O corpo safado que fez a Terra levar ferro

Estrelas (entre elas o nosso Sol), são basicamente formadas por hidrogênio e hélio. Naquela imensa fornalha termonuclear, núcleos se fundem produzindo elementos cada vez mais pesados. Dependendo do tamanho da estrela, elas podem explodir sob a forma de supernovas, espalhando todo o seu material estelar. Quanto maior a estrela, mais núcleos pesados são formados. Hidrogênio se funde em hélio, que podem se fundir formando lítio, boro e carbono. Estrelas de massa realmente alta (para padrões de estrelas, e nosso Sol nem é tão grande assim) irão iniciar a queima de núcleos de carbono e estender mais a sua existência. As de massa ainda maior irão também fundir neônio depois de usar o carbono e assim por diante. Isso até produzir ferro, então, tudo muda. A síntese de núcleos mais pesados a partir do ferro absorve ao invés de liberar energia, e a estrela começa a esfriar. Com o tempo, este nucleozão de ferro comporá asteroides. Estes asteroides são capturados pela gravidade terrestre e cruzam os céus; então, recebem o nome de meteoros. Quando caem no chão, a rocha formada é chamada de “meteorito”.

Pronto, resumi bem a origem do ferro no planeta. Já posso abrir uma cerveja porque meu trabalho está feito, certo?

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A história do vulcanismo de Mercúrio

Mercúrio não é um planeta tão famosão quanto Júpiter ou Saturno. O menor dos planetas do Sistema Solar é por vezes esquecido da mídia, o que é uma injustiça. Tendo uma geologia interessante, que se assemelha a muito meteorito, Mercúrio tem muito a nos contar sobre nossos sistema, ainda mais levando em conta que ele apresenta vestígios de vulcões.

Uma pesquisa analisa dados do que parecem ser vestígios de uma grande atividade vulcânica em todo o planeta, mas que parece ter terminado há cerca de 3,5 bilhões de anos atrás. O que isso nos ensina?

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Telescópio vê nascimento de futura “Terra”

futuraterra.jpgÉ bem provável que um planeta rochoso parecido com a Terra esteja se formando a 424 anos-luz de distância de nós. É o que revelam imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa. As imagens trazem um enorme disco de poeira cósmica, com “matéria-prima” suficiente para construir um planeta do tamanho de Marte ou até maior. Ele está girando em torno da estrela HD 113866, que tem 10 milhões de anos — idade considerada ideal para a formação de planetas do tipo terrestre. Continuar lendo “Telescópio vê nascimento de futura “Terra””