações eletroquímicas tanto para sequestrar o dióxido de carbono e produzir eletricidade. Para isso, utiliza-se eletrodos reativos de alumínio, que serviram para acelerar a reação.

De acordo com a pesquisa, cada célula eletroquímica produziu 13 ampère.horas por grama de carbono poroso (usado como o catodo) com um diferencial de potencial (pode chamar de “voltagem”, mesmo. Eu não me importo) de 1,4 volts. A energia produzida pela célula é comparável àquela produzida pelos sistemas de bateria de energia mais elevada densidade.

Pô, mas não está produzindo combustível!

É uma forma de ver a coisa, apesar de ser totalmente estúpida. O “combustível” em questão é eletricidade e, claro, será para motores elétricos. Ou você pensou em alguma besteira tipo “biodiesel”? A ideia é retirar o CO2 do ar em definitivo e não retirá-lo e mandar mais depois.

O processo é capaz de converter o dióxido de carbono numa molécula mais reativa, tal como um ânion oxalato, que poderá ser usado para outros fins, nem que seja para fabricar pasta para limpar forno engordurado.

A pesquisa foi publicada na Science Advances e está em formato Open Access. Sim, digrátis esperando por você!

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